Expedição a Targa (1490)

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Expedição a Targa
Guerras Luso-Marroquinas

Situação política em Marrocos
Data 1490[1]
Local Targa, Marrocos
Desfecho Vitória portuguesa
Beligerantes
Portugal Sultanato Oatácida
Comandantes
D. Fernando de Meneses[1] Desconhecido
Forças
130 cavaleiros, 1870 infanções[1].
50 navios.[1]
Desconhecida
Baixas
40 mortos.[2] Centenas de cativos


A Expedição a Targa deu-se em 1490 quando uma frota portuguesa comandada por D. Fernando de Meneses saqueou a cidade de Targa, conhecido valhacouto de piratas em Marrocos. D. Fernando saqueou também a vila montesa de Comice.

História[editar | editar código-fonte]

Os portugueses conquistaram Ceuta em 1415. Em 1490, D. João II preparou uma expedição contra o alcaide marroquino de Xexuão Barraxa e confiou o comando ao filho do Marquês de Vila Real, D. Fernando de Meneses, com 50 navios.[1] Tendo este feito escala em Gibraltar, enviou uma mensagem ao capitão de Ceuta D. António de Meneses (que era seu irmão) avisando-o que em breve desembarcaria naquela cidade para atacar Xexuão, mas D. António dissuadiu-o de empreender a campanha, pois considerava-a impraticável.[1] D. Fernando foi persuadido a atacar a cidade de Targa, que era um conhecido refúgio pirata a sudeste de Ceuta.[3][1] Tendo-se-lhe juntado alguns voluntários espanhóis, a expedição totalizava 130 cavaleiros e 1870 infanções.[1]

Assim que a frota alcançou Targa, o povoado foi evacuado pelos seus habitantes, que deixaram muitos despojos para trás.[1] Os portugueses desembarcaram, capturaram 25 navios, 370 pessoas,[2] armas, incluindo canhões, libertaram vários prisioneiros de guerra cristãos e destruíram a cidade bem como os campos agrícolas circundantes.[1]

Insatisfeito com o ataque a Targa, D. Fernando juntou-se com as suas forças aos capitães de Tânger e Alcácer-Ceguer para saquearem Comice, uma cidade nas montanhas do Rif.[1] Com um exército de 400 cavalos e 1.200 infanções, os portugueses saquearam a cidade e capturaram muitos despojos, incluindo 100[1] ou 1000[2][4] pessoas, gado e cavalos.[1] 40 portugueses morreram na acção.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f g h i j k l m Ignacio da Costa Quintella: Annaes da Marinha Portugueza Typographia da Academia Real das Sciencias, 1839, pp.216-217.
  2. a b c d Agostinho Manuel de Vasconcellos: Vida y acciones del Real Don Iuan el Segundo, Decimotercio de Portugal, Imprenta de Maria de Quiñones, 1639, p.244.
  3. Irene Vaquinhas: Revista de História da Sociedade e da Cultura n.º 19, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2019, p.110.
  4. Juan de Ferreras: Synopsis historica chronologica de España, Volume 11, 1775, p. 389.