Formação de Medusae Fossae

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Medusa Fossae
Planeta Marte
Tipo vale
Coordenadas 3.2° S, 163.0° W
Extensão 333 km
Quadrângulo vários


A Formação de Medusae Fossae, também conhecida como Medusa Fossae é uma extensa região geológica de origem incerta no planeta Marte. Esse nome vem de Medusa da mitologia grega. "Fossae" é a palavra Latina para "fossas". Localizada aproximadamente a 5º S, 213° E, essa formação atravessa a divisa entre as terras altas e as terras baixas próximo às áreas vulcânicas de Tharsis e Elysium.

A Formação de Medusae Fossae Formation é um depósito erodido que se estande por aproximadamente 1,000 km ao longo do equador de Marte. Às vezes, a formação adquire uma aparência suave, ondulando sobre a superfície, mas há lugares em que ela é esculpida pelo vento em tergos e grooves. [1] Imagens de radar sugerem que a região pode conter ou rocha porosa (por exemplo rocha vulcânica) ou camadas profundas de depósitos de gelo abrigando a mesma quantidade que na capa polar sul de Marte.[2] [3] Outra evidência para uma composição em grãos finos é a de que essa área quase não retorna sinais de radar. Por essa razão essa área tem sido chamada de a região "disfarce".[4] Essa formação é dividida em três sub unidades, todas elas consideradas pertencendo ao período amazônico, a era mais jovem na história geológica marciana. [5]


Relevo Invertido[editar | editar código-fonte]

Tergos sinuosos em uma ramificação num membro inferior da Formação de Medusae Fossae, visto pela HiRISE. Localização no quadrângulo de Aeolis.

A porção inferior (um membro) da Formação de Medusae Fossae contém vários padrões os quais especula-se serem vestígios de correntezas. Acredita-se que as correntes formaram vales que foram assoreados se tornando resistente à erosão devido à cementção dos minerais ou pela junção de uma áspera camada cobrindo o leito. Esses leitos de correnteza são às vezes chamados tergos sinuus ou formações curvilineares elevadas. Elas foram subdivididas em seis classes: crista achatada, crista estreita, crista arredondada, ramificada, não ramificada, e multinível. Elas podem medir um quilômetro ou mais em extensão. Suas alturas variam de um metro a mais de 10 metros, enquanto a largura dos mais estreitos é menor que dez metros. [6] [7]

Yardangs[editar | editar código-fonte]

A superfície da formação tem sido erodida pelo vento em uma série de tergos lineares chamados yardangs. Esses tergos geralmente apontam em direção aos ventos prevalentes que os esculpiram, o que demonstra o poder erosivo dos ventos marcianos. A natureza facilmente erodida da Formação Medusae Fossae sugere que ela é composta de partículas fracamente cementadas, tendo sido mais provavelmente formadas pela deposição de poeira depositada pelo vento ou cinzas vulcânicas. Camadas são vistas em partes da formação. Uma capa rochosa resistente no topo dos yardangs foi observada em fotos da Viking,[8] da Mars Global Surveyor,[9] e da HiRISE. [10] Imagens da sonda especial mostram que ela possui diferentes graus de rigidez provavelmente por causa das variações significativas das propriedades físicas, composição, tamanho da particula, e/ou cementação. Poucas crateras de impacto são visíveis nessa área, conclui-se a partir disso que a superfície é relativamente jovem. [11]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://www.universetoday.com/2005/03/29/medusa-fossae-region-on-mars/
  2. Vast amount of water ice may lie on Martian equator - space - 01 November 2007 - New Scientist Space
  3. Radar Sounding of the Medusae Fossae Formation Mars: Equatorial Ice or Dry, Low-Density Deposits? - Watters et al., 10.1126/science.1148112 - Science
  4. ISBN 978-0-521-85226-5
  5. Scott, D. and K. Tanaka. 1986. Geologic map of the western equatorial region of Mars. U.S. Geol. Survey Misc. Invest Series Map 1:15,000,000.
  6. Zimbelman, J. and L. Griffin. 2010. HiRISE images of yardangs and sinuous ridges in the lower member of the Medusae Fossae Formation, Mars. Icarus: 205. 198-210.
  7. www.sciencedirect.com/science/journal/00191035
  8. Scott, D. and K.Tanaka. 1982. Igimbrites of Amazonis Planitia region of Mars. J. Geophysical Research: 87. 1179-1190.
  9. Malin, M. et al. 1998. Early views of the martian surface from the Mars Orbital Camera of Mars Global Surveyor. Science:279. 1681-1685.
  10. Mandt, K. et al. 2008. The origin of the Medusae Fossae Formation, Mars: Insights from a synoptic approach. J. of Geophysical Research. Planets: 113.
  11. http://themis.la.asu.edu/zoom-20020416a.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]