Futebol de mesa

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Totó[editar | editar código-fonte]

Matraquilhos Benfica-Porto.jpg

Futebol de mesa, popularmente conhecido como totó (Espírito Santo, Pernambuco, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará e outros), pebolim (São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e sul de Minas Gerais), matraquilhos, matrecos ou perceberitos (em Portugal), é um jogo inspirado no futebol, que consiste em manipular bonecos presos a manetes, possibilitando "jogar futebol" numa mesa. Em Portugal, existe competição oficial organizada desde 2007, ano da criação da Federação Portuguesa de Matraquilhos.

Origem[editar | editar código-fonte]

Baby foot artlibre jnl.jpg

O galego Alexandre de Fisterra foi ferido em 1936 durante a Guerra Civil Espanhola. No hospital em que ficou internado, em Monserrat, conheceu muitas crianças também feridas e impossibilitadas de jogar futebol. Então, ele se inspirou no tênis de mesa e criou o futebol de mesa.

A partir das instruções de Fisterra, seu amigo Francisco Javier Altuna desenvolveu a ideia construindo a mesa e os componentes de madeira e metal que integram o jogo. A invenção foi patenteada em 1937, mas, após escapar do fascismo na França, Finisterre perdeu os papéis da patente. Depois de ter sido exilado para a América do Sul, introduziu algumas alterações, como as barras de aço, e divulgou o jogo pelo continente.

O jogo rapidamente divulgou-se pela Europa. Tanto que, na década de 1960, quando Alexandre de Fisterra regressou à Espanha, o jogo encontrava-se já largamente divulgado, embora muito do crédito desta divulgação se deva ao fato dos fabricantes valencianos o assumirem como jogo nacional.

Contudo, essa versão da origem do futebol de mesa é contestada pelos alemães, que garantem que o jogo foi criado por Broto Wachter, que teria comercializado uma mesa de futebol já em 1930. A diferença é que todos os objetos eram de madeira, incluindo as barras, e os "jogadores" não tinham forma de bonecos, sendo pequenos triângulos.

Hoje em dia, o futebol de mesa é muito popular e as mesas mais modernas possuem barras de titânio, bonecos de plástico e até placar eletrônico.

O jogo[editar | editar código-fonte]

Os jogadores usam figuras montadas em barras rotatórias para "chutar" uma bolinha até o gol do adversário. São necessários reflexos rápidos para controlar os bonequinhos de forma eficaz. O vencedor pode ser definido ao se atingir um placar pré-determinado ou em partidas por tempo. Eventos oficiais têm suas regras próprias.

O tamanho pode variar de uma mesa para outra. Mas sempre há oito fileiras de bonecos presos nas barras, quatro para cada jogador. Normalmente há um boneco para o gol, dois para a "defesa", cinco para o "meio-de-campo" e três para o "ataque" (num total de onze, como no futebol real), divididos da seguinte forma:

1ª barra Goleiro Time A 1 boneco
2ª barra Defesa Time A 2 bonecos
3ª barra Ataque Time B 3 bonecos
4ª barra Meio-de-campo Time A 5 bonecos
5ª barra Meio-de-campo Time B 5 bonecos
6ª barra Ataque Time A 3 bonecos
7ª barra Defesa Time B 2 bonecos
8ª barra Goleiro Time B 1 boneco

No Brasil e em Portugal, o futebol de mesa é disputado principalmente como brincadeira, em casas de jogos, escolas e clubes. Nesses casos, os jogadores costumam combinar suas próprias regras. Em meados da década de 1960, alguns países criaram federações nacionais para organizar regras e torneios, mas apenas em Agosto de 2002 surgiu a International Table Soccer Federation (literalmente, "Federação Internacional de Futebol de Mesa"), da qual Portugal também é membro através da FPAFM (Federação Portuguesa das Associações de Futebol de Mesa). O Brasil filiou-se em 2007, através da ABP (Associação Brasileira de Pebolim) [1] .

Há duas formas básicas de jogar futebol de mesa: individual ou em duplas. Jogando de forma individual, há um competidor de cada lado, cada um responsável pelas quatro manipulas que comandas as barras dos bonecos. No jogo de duplas, um jogador de cada time fica responsável por "goleiro" e "defesa" e o outro, por "meio-de-campo" (ou "meio-campo") e "ataque".

Nomenclatura[editar | editar código-fonte]

Em 2006, foram criados em Berlim os maiores matraquilhos com figuras Buddy Bear de 1 metro para o Mundial de Futebol.

Em cada país, o futebol de mesa tem um nome diferente, sendo que no Brasil há três nomenclaturas mais comuns. O nome mais comum para a maioria dos estados brasileiros é "totó", porém em São Paulo, Paraná, sul de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul o jogo é chamado de "pebolim" .

Em Portugal, o termo dicionarizado é "matraquilhos", embora também seja comum chamar ao jogo "matrecos". Nas regiões de Braga e Porto é comum apelidar o jogo de "perceberitos". Na Região Autónoma da Madeira também é apelidado de "roleta", devido aos movimentos de rodar que se efectua.

Na língua espanhola, também há diferenças entre alguns países. Na Espanha, utiliza-se o termo "futbolín", enquanto na Argentina, o jogo chama-se "metegol". Nos Estados Unidos, o jogo é chamado de "foosball", termo criado a partir da palavra alemã fußball (que significa futebol).

Na Itália popularmente se utiliza os termos: "calcio balilla", "Calcino" ou "Fubalino" (Que traduzindo significa: futebolzinho) e "pincanello".[2]

Na França, o jogo é popularmente conhecido como "baby-foot", enquanto que na Alemanha, chama-se "Tischfußball", literalmente "futebol de mesa". Apesar das diversas nomenclaturas, as federações nacionais, quando existem, costumam utilizar o "nome genérico" de futebol de mesa, como a Fédération Française de Football de Table.

O uso do termo futebol de mesa, porém, não deve ser confundido com o futebol de botão, que também é conhecido no Brasil pelo nome de "futebol de mesa" e conta, inclusive, com federações estaduais que utilizam esse termo.

Torneios no Brasil[editar | editar código-fonte]

A história de torneios oficiais no Brasil é bastante recente. O primeiro torneio realizado pela ABP (Associação Brasileira de Pebolim) ocorreu no ano de 2008, disputado nas categorias Individual e Duplas e seguiu este formato até o ano de 2010.

Em 2011 a ABP (Associação Brasileira de Pebolim) lançou um torneio com diversas categorias: Individual Open, Duplas Open, Sênior (para maiores de 50 anos), Junior (para menores de 18 anos) e Feminino. Este ano marcou, ainda, a estréia da 2ª divisão na categoria Individual Open.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências