Glauco Rodrigues

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Glauco Rodrigues (1929-2004) foi um pintor, desenhista e gravador brasileiro.

Começou a pintar em 1945, e expôs pela primeira vez em 1948, na mostra Os Novos de Bagé, em Porto Alegre, onde freqüentava a Escola de Belas-Artes. Logo depois transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Voltando a Porto Alegre, criou o Clube da Gravura de Porto Alegre e o Clube da Gravura de Bagé, em 1950, juntamente com Carlos Scliar, Glênio Bianchetti, Danúbio Gonçalves e Vasco Prado. De volta ao Rio no final da década, iniciou-se na carreira de ilustrador.

Em 1960, participou do IX Salão Nacional de Arte Moderna, quando obteve o prêmio de viagem ao exterior. Participou da Bienal de Paris em 1961 e, no ano seguinte, viajou para Roma, onde permaneceu até 1965. Realizou exposições individuais em Munique, Stuttgart e Frankfurt. Em Roma, em 1963, expôs na Galeria d'Arte della Casa do Brasil e, em 1964, participou da XXXII Bienal de Veneza. Em 1967 foi premiado na IX Bienal Internacional de Arte de São Paulo.

Em 1980, pintou o quadro A Primeira Missa no Brasil, uma espécie de releitura da obra de Vitor Meireles, oferecido pelo governo brasileiro ao Papa João Paulo II. Em 1985 realizou aquarelas de paisagens gaúchas para a abertura e as vinhetas da minissérie O tempo e o vento, da Rede Globo, obras estas que se encontram atualmente no MARGS, em Porto Alegre.

É o autor do painel em mosaico na entrada da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, uma obra gigantesca, toda construída em pastilhas, e encomendada para celebrar o centenário da entidade, no ano de 2000. A obra destaca as figuras de Oswaldo Cruz, Carlos Chagas e também de Louis Pasteur, exibindo ainda as expedições científicas na Amazônia. Outro painel realizado por ele se encontra na estação de passageiros do Aeroporto Internacional de Salvador, na Bahia, e que retrata os costumes e manifestações folclóricas baianas.

Glauco Rodrigues morreu vítima de uma parada respiratória, aos 75 anos, no Rio de Janeiro. Está enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Referência bibliográfica[editar | editar código-fonte]

  • Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul, de Renato Rosa e Décio Presser (Editora da Universidade)
  • Glauco Rodrigues, auto. 2010 CVTR.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]