Guerra dos ossos

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A rivalidade entre Othniel Charles Marsh (esquerda) e Edward Drinker Cope (direita) deflagrou a guerra dos ossos.

A guerra dos ossos refere-se a um período de intensa especulação e descoberta de fósseis durante a Idade Dourada na história dos Estados Unidos, marcada por uma acalorada rivalidade entre Edward Drinker Cope (da Academy of Natural Sciences da Filadélfia) e Othniel Charles Marsh (Museu Peabody de História Natural na Universidade de Yale). Os dois paleontólogos usaram métodos desonestos para se destacar em sua disciplina, usando de roubo, suborno e destruição de ossos. Os cientistas também atacaram-se em trabalhos científicos, tentando arruinar a credibilidade um do outro e deixá-lo sem financiamento para suas pesquisas.

Suas buscas por fósseis os levaram para o oeste em direção dos ricos depósitos de ossos no Colorado, Nebraska e Wyoming. Entre 1877 e 1892, ambos usaram a sua riqueza e influência para financiar suas próprias expedições e obter serviços e ossos de dinossauros de caçadores de fósseis. No final da guerra dos ossos, ambos haviam esgotado seus recursos em busca da supremacia paleontológica.

Cope e Marsh foram economicamente e socialmente arruinados por seus esforços em desonrar um ao outro, mas as suas contribuições para a ciência e para a disciplina da paleontologia foram imensas, e proveram material substancial para trabalhos futuros – ambos os cientistas deixaram muitas caixas fechadas de fósseis após suas mortes. A disputa entre os dois levou à descoberta e descrição de mais de 142 novas espécies de dinossauros. As consequências da guerra dos osso resultaram em uma melhor compreensão da vida pré-histórica e despertou o interesse público nos dinossauros, levando a uma investigação mais aprofundada dos fósseis na América do Norte durante as décadas seguintes. Diversos livros históricos e adaptações de ficção foram publicadas sobre este período de intensa atividade paleontológica.

História[editar | editar código-fonte]

Contexto[editar | editar código-fonte]

Por um tempo, Cope e Marsh foram amigos. Eles se conheceram em Berlim, em 1864, e passaram alguns dias juntos. Eles até mesmo nomearam espécies em homenagem mútua.[1] No entanto, a relação entre eles piorou com o tempo, devido em parte à natureza temperamental de ambos. Cope era conhecido por ser agressivo e tinha um temperamento explosivo, Marsh era mais lento, metódico e introvertido. Ambos eram briguentos e desconfiados.[2] Suas diferenças também atingiram o nível científico: Cope foi um forte defensor do neolamarquismo, enquanto Marsh apoiava a teoria de Charles Darwin da evolução por seleção natural.[3] Mesmo quando eles eram amigos, eles tinham uma tendência a desprezar-se sutilmente. Como um observador explicou: "O nobre Edward poderia ter considerado que Marsh não era exatamente um cavalheiro. O acadêmico Othniel provavelmente considerou Cope como não muito profissional".[4]

Cope e Marsh tinha origens muito diferentes. Cope nasceu em uma família Quaker rica e influente na Filadélfia. Embora seu pai queria que ele trabalhasse como agricultor, Cope distinguiu-se como naturalista. Em 1864, já como membro da Academy of Natural Sciences, tornou-se professor de zoologia na Haverford College e se juntou a Ferdinand Hayden em suas expedições ao oeste.[4] Marsh, filho de uma família de poucos meios de Lockport, Nova Iorque, teria crescido na pobreza se não fosse a ajuda de seu tio, o filantropo George Peabody.[5] Marsh convenceu seu tio a construir o Museu Peabody de História Natural, e obteve o cargo de diretor do museu. Isso, junto com a herança que recebeu de Peabody, quando este morreu em 1869, tornou sua vida financeiramente confortável, mas, devido em parte à vista inflexível de seu tio sobre o casamento, Marsh permaneceu solteiro por toda a vida.[6]

Versão equivocada do Elasmosaurus platyurus feita por Cope. A cabeça foi posta no local errado.

Em uma ocasião, os dois cientistas tinham ido em uma expedição para coletar fósseis nos depósitos de marga, em Nova Jersey, onde William Parker Foulke tinha descoberto o holótipo do Hadrosaurus foulkii, descrito pelo paleontólogo Joseph Leidy, esta foi uma das primeiras descobertas de dinossauros nos Estados Unidos e os poços ainda eram ricos em fósseis.[1] Embora os dois partilhassem amigavelmente o local, Marsh secretamente subornou os operadores dos poços para trazer-lhe os fósseis descobertos, ao invés de dar a Cope.[1] Os dois começaram a atacar-se em documentos e publicações e suas relações pessoais deterioram-se.[7] Marsh humilhou Cope indicando que a sua reconstrução do Elasmosaurus estava com defeito, com a cabeça posicionada onde a cauda deveria estar (ou assim ele disse, 20 anos depois;[8] foi Leidy, que publicou a correção logo depois[9] ). Cope, por sua vez, começou a coletar onde Marsh considerava seu território privativo de coleta no Kansas e Wyoming, piorando a relação entre os dois.[10] [11]

1872-1877: primeiras expedições[editar | editar código-fonte]

Na década de 1870, as atenções profissionais de Cope e Marsh foram atraídas para o oeste americano devido a notícias de grandes descobertas de fósseis. Usando sua influência em Washington, Cope conseguiu uma colocação junto ao Serviço Geológico dos Estados Unidos, sob o comando de Ferninand Vandeveer Hayden. Embora a posição não fosse remunerada, ela oferecia a Cope uma grande oportunidade para coletar fósseis no oeste e publicar suas descobertas. O talento de Cope para a escrita dramática ajudou Hayden, que precisava conquistar a impressão popular com os relatórios oficiais da expedição. Em junho de 1872, Cope partiu em sua primeira viagem, com a intenção de observar os depósitos fossilíferos do Eoceno em Wyoming. Isso provocou um racha entre Cope, Hayden e Leidy. Era Leidy quem recebia a maior parte das coleções de Hayden até Cope se juntar a expedição, e agora Cope estava procurando por fósseis nos territórios demarcados por Leidy.[12] Hayden tentou aliviar a tensão com Leidy em uma carta:

I asked him not to go into that field that you were going there. He laughed at the idea of being restricted to any locality and said he intended to go whether I aided him on not, I was anxious to secure the cooperation of such a worker as an honor to my corps. I could not be responsible for the field he selected in as much as I pay him no salary and a portion of his expenses. You will see therefore that while it is not a pleasant thing to work in competition with others it seems almost a necessity. You can sympathize.[13]

Cope levou sua família com ele para Denver, enquanto Hayden tentava impedir Cope e Leidy de explorar a mesma área. Seguindo uma pista dada pelo geólogo Fielding Bradford Meek, Cope investigou os relatos de ossos que Meek havia encontrado nas proximidades da estação Black Buttes da linha ferroviária. Cope encontrou o lugar e alguns restos do esqueleto de um dinossauro que ele nomeou Agathaumas sylvestris.[14] Acreditando que tinha o total apoio de Hayden e do Serviço, Cope então viajou a Fort Bridger, em junho, descobrindo que os homens, vagões, cavalos e equipamentos que esperava não estavam lá.[15] Cope montou uma equipe de seu próprio bolso, que consistia de dois condutores, um cozinheiro e um guia,[16] juntamente com três homens de Chicago que estavam interessados em estudar com ele.[17] Com o tempo viu-se que dois dos homens de Cope eram de fato funcionários de Marsh. Quando o paleontólogo rival descobriu que seus homens estavam aceitando dinheiro de Cope, ficou enfurecido. Embora estes tentaram assegurar a Marsh que ainda eram seus homens (um deles sugeriu que aceitou o cargo a fim de afastar Cope dos fósseis bons), a preguiça de Marsh em solicitar acordos firmes e efetuar pagamentos podem ter incitado eles a procurarem por outro trabalho.[18] As viagens de Cope o levaram a terrenos acidentados que apenas Hayden tinha explorado, descobrindo dezenas de novas espécies. Enquanto isso, um dos homens enviados por Marsh acidentalmente despachou parte do seu material para Cope. No recebimento dos fósseis, Cope devolveu-os a Marsh, mas este incidente danificou ainda mais a relação dos dois.[19]

Em 1872, qualquer pretensão de cordialidade entre os dois foi abandonada,[20] e na primavera de 1873 começou as hostilidades abertas.[21] Enquanto isso, Leidy, Cope e Marsh estavam fazendo grandes descobertas de répteis pré-históricos e mamíferos em depósitos fossilíferos no oeste. Os paleontólogos tinha o hábito de enviar telegramas para o leste descrevendo brevemente seus achados, e somente publicar as descrições mais completas quando retornassem das viagens. Entre as novas espécies descritas estavam o Uintatherium, Loxolophodon, Eobasileus, Dinoceras e Tinoceras. O problema é que muitos destes achados não eram diferentes das descobertas feita por outros, de facto, Cope e Marsh sabiam que alguns dos fósseis recolhidos já tinham sido descoberto por outros.[22] Por fim, verificou-se que muitos dos nomes descritos por Marsh eram válidos, enquanto nenhum dos de Cope era. Marsh também posicionou as novas espécies em uma nova ordem de mamíferos, a Cinocerea. Cope estava humilhado e era incapaz de parar as mudanças feitas pelo seu oponente. Em vez disso, publicou um extenso estudo analítico que propôs um novo modelo de classificação para os mamíferos do Eoceno, no qual descartou os gêneros de Marsh em favor dos seus. Marsh preso a sua certeza continuou a afirmar que todos os nomes propostos por Cope para a Dinocerata estavam incorretos.[23]

Marsh (em pé, no centro), cercado por assistentes armados em sua expedição de 1872. Marsh gastou pouco tempo no campo, geralmente delegando esta tarefa aos seus agentes.[24]

Enquanto os cientistas discutiram sobre a classificação e nomenclatura, também retornavam para o oeste, em busca de mais fósseis. Marsh fez a sua última viagem patrocinada pela Universidade de Yale em 1873, com um grupo de treze alunos, protegidos por um grupo de soldados que queriam fazer uma demonstração de força para a tribo Sioux. Devido a preocupações com suas expedições mais luxuosos e caras de anos anteriores, Marsh fez os alunos pagarem por suas próprias despesas de viagem e a expedição custou apenas US $ 1,857.50 para a Yale, um valor bem abaixo dos US $ 15.000 (mais de US $ 200.000 no valor presente) que Marsh havia pedido para expedições anteriores. Esta expedição foi a última de Marsh, pelo resto da guerra dos ossos, Marsh preferiu contratar coletores locais para o seu serviço. Embora ele tivesse ossos o suficiente para estudar por anos, o apetite científico por mais crescia.[25] Cope foi mais prolífico em sua coleta na temporada de 1873 do que tinha sido no ano anterior, apesar da tendência de contratação de coletores de Marsh significar que seu rival era persona non grata em Bridger. Cansado de trabalhar sob o comando de Hayden, Cope conseguiu um emprego remunerado com o Corpo Armado de Engenheiros, mas foi limitado pela associação federal; enquanto Cope tinha que ir com a prospecção, Marsh poderia coletar aonde quisesse.[26]

Em meados da década de 1870, a atenção dos dois cientistas foram direcionadas a Dacota do Sul, onde a descoberta de ouro nas Black Hills aumentou as tensões entre nativos americanos e os Estados Unidos. Marsh, desejando os fósseis encontrados naquela região, foi envolvido nas políticas indígenas.[27] Para ganhar o apoio do chefe “Red Cloud” dos Sioux para fazer suas pesquisas, Marsh prometeu pagar pelos fósseis encontrados e ao retornar a Washington fazer lobby em seu nome sobre o tratamento inadequado recebido pelos índios. No final, Marsh furtivamente retirou-se do campo e, por seus próprios apontamentos (possivelmente exacerbados), acumulou vagões cheios de fósseis, retirando-se pouco antes da chegada de um grupo hostil de Miniconjou.[28] Marsh, por sua parte, intercedeu em favor de “Red Cloud” junto ao Departamento do Interior e na administração federal, mas sua intenção pode ter sido para benefício próprio para ganhar reputação na administração impopular de Ulysses S. Grant.[29] Em 1875, Cope e Marsh fizeram uma pausa em suas coletas, já sentido uma pressão financeira e pela necessidade de documentar suas descobertas acumuladas, mas novas descobertas fariam eles retornarem para o oeste antes do final da década.[30]

1877-1892: descobertas em Como Bluff[editar | editar código-fonte]

Ilustração feita por Lakes mostrando a posição dos ossos.

Em 1877, Marsh recebeu uma carta de Arthur Lakes, um professor da escola de Golden, Colorado. Lakes relatava que enquanto caminhava nas montanhas perto da cidade de Morrison, Colorado, com um amigo, H. C. Beckwith, tinha descoberto grandes ossos incrustados nas rochas. Lakes descreve ainda que os ossos eram "aparentemente uma vértebra e um úmero de algum sáurio gigantesco".[31] Enquanto aguardava uma resposta de Marsh, Lakes escavou mais ossos "colossais" e os enviou para New Haven. Como Marsh demorou a responder, Lakes também enviou um lote de ossos para Cope.

Quando Marsh respondeu a Lakes, ele pagou US $ 100 para um garimpeiro, pedindo-lhe segredo sobre os resultados. Depois de saber que Lakes tinha se correspondido com Cope, Marsh envia seu coletor de campo Benjamin Mudge para Morrison a fim de garantir os serviços de Lakes. No mesmo ano, em 1 de julho, Marsh publicou a descrição das descobertas de Lakes no American Journal of Science, e antes que Cope pudesse publicar suas próprias interpretações sobre a descoberta, Lakes escreveu a ele que os ossos seriam entregues a Marsh, algo que foi um grave insulto à Cope.[32]

Ossos do Camarasaurus supremus sendo escavados por Oramel Lucas para Cope.

Uma segunda carta chegou do oeste, desta vez para Cope. Oramel W. Lucas era um naturalista que estava coletando plantas perto de Cañon City, Colorado, quando descobriu um conjunto de ossos fossilizados. Depois de receber mais amostras de Lucas, Cope concluiu que os dinossauros eram grandes herbívoros, alegremente observando que o espécime era maior do que qualquer outro descrito anteriormente, incluindo os descobertos por Lakes.[33] [34] Ouvindo sobre as descobertas de Lucas, Marsh ordenou Mudge e um ex-aluno, Samuel Wendell Williston, para estabelecer uma pedreira perto da cidade de Cañon. Infelizmente para Marsh, ele foi informado por Williston que Lucas tinha encontrado os melhores ossos e que recusou a abandonar Cope para trabalhar para Marsh.[35] Marsh ordenou que Williston retornasse para Morrison, onde a pequena pedreira desmoronou e quase matou seus assistentes. Este obstáculo teria terminado o fornecimento de ossos do oeste para Marsh, se não fosse por uma terceira carta, endereçada a ele.[36]

Na época das descobertas de Lakes, a Ferrovia Transcontinental estava sendo construída em uma área remota do Wyoming. A carta enviada a Marsh era de dois homens que se identificaram como Harlow e Edwards (seus nomes verdadeiros eram Carlin e Reed), funcionários da Union Pacific Railroad. Os dois homens disseram ter descoberto grandes quantidades de fósseis em Como Bluff e avisaram que havia outras pessoas na área "que procuravam essas coisas",[37] algo que Marsh interpretou como uma referência a Cope. Marsh enviou Williston, que acabara de chegar exausto do Kansas após o colapso da pedreira de Morrison, para Como Bluff.[38] Seu ex-aluno enviou uma mensagem confirmando a veracidade da grande quantidade de ossos e da presença de homens de Cope na área.[39] Para não cometer o mesmo erro que tinha feito com Lakes, Marsh rapidamente enviou dinheiro para os dois novos caçadores de ossos e apressou-os a enviar mais fósseis.[40] Williston fecha um acordo preliminar com Carlin e Reed, que não foram capazes de descontar o cheque enviado por Marsh já que foi enviado em nome de seus pseudônimos, mas Carlin decidiu ir a New Haven para tratar diretamente com Marsh.[41] Marsh elaborou um contrato que incluía um pagamento mensal fixo, com a possibilidade de prêmios adicionais para Carlin e Reed, de acordo com a importância dos achados. Marsh também se reservou o direito de enviar seus próprios "supervisores" para monitorar as escavações, se necessário, e aconselhou os homens a tentarem manter Cope fora da região.[42] Embora tenha feito um encontro cara a cara, Carlin não conseguiu obter melhores condições de Marsh. O paleontólogo obteve o serviço de Carlin e Reed para os termos estabelecidos, mas a semente da discórdia e do ressentimento foram plantadas nos caçadores de ossos, por terem se sentido intimidados por Marsh para aceitar o acordo.[43] O investimento de Marsh em Como Bluff logo produziu bons resultados. Enquanto os coletores de Marsh retornavam ao leste durante o inverno, Reed enviou vagões de ossos por via ferroviária para Marsh ao longo de 1877. Na edição de dezembro de 1877 da revista American Journal of Science, Marsh descreveu e nomeou dinossauros como o Stegosaurus, Allosaurus e Diplodocus.[44]

Apesar das precauções de Marsh para impedir que seu rival soubesse dos ricos depósitos de Como Bluff, os rumores sobre as descobertas logo se espalharam. Isto foi em parte devido a ajuda de Carlin e Reed que relataram os achados para o “Laramie Daily Sentinel”, que publicou um artigo sobre as descobertas em abril de 1878, que exagerava o preço pago por Marsh pelos fósseis, possivelmente para aumentar os preços e a demanda por mais ossos.[45] Marsh, tentando encobrir o vazamento, soube através de Williston que Carlin e reed tinha recebido a visita de um homem que trabalhava para Cope, com o nome "Haines".[46] Após ouvir sobre as descobertas em Como Bluff, Cope enviou "ladrões de dinossauros" para a região em uma tentativa de roubar tranquilamente fósseis na área de Marsh.[47] Durante o inverno de 1878, a insatisfação de Carlin com o enviou esporádico dos pagamentos chegou ao limite, e ele começou a trabalhar para Cope.

Cope e Marsh usaram suas próprias riquezas para financiar as expedições a cada verão, passando o inverno publicando suas descobertas. Logo, pequenos exércitos de caçadores de fósseis em vagões puxados por mular e por trem estavam enviando toneladas de fósseis para o leste.[48] As escavações paleontológicas duraram quinze anos, de 1877 a 1892.[47] Os trabalhadores de ambos os lados sofreram com o clima, assim como com a sabotagem e os obstáculos causados pelos funcionários do rival. Reed teve seu acesso à estação ferroviária de Como Bluff bloqueada por Carlin e foi forçado a levar os ossos de volta para a pedreira e encaixotar os espécimes na plataforma sob intenso frio.[49] Cope enviou Carlin para abrir sua própria pedreira em Como Bluff, enquanto marsh enviou Reed para espionar seu antigo amigo. Quando a pedreira número #4 de Reed estava exaurida, Marsh mandou limpar os fragmentos de ossos das outras pedreiras. Reed reportou que tinha destruído todos os ossos restantes para evitar que caissem nas mãos de Cope.[50] Preocupado que os forasteiros haviam penetrando dentro das pedreiras de Reed, Marsh enviou Lakes a Como para prestar assistência nas escavações,[51] e em junho de 1879, ele mesmo visitou Como. Cope também excursionou suas pedreiras em agosto. Embora os homens de Marsh continuassem abrindo novas pedreiras e encontrar mais fósseis, as relações entre Lakes e Reed pioraram e ambos se demitiram em agosto. Marsh tentou acalmá-los, enviando-os para lados opostos das pedreiras,[52] mas depois de ter sido forçado a abandonar uma pedreira no meio de uma nevasca Lakes renunciou e voltou para o seu posto de professor em 1880.[53] A saída de Lakes não aliviou as tensões entre os homens de Marsh; o substituto de Lakes, um ferroviário chamado Kennedy, acreditava que não precisava se reportar a Reed e disputas entre os dois fizeram com que outros funcionários de Marsh abandonassem o trabalho. Marsh tentou separar Kennedy e Reed, e enviou o irmão de Samuel Williston, Frank, para Como em uma tentativa de manter a paz. Frank Williston terminou abandonando os serviços de Marsh e se juntando com Carlin.[54] As pedreiras de Cope começaram a se exaurir, e as substitudos de Carlin não mantiveram o trabalho, cessando por completo as escavações.[55]

Ilustração de Marsh de 1896 do Stegosaurus, um dinossauro que ele descreveu e nomeou em 1877.

Com o avanço da década de 1880, os homens de Cope e Marsh tiveram que enfrentar uma dura concorrência de ambos os lados, assim como um terceiro interessado nos ossos. O professor Alexander Emanuel Agassiz, de Harvard, enviou seus próprios representantes para o oeste, enquanto Carlin e Frank Williston fundaram uma empresa para vender os ossos para quem pagasse o melhor preço.[56] Reed abandonou as escavações e tornou-se pastor em 1884, e as pedreiras de Marsh em Como renderam pouco material após sua saída.[57] Apesar destes obstáculos, no momento Marsh tinha mais pedreiras em funcionamento que Cope; Cope, que no início da década de 1880 tinha tantos ossos que poderia preencher um casa, tinha ficado para trás na corrida pelos ossos.

As descobertas de Cope e Marsh foram acompanhadas por acusações sensasionalistas de suborno, espionagem e roubo de trabalhadores e fósseis. Ambos foram tão protetores de seus sítios de escavações que destruíam ou danificavam fósseis para evitar que caíssem nas mãos do rival, ou preenchiam os fossos escavados com terra e rochas.[58] Uma vez, quando supervisionava suas pedreiras em Como, em 1879, Marsh examinava as recentes descobertas e marcou vários fósseis para serem destruídos.[59] Em uma ocasião as equipes dos paleontólogos rivais se enfrentaram à pedradas.[60]

Disputas pessoais e útimos anos[editar | editar código-fonte]

Enquanto Cope e Marsh competiram por fósseis no oeste americano, eles também fizeram o seu melhor para arruinar a credibilidade profissional um do outro. Humilhado por seu erro na reconstrução do Elasmosaurus, Cope tentou encobrir seu erro comprando todos os exemplares da revista que foi publicado reconstrução que pode encontrar.[61] Marsh, que foi o primeiro a apontar o erro, fez questão de divulgar a história. A saída rápida e prodigiosa de Cope nos trabalhos científicos significava que Marsh não tinha dificuldade em encontrar erros ocasionais para atacar Cope com eles.[11] Marsh não era de modo algum mais infalível, ele colocou o crânio errado no esqueleto do Apatosaurus e o descreveu como um novo gênero, Brontosaurus.[62]

No final da década de 1880, a atenção pública pela competição entre Cope e Marsh enfraqueceu, já que estava mais atraída por assuntos internacionais do sobre o "Wild West".[63] Com a ajuda de John Wesley Powell, chefe do Serviço Geológico dos Estados Unidos, e pelo contato com os ricos e poderosos de Washington, Marsh foi encarregado de um serviço de governo consolidado e ficou satisfeito de deixar os holofotes sensacionalista.[64] Cope estava em uma situação muito pior, tendo gasto grande parte do seu dinheiro na aquisição do The American Naturalist, e teve dificuldade em encontrar trabalho, em parte devido ao seu temperamento, e por outro lado pelos aliados de Marsh na educação superior.[65] [66] Cope começou a investir na prospecção de ouro e prata no oeste, e enfretou a malária e o tempo severo na procura por fósseis.[67] Devido a problemas de mineração e da falta de apoio do governo federal,[11] a situação financeira de Cope se deteriorou constantemente, a ponto de sua coleção de fósseis se tornou sua única posse significativa. Marsh, por sua vez, ganhou a antipatia até mesmo de seus assistentes leais, incluindo Williston, com a sua recusa em partilhar as conclusões que havia obtido a partir de suas descobertas e seus atrasos constantes nos pagamentos.[68]

A oportunidade de Cope para explorar a vulnerabilidade da Marsh veio em 1884, quando o Congresso dos EUA começou a investigar o funcionamento do USGS. Cope tinha amizade com Henry Fairfield Osborn, que era então professor de anatomia da Universidade de Princeton.[69] Osborn era como Marsh em muitos aspectos, lento e metódico, mas provaria ter uma influência prejudicial sobre Marsh.[70] Cope procurou por trabalhadores descontentes que falariam contra Powell e do Serviço. Por um momento, Powell e Marsh foram capazes de refutar com sucesso as acusações de Cope, e suas alegações não tinham chegado aos ouvidos da imprensa.[71] Osborn parecia hesitante para endurecer sua campanha contra Marsh, então Cope virou-se para outro aliado que ele tinha mencionado para Osborn, um "homem da imprensa de Nova York", chamado William Hosea Ballou.[72] [73] Apesar dos obstáculos às tentativas para derrubar Marsh de sua presidência da Academia Nacional de Ciências,[74] Cope recebeu uma grande ajuda financeira depois da Universidade da Pensilvânia oferecer-lhe uma posição como professor.[11] Pouco depois, a oportunidade de Cope em atingir Marsh com um golpe crítico apareceu.

Ao longo dos anos, Cope mantinha um diário feito com erros e iniqüidades que Marsh e Powell haviam cometido, os erros e enganos de ambos foram escritos e mantidos no fundo da gaveta da escrivaninha de Cope.[75] Ballou planejou a primeira série artigos, que se tornariam uma série de debates na imprensa entre Marsh, Powell e Cope.[76] Embora a comunidade científica sabia da rivalidade entre Marsh e Cope por algum tempo, o público tomou conhecimento do comportamento vergonhoso dos dois homens quando o New York Herald publicou uma reportagem com o título "Scientists Wage Bitter Warfare ("os cientistas estão lutando uma guerra amarga").[77] Segundo a autora Elizabeth Noble Shor, a comunidade científica foi galvanizada:     

Most scientists of the day recoiled in horror—and read on with interest, to find that Cope's feud with Marsh had at last become front-page news. Those closest to the scientific fields under discussion, geology and vertebrate paleontology, certainly winced, particularly as they found themselves quoted, mentioned, or misspelled. The feud was not news to them, for it had lurked at their scientific meetings for two decades. Most of them had already taken sides.[78]

Em artigos de jornal, Cope atacou Marsh por plágio e má gestão financeira, e atacou Powell por seus erros de classificação geológica e desviou do dinheiro público.[79] Marsh e Powell poderiam publicar a sua visão do assunto, jogando suas próprias acusações contra Cope. Os artigos de Ballou foram pobremente escritos, pesquisados e lidos, e Cope vinha sofrendo com um artigo do Philadelphia Inquirer, que sugeria que os líderes da Universidade da Pensilvânia exigiriam a renúncia de Cope, a menos que ele fornecem provas para suas acusações contra Marsh e Powell.[80] Marsh manteve viva a história do Herald com uma réplica feroz, mas no final de janeiro a história desapareceu dos jornais e pouco mudou entre os rivais.[81]

Nenhuma audiência no Congresso foi convocada para investigar a má alocação de fundos por Powell e nem Cope nem Marsh foram responsabilizados pelos seus erros, mas algumas das calúnias contra Marsh escritas por Ballou foram associadas com o Serviço. Diante de um sentimento anti-Serviço inflamado pela seca no oeste e por preocupações sobre a aquisição de propriedades abandonadas na mesma área, Powell encontrou-se sob escrutínio direto antes da House Appropriations Commitee.[82] Nascida para agir sob o alegado uso extravagante de recursos dos fundos do Serviço feito por Marsh, o Appropriations Commitee exigiu que o orçamento do Serviço fosse detalhado.[83] Quando sua apropriação foi cortada em 1892, Powell enviou um telegrama conciso a Marsh esperavando sua renúncia, um desfeita tanto pessoal quanto financeira.[84] Na mesma época, muitos dos aliados de Marsh estavam aposentados ou tinham morrido, reduzindo seu crédito científico.[85] No momento que o estilo de vida extravagante de Marsh começou a cobrar seu preço, Cope recebeu uma posição no Serviço Geológico do Texas, embora Cope ainda estivesse se recuperando dos ataques pessoais que havia sofrido durante o caso Herald e ele não publicou seus ataques pessoais.[86] A fortuna de Cope melhorou durante a primeira metade da década de 1890, quando foi promovido a posição de Leidy como professor de zoologia e foi eleito como presidente da National Association for the Advancement of Science, no mesmo ano em que Marsh deixou o posto de de chefe da Academy of Sciences. No final da década, entretanto, a fortuna de Cope começa a minguar uma vez mais e Marsh recupera parte de seu prestígio ao recebeu a medalha de Cuvier, a maior condecoração no campo da paleontologia.[87]

A rivalidade entre Cope e Marsh durou até a morte de Cope em 1897, quando ambos já estavam financeiramente arruinados. Cope sofreu uma debilitante doença nos seus últimos anos e teve que vender parte de sua coleção de fósseis e alugar uma de suas casas para fazer face às despesas. Marsh teve que hipotecar sua residência e pedir um salário de susbsistência para a Yale.[11] Cope lançou um último desafio antes morrer.[1] Doou seu crânio à ciência para que pudesse medir seu cérebro, na esperança de que era maior do que o seu adversário, na época, acreditava-se que o tamanho do cérebro era a verdadeira medida da inteligência. Marsh nunca aceitou o desafio, e supostamente, o crânio de Cope ainda está preservado na Universidade da Pensilvânia.[1] Se o crânio depositado na Universidade é de Cope é disputado; a Universidade relata que acredita-se que o crânio verdadeiro tenha sido perdido na década de 1970, embora Robert bakker tenha tido que as fraturas no crânio e um relatório feito por um legista certificaram a autenticidade do mesmo.[88]

Legado[editar | editar código-fonte]

Esqueleto quase completo de Allosaurus (AMNH #5753) descoberto por caçadores de fósseis a serviço de Cope em Como Bluff em 1879. O achado não foi desencaixotado até depois de sua morte.[89]

Jugalndo puramente pelos n[umeros, Marsh “venceu” Cope na guerra dos ossos. Ambos os cientistas fizeram descobertas de valor científico incrível, mas enquanto Marsh descreveu um total de 80 novas espécies de dinossauros, Cope descreveu “apenas” 56.[48] [90] Nos últimos estágios da guerra dos ossos, Marsh simplesmente tinha mais homens e mais dinheiro para o sua disposição que Cope. Cope também tinha um interesse paleontológico mais amplo, enquanto Marsh quase que exclusivamente perseguiu répteis e mamíferos fossilizados.[91]

Várias das descobertas de Cope e Marsh são os dinossauros mais bem conhecidos, incluindo o Triceratops, Allosaurus, Diplodocus, Stegosaurus, Camarasaurus e Coelophysis. Suas descobertas acumuladas definiram o campo emergente da paleontologia; antes das descobertas de Cope e Marsh, haviam apenas nove espécies de dinossauros descritos na América do Norte.[92] Além disso, algumas de suas ideias – como o argumento de Marsh que as aves são descendentes dos dinossauros – foram defendidas, enquanto outras – incluindo a Lei de Cope, que postula que as espécies tendem a crescer com o tempo – são vistas como tendo pouco ou nenhum mérito científico.[93] A guerra dos ossos também levou à descoberta dos primeiros esqueletos completos e do aumento da popularidade dos dinossauros ao público em geral. Como disse o paleontólogo Robert Bakker, "os dinossauros que vieram de [Como Bluff] não só encheram museus, eles encheram periódicos, livros, eles encheram a mente das pessoas".[47]

Apesar dos seus benefícios, a guerra dos ossos também teve um impacto negativo não só sobre os dois cientistas, mas também em seus companheiros de equipe e do campo da paleontologia.[94] A animosidade pública entre Cope e Marsh danificou a reputação da paleontologia americana na Europa por décadas. Além disso, a alegada utilização de dinamite e sabotagem por parte dos trabalhadores de ambos os cientistas podem ter destruído ou enterrado centenas de fósseis. Joseph Leidy abandonou suas escavações mais metódicas no oeste, vendo que não poderia manter-se com o ritmo imprudente de Cope e Marsh na busca por ossos.[3] Leidy também se viu cansado de constantes disputas entre os dois outros cientistas, que causou sua retirada do campo, marginalizando seu próprio legado; após a sua morte, Osborn não encontrou uma única menção a Leidy nas obras dos dois rivais.[95] Em sua pressa de superar um ao outro, Cope e Marsh aleatoriamente montavam os ossos de suas próprias descobertas. Suas descrições de novas espécies, com base nessas reconstruções, levaram à confusão e crenças equivocadas que durariam décadas depois de suas mortes.[96]

Uma escavação realizada entre 2007 e 2008 em vários sítios de Cope e Marsh sugeriu que os danos causados pelos dois paleontólogos foram menores do que se tinham reportado. Usando desenhos de campo feitos por Lakes, pesquisadores do Museu de História Natural de Morrison, descobriram que Lakes não tinha dinamitado as pedreiras mais produtivas no Colorado; em vez disso, Lakes tinha apenas preenchido os sítios com terra. O diretor do museu, Matthew Mossbrucker, teorizou que Lakes propagou a mentira "porque ele não queria que concorrência chegasse nas pedreiras – pregando jogos mentais com o grupo de Cope".[97]

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Além de ser tema de livros históricos e paleontológicos, aguerra dos ossos tem sido objeto de um romance gráfico, Bone Sharps, Cowboys, ad Thunder Lizards, por Jim Ottaviani. Bone Sharps é uma obra de ficção histórica, como Ottaviani apresenta os personagens de Charles Robert Knight para Cope para fins de enredo, e outros eventos foram reestruturados.[98] A guerra dos ossos foi tratada de forma mais fantástica, no livro Bone Wars de Brett Davis, em que inclui alienígenas também interessados nos ossos.[99] Ela é também a base do jogo em cartão Bone Wars: The Game of Tuthless Paleontology[100] produzido por Zygote Games e criado pelo escritor de ficação científica James Cambias e pela professora de biologia Diane Kelly. No jogo, os jogadores competem para reconstruir os esqueletos de dinossauros.[101]

Em 2011, a PBS séries históricas American Experience rodou o documentário Dinosaur Wars.[102]

Referências

  1. a b c d e Dodson.
  2. Bryson 2003, p. 92
  3. a b Academy of Natural Sciences.
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