Himno Nacional Mexicano

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Himno Nacional Mexicano
"Hino Nacional Mexicano"
Página inicial da partitura do Himno Nacional
Hino de México
Letra Francisco González Bocanegra, 1853
Composição Jaime Nunó, 1854
Adotado 15 de setembro de 1854 (de facto)
1943

Himno Nacional Mexicano é o nome do hino nacional do México. Junto com o Escudo e a Bandeira Nacionais, o hino forma parte dos símbolos nacionais do México. Foi escrito em 1853 pelo poeta potossino Francisco González Bocanegra e musicalizado pelo compositor catalão Jaime Nunó Roca. Foi apresentado oficialmente no dia 16 de setembro de 1854.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1821, José Torrescano apresentou uma primera composição do Hino Nacional, embora, não teve a aceitação da Nação Mexicana.

No ano de 1849 a "Academia de San Juan de Letrán" fez uma convocação com objetivo de escolher uma letra adequada para o hino que representaria os mexicanos, sobretudo no exterior. Nessa convocação só se receberam trinta composições, das quais duas foram eleitas: a composição de Andrew Davis Bradburn e a do poeta mexicano Félix María Escalante, com música do austríaco Henry Herz. Esta última, foi escolhida para ser apresentada em Guadalajara em novembro de 1850.

Tempo depois, um poeta cubano, Juan Miguel Lozada, e o compositor Nicolas-Charles Bochsa, criaram um novo Hino Nacional, o qual não prosperou.

Desde 1850 se realizaram outras tentativas para conseguir que o México tivesse um hino nacional, tais como as propostas dos compositores Antonio Barilli, Ignacio Pellegrini e Max Maretzek, italianos e húngaro, respectivamente.

Em 1853 o Presidente Antonio López de Santa Anna, convocou um concurso para estabelecer o Hino Nacional. A convocação oferecia um prêmio para "a melhor composição poética que pudesse servir de letra a uma melodia realmente patriótica". Um prazo de vinte dias foi estabelecido para apresentar os trabalhos.

Francisco González Bocanegra, um talentoso poeta, não estava interessado em participar no concurso. Ele acreditava que escrever poemas à mulher amada era uma coisa muito diferente de escrever a letra do hino de uma nação. Todavia a noiva dele, Guadalupe González del Pino (conhecida como Pili), sem desânimo pela falta de interesse do Francisco, insistiu para que ele participasse. Após as continuas negativas, Pili, com algum pretexto, lhe guiou até um quarto isolado da casa onde Francisco ficou trancado, sem lhe permitir sair até que não entregasse a Pili uma composição para a convocação. Depois de quatro horas forçado, com a mais abundante, inspiração, Francisco foi capaz de obter a sua liberdade trocando-a por dez estrofes. Estas dez estrofes ganharam, eventualmente, a convocação e se converteram na letra do Hino Nacional.

Um ano depois, em Agosto de 1854, foi selecionada a música composta pelo catalão Jaime Nunó, inspetor de bandas militares, para acompanhar a letra de Francisco.

O hino foi inaugurado oficialmente no 16 de Setembro desse mesmo ano. Foi interpretado pela soprano Balbina Steffenone e pelo tenor Lorenzo Salvi, ficando sob a direção do próprio Nunó. À apresentação também assistiram, já casados, Francisco e Pili.

Somente em 1943 o Presidente Manuel Ávila Camacho adotou oficialmente a composição como Hino Nacional, através dum decreto presidencial no Diário Oficial da Federação.

Finalmente, em 1984, sob a presidência de Miguel de la Madrid, é publicada a "Lei sobre a Bandeira, Escudo e Hino Nacionais" onde se especifica o uso e caracteristicas dos Símbolos Patrióticos.

Letra[editar | editar código-fonte]

HINO NACIONAL MEXICANO
Estribilho:
Mexicanos, al grito de guerra
El acero aprestad y el bridón
Y retiemble en sus centros la tierra
Al sonoro rugir del cañón
(repetem-se os dois últimos versos)

Ciña ¡oh Patria! tus sienes de oliva
de la paz el arcángel divino
que en el cielo tu eterno destino
por el dedo de Dios se escribió.

Mas si osare un extraño enemigo
Profanar con su planta tu suelo
Piensa ¡oh Patria querida! que el cielo
Un soldado en cada hijo te dio.

(Estribilho)


En sangrientos combates los viste
por tu amor palpitando sus senos,
arrostrar la metralla serenos,
y la muerte o la gloria buscar.

Si el recuerdo de antiguas hazañas,
de tus hijos inflama la mente.
Los laureles del triunfo tu frente
volverán inmortales a ornar.

(Estribilho)


Como al golpe del rayo la encina
se derrumba hasta el hondo torrente
la discordia vencida, impotente
a los pies del arcángel cayó.

Ya no más de tus hijos la sangre
se derrumbé en contienda de hermanos,
solo encuentre el acero en sus manos
quien tu nombre sagrado insultó.

(Estribilho)

Del guerrero inmortal de Zempoala
te defiende la espada terrible
y sostiene su brazo invencible
tu sagrado pendón tricolor (Negrito)

El será feliz mexicano
en la paz y en la guerra el caudillo,
porque el supo sus armas de brillo
circundar en los campos de honor.

¡Guerra, guerra sin tregua al que intente
de la patria manchar los blasones!
¡Guerra, guerra! los patrios pendones
en las olas de sangre empapad.

¡Guerra, guerra! en el monte, en el valle
los cañones horrísonos truenen,
y los ecos sonoros resuenen
con las voces de ¡Unión! ¡Libertad!

(Estribilho)

Antes, patria, que inermes tus hijos
bajo el yugo su cuello dobleguen,
tus campiñas con sangre se rieguen,
sobre sangre se estampe su pie.

Y tus templos, palacios y torres
se derrumben con hórrido estruendo
y sus ruinas existan diciendo:
de mil héroes la patria aquí fue.

(Estribilho)

Si a la lid contra hueste enemiga
nos convoca la trompa guerrera
los laureles del triunfo den sombra

a la frente del bravo adaluid

Y a los fieros bridones les sirvan
las vencidas enseñas de alfombra
de Iturbide la sacra bandera

¡Mexicanos! valientes seguid.

(Estribilho)

Vuelva altivo a los patrios hogares
el guerrero a contar su victoria,
ostentando las palmas de gloria
que supiera en la lid conquistar.

Tornaránse sus lauros sangrientos
en guirnaldas de mirtos y rosas,
que el amor de las hijas y esposas
también sabe a los bravos premiar.

(Estribilho)

Y el que al golpe de ardiente metralla
de la Patria en las aras sucumba,
obtendrá en recompensa una tumba
donde brille de gloria la luz.

Y de Iguala la enseña querida,
a su espada sangrienta enlazada,
de laurel inmortal coronada
formará de su fosa la cruz.

(Estribilho)

¡Patria! ¡Patria! tus hijos te juran
exhalar en tus aras su aliento
sí el clarín con su bélico acento
los convoca a lidiar con valor.

¡Para ti las guirnaldas de oliva!
¡Un recuerdo para ellos de gloria!
¡Un laurel para ti de victoria!
¡Un sepulcro para ellos de honor!

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre o México é um esboço relacionado ao Projeto América do Norte. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.