Hipótese da Terra rara

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Em Astronomia planetária e astrobiologia, a hipótese da Terra rara estipula que a emergência de vida complexa multicelular (metazoa) na Terra requereu uma combinação improvável de eventos e circunstâncias astrofísicos e geológicos. O termo "Terra rara" tem origem no livro Rare Earth: Why Complex Life Is Uncommon in the Universe (2000), de Peter Ward, um geólogo e paleontologista, e Donald Brownlee, um astrônomo e astrobiólogo.

A hipótese da Terra rara é o contrário do princípio de mediocridade (também chamado princípio de Copérnico), defendido por Carl Sagan e Frank Drake, entre outros.[1] O princípio de mediocridade conclui que a Terra é um típlico planeta rochoso em um típico sistema planetário, localizado em uma típica região de uma grande, mas típica, galáxia espiral. Assim, é provável que o universo esteja repleto de vida complexa. Ward e Brownlee argumentam o contrário: planetas, sistemas solares e regiões galácticas que são tão propícias à vida complexa como são a Terra, o nosso sistema solar e a nossa região da via Láctea são provavelmente muito raros.

Concluindo que a vida complexa não é comum, a hipótese da Terra rara resolve o paradoxo de Fermi: "se seres extraterrestres são comuns, por que não os vemos ou detectamos?"[2]

[editar] Referências

  1. Brownlee and Ward (2000), pp. xxi-xxiii.
  2. Webb, Stephen, 2002. If the universe is teeming with aliens, where is everybody? Fifty solutions to the Fermi paradox and the problem of extraterrestrial life. Copernicus Books (Springer Verlag)

[editar] Ligações externas

Ferramentas pessoais