Hipótese da Terra rara
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Em Astronomia planetária e astrobiologia, a hipótese da Terra rara estipula que a emergência de vida complexa multicelular (metazoa) na Terra requereu uma combinação improvável de eventos e circunstâncias astrofísicos e geológicos. O termo "Terra rara" tem origem no livro Rare Earth: Why Complex Life Is Uncommon in the Universe (2000), de Peter Ward, um geólogo e paleontologista, e Donald Brownlee, um astrônomo e astrobiólogo.
A hipótese da Terra rara é o contrário do princípio de mediocridade (também chamado princípio de Copérnico), defendido por Carl Sagan e Frank Drake, entre outros.[1] O princípio de mediocridade conclui que a Terra é um típlico planeta rochoso em um típico sistema planetário, localizado em uma típica região de uma grande, mas típica, galáxia espiral. Assim, é provável que o universo esteja repleto de vida complexa. Ward e Brownlee argumentam o contrário: planetas, sistemas solares e regiões galácticas que são tão propícias à vida complexa como são a Terra, o nosso sistema solar e a nossa região da via Láctea são provavelmente muito raros.
Concluindo que a vida complexa não é comum, a hipótese da Terra rara resolve o paradoxo de Fermi: "se seres extraterrestres são comuns, por que não os vemos ou detectamos?"[2]
[editar] Referências
[editar] Ligações externas
- Home page of Rare Earth.
- Reviews of Rare Earth:
- Athena Andreadis, PhD in molecular biology.
- Kendrick Frazier, editor, Skeptical Inquirer.
- Tal Cohen, PhD student in computer science.
- "Galactic Habitable Zone," Astrobiology Magazine, May 18, 2001.
- Solstation.com: "Stars and Habitable Planets."
- Recer, Paul, "Radio astronomers measure sun's orbit around Milky Way," Associated Press, June 1, 1999.
- Caltech press release: "Cambrian explosion may have been caused by Earth 'losing its balance' 500 Ma."
- Breitbart.com, "Parallel universes exist," Sept. 23 2007.

