Honestino Guimarães

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Honestino Guimarães
Mosaico de Honestino Guimarães em placa de homenagem na Universidade de Brasília.
Nome completo Honestino Monteiro Guimarães
Nascimento 28 de março de 1947
Itaberaí, (GO)
Morte 10 de outubro de 1973 (26 anos)
Ocupação Líder estudantil

Honestino Monteiro Guimarães (Itaberaí, 28 de março de 1947c. 10 de outubro de 1973) foi um líder estudantil brasileiro.

Filho de Benedito Monteiro Guimarães e Maria Rosa Leite Monteiro Guimarães, mudou-se em 1960 com sua família para Brasília. Honestino estudou no Centro de Ensino Médio Elefante Branco e no Centro Integrado de Ensino Médio. Iniciou sua militância no movimento secundarista e filiou-se à Ação Popular (esquerda cristã), organização clandestina originada de movimentos sociais católicos. Em 1964, durante o Golpe de Estado no Brasil em 1964, Honestino estava cursando o terceiro ano do Centro Integrado de Ensino Médio de Brasília. No ano seguinte (1965) prestou vestibular para o curso de Geologia na Universidade de Brasília - UnB, passando em primeiro lugar.

Na universidade, Honestino Guimarães foi eleito para o Diretório Acadêmico de Geologia e em 1967, mesmo estando preso, foi eleito presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (FEUB). Em agosto de 1968 seu pai representou-o por procuração para que ele pudesse casar-se com Isaura Botelho, militante estudantil. Ainda em agosto de 1968 forças do exército e polícia política invadiram a UnB para cumprir mandados de prisão contra Honestino e mais sete lideranças estudantis. Honestino foi arrancado da sede da FEUB e ficou preso até novembro. Em 26 de setembro de 1968, como punição por ter liderado a expulsão de um falso professor da UnB, foi desligado da universidade.

Com o Ato Institucional Número Cinco, passou a viver como clandestino em São Paulo com Isaura. Em 1970 nasceu a filha do casal, Juliana. Quando o presidente da UNE Jean Marc von der Weid foi preso, Honestino assumiu a presidência interina da entidade. Permaneceu como interino até 1971. No congresso realizado em 1971 foi eleito presidente. Em fins de 1972, separado de Isaura, transferiu-se para o Rio de Janeiro onde continuou vivendo clandestinamente com sua nova companheira. Continuou coordenando encontros estudantis e lutando contra o regime militar até ser preso no Rio de Janeiro, pelo CENIMAR, em 10 de outubro de 1973, após cinco anos de clandestinidade.

Supõe-se que pode ter sido transferido para o Pelotão de Investigações Criminais de Brasília, onde sua mãe foi autorizada a visitá-lo no Natal, mas no dia da visita disseram a ela que ele não estava ali. Seu desaparecimento foi denunciado pelos presos políticos de São Paulo em documento datado de 1976. Antes de sua última prisão, Honestino escreveu o seu Mandado de Segurança popular, em que dizia aos companheiros: "a minha situação é de uma vida na clandestinidade forçada... sofri vários processos, alguns já julgados. (Eles mostram) com clareza o particular ódio e a tenaz perseguição da qual sou objeto... Por diversas vezes fui ameaçado de morte".

Entretanto, os relatórios dos ministérios militares nada esclarecem sobre sua prisão e desaparecimento. Sua família empreendeu busca de informações sobre ele, sem resultados.

Placa em homenagem a Honestino Guimarães na Universidade de Brasília.

Somente no dia 12 de março de 1996 teve seu óbito oficialmente reconhecido, sendo laureado pela UnB no ano seguinte com o Mérito Universitário.

Em sua homenagem, a principal organização estudantil da Universidade de Brasília se chama Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães. Também em sua homenagem, o Grêmio Estudantil do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, onde estudou, leva o seu nome.

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