Immortal

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Immortal
Immortal durante show no Bloodstock festival 2010
Informação geral
Origem Bergen
País  Noruega
Gênero(s) Black metal
Período em atividade 1990 - 2003
2006 - presente
Gravadora(s) Nuclear Blast
Página oficial www.immortalofficial.com
Integrantes Abbath
Demonaz
Horgh
Apollyon
Demonaz
Ex-integrantes Armagedda
Kolgrim
Grim
Iscariah
Jörn Tonsberg
Saroth
Hellhammer

Immortal é uma banda de black metal de Bergen, Noruega, formada em 1990. Considerada uma das pioneiras do estilo, a banda foi fundada por Demonaz e Abbath, sendo encarregados de escrever todas as músicas e letras. Não são irmãos, apesar de às vezes assinarem seus nomes como "Demonaz Doom Occulta" e "Abbath Doom Occulta".

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Em 1988, esses dois adolescentes noruegueses, juntamente com Varg Vikernes (também conhecido como Count Grishnackh, que algum tempo depois formaria o grupo de um homem só, o Burzum) e mais dois rapazes (Tyr e Alligator) formaram uma banda chamada Old Funeral. Esta banda fazia um thrash/death com pequenos indícios de black metal moderno. Sua primeira demo saiu em algum período de 1989 e se chamava "Abduction of Limbs". No Old Funeral, Abbath e Demonaz tinham as mesmas funções que desempenham no Immortal: Abbath tocava baixo e fazia os vocais e Demonaz cuidava das guitarras. A Old Funeral também lançou um EP intitulado "Devoured Carcass", lançada e gravada em 1990.

Enquanto tocavam na Old Funeral, Abbath e Demonaz também tocavam numa outra banda chamada Amputation.[1] Os outros membros da Amputation eram Armagedda (bateria) e Jorn (guitarra). Em 1989 lançaram sua primeira demo, "Achieve the Mutilation", contendo, ao invés do black metal da Old Funeral, um death metal tosco. Outra demo foi lançada em 1990, mas esta permaneceu sem nome.

Da metade de 1990 até a metade de 1991, Abbath e Demonaz tocaram em mais uma banda chamada Satanael, que envolvia Count Grishnackh também. A Satanael não alcançou o sucesso da Amputation e da Old Funeral, o que ocasionou a dissolução de seus membros. Este acontecido levou Count Grishnackh a montar sua própria banda, Burzum. Enquanto isso, ainda sob o nome de Amputation, gravaram a demo "Suffocate" e logo depois "The Northern Upins Death". Após o lançamento, o guitarrista Jorn abandonou o restante do grupo por motivos desconhecidos, o que ocasionou a mudança do nome para Immortal. Uma das gravadoras a contatar a banda foi a francesa Osmose Productions,[2] que queria assinar um contrato com o grupo para o lançamento de 4 álbuns. Durante esse período a banda já possuía músicas suficientes para a gravação de um single de 7", que foi lançado ainda em 1991.

Diabolical Fullmoon Mysticism[editar | editar código-fonte]

No começo, Abbath e Demonaz estavam muito inspirados pelos álbuns da banda de black metal Bathory (juntamente com Celtic Frost e Destruction). Com apenas seis faixas mais uma introdução prontas, o Immortal entrava em estúdio para a gravação de seu álbum de estreia. Este foi lançado em 1992 com o nome Diabolical Fullmoon Mysticism. Elogios vindos de toda parte soterraram os membros da banda. Mas Demonaz e Abbath acabaram por enfrentar alguns problemas com o seu baterista. Armagedda deixa as baquetas,[3] sendo substituído por Kolgrim (ou Koldrin, nome esse que gera muita controvérsia). Com uma formação agora intacta, gravam um videoclipe para a música "The Call of the Wintermoon".[4]

Abbath no Party.San Open Air 2012

Muitos se perguntam se os membros do Immortal são satanistas ou não. Numa entrevista para a imprensa norueguesa, Demonaz afirma que não são. Kolgrim acaba por explicar que suas letras não falam de satã, e sim, da natureza e do inverno nórdico, o que impede que seu estilo seja denominado "black metal". Ao invés disso, preferem usar a denominação "holocaust metal" (metal holocáustico) ou simplesmente "winter metal".

Pure Holocaust[editar | editar código-fonte]

Em 1993, o Immortal começou a ensaiar novamente. Demonaz e Abbath acabam por perceber que Kolgrim era um baterista preguiçoso, então sua substituição era necessária. Antes da obra-prima Pure Holocaust[5] ser gravada, eles acharam um baterista competente chamado Erik "Grim" Brødreskift.[2] Ao contrário do que muitos pensam, Grim não gravou as baterias de Pure Holocaust, Abbath o fez.[2] Este disco mostrou ao mundo que o Immortal criou seu próprio estilo, diferentemente de Diabolical Fullmoon Mysticism. A bateria do álbum foi gravada numa velocidade extrema e as melodias eram mais densas que as das músicas anteriores.

Com novo material na bagagem, Abbath, Demonaz e Grim saíram na primeira turnê da Immortal, a "Fuck the Christ Tour '93",[6] no inverno de 93/94. Durante dois meses a banda excursionou por toda a Europa, provando que o metal norueguês estava a todo vapor. Pouco depois da turnê, Grim saiu do Immortal. Abbath e Demonaz estavam sem um baterista novamente. Mas como as mentes do Immortal são os Occulta, eles começaram a escrever um novo material. Quando já possuíam 2 faixas prontas, saíram em sua segunda turnê no verão de 94. Na "Sons of Northern Darkness Tour",[7] preencheram o espaço do baterista com Hellhammer, do Mayhem.

Battles in the North[editar | editar código-fonte]

Porém, com o sucesso de "Pure Holocaust", Abbath se sentiu confiante e assumiu as baquetas do Immortal no álbum seguinte. Em setembro de 1994 Battles in the North foi gravado. Ao compararmos este com "Pure Holocaust" não encontramos muitas diferenças. O primeiro, entretanto, foi lançado em 5 versões diferentes. A primeira versão era um promo-CD que saiu em 1995 com uma belíssima capa. Consequentemente, Abbath e Demonaz decidiram lançar uma outra versão com outra capa (sendo esta a oficial). Ainda em 1995, a Osmose lançou uma versão digipack do álbum, que acabou sendo idêntico à versão original, sem nenhuma música bônus. Como muitas outras gravadoras, a Osmose lançou também um picture-LP de Battles in the North, limitado a 300 cópias pelo mundo. Quando a gravadora decidiu lançar algo especial para os fãs, lançaram uma estupenda edição especial, contendo 3 músicas bônus (tiradas do primeiro single da Immortal), um poster, um encarte especial e uma capa nova.

O álbum Battles in the North conquistou o mundo em 1995, fazendo com que o Immortal decidisse pela gravação de 2 videoclipes deste álbum. Após terem conseguido pouco sucesso com o primeiro videoclipe ("The Call of the Wintermoon"), Abbath e Demonaz queriam criar um vídeo que possuísse algo especial. Depois de escreverem um script brilhante, foram até as montanhas norueguesas, cobertas de neve, para a gravação. O resultado saiu no final de 1995, quando "Masters of Nebulah Frost" mostrou ao mundo como o metal nórdico soava e parecia.

Uma terceira turnê do Immortal estava planejada juntamente com os deuses do death metal: Morbid Angel. Novamente na Europa, a banda cumpre seus compromissos com sucesso.

No novo ano que surgiu, o Immortal começou a criar o seu quarto álbum. Os Occulta então viram que o seu problema de baterista deveria ser resolvido. Não precisaram procurar muito. Viram a vaga preenchida por Horgh, um excelente músico. Abbath e Demonaz o conheciam havia muito tempo, mas não conheciam suas habilidades como baterista. Abbath, então, passou suas técnicas a Horgh para que este pudesse tocar as músicas mais antigas da banda.

Horgh no MetalWay 2009

Blizzard Beasts[editar | editar código-fonte]

No outono de 1996 a banda entra em estúdio para a gravação da demo do novo álbum. Escolheram o estúdio Sigma para tal. O álbum Blizzard Beasts esmigalhou todas as críticas anteriores com uma produção poderosa e crua, aliada às fenomenais, pesadas e destruidoras habilidades dos músicos. Quando tudo parecida bem, Demonaz acaba tendo uma infecção na mão direita, tendo de ser internado às pressas. Todas as turnês foram canceladas.

O ano de 1997 deveria ter sido um ano de turnês. Acabou sendo um ano de preparação. A sonoridade do álbum "Blizzard Beasts" foi dita como semelhante ao antigo Morbid Angel, e esta fama a banda não queria. Como sempre, o grupo possuía o seu próprio som e estilo, o que forçou os membros do Immortal a fazerem uma reviravolta em suas carreiras. Demonaz, Abbath e Horgh começaram a escrever um material totalmente diferente dos anteriores.

No meio da época de composição do novo disco, a banda sai numa turnê inesperada. A banda tocou como headliner no No Mercy Festivals Part II, que também tinha como atrações o Cannibal Corpse. Como prova da grandiosidade e popularidade do grupo, o Immortal também foi convidado a tocar no Dynamo Open Air Festival, na Holanda. Infelizmente, entretanto, Demonaz não pôde mais tocar as guitarras do conjunto. Sendo assim, Abbath assumiu seu lugar e Ares assumiu o baixo. Porém, Ares não quis tornar-se membro permanente para concentrar-se em sua outra banda, o Aeternus.

At the Heart of Winter[editar | editar código-fonte]

O mês de novembro de 1998 foi escolhido para a gravação do quinto álbum nos estúdios Abyss, de Peter Tägtgren. O álbum foi intitulado At the Heart of Winter e lançado em fevereiro de 1999. O disco mostrou uma grande mudança em comparação com seus trabalhos anteriores e foi elogiado por muitos críticos por sua fusão de black com thrash metal, com um ritmo mais lento e palhetadas de guitarra bem diferente do black metal tradicional. O logotipo também foi trocado por um mais simples e pela primeira vez a capa não continha uma foto da banda, mas sim uma paisagem mitológica dominada por um castelo. Abbath explicou que decidiu não representar a banda e uma imagem porque esta era "inexistente e incompleta". O álbum aumentou seu número de fãs e tornou o Immortal uma das bandas mais populares do gênero.

Após contribuir com um cover da canção "To Walk the Infernal Fields" para o álbum-tributo ao Darkthrone chamado Darkthrone Holy Darkthrone, o Immortal voltou às performances ao vivo com um novo baixista, Stian Smørholm, conhecido como Iscariah.

Damned in Black[editar | editar código-fonte]

O sexto álbum do Immortal, Damned in Black, foi lançado em abril de 2000. Este foi seu último trabalho publicado através da Osmose Productions, pois banda firmou um contrato com a gravadora alemã Nuclear Blast. Para promover o álbum, realizaram una tour norte-americana junto a Angelcorpse, Satyricon e Krisiun. Na sequencia, os membros do grupo se envolveram em outros projetos musicais: Horgh tocou bateria em shows do Pain, Abbath colaborou com o projeto Det Hedenske Folk e Iscariah gravou faixas de baixo para o álbum Ceremony in Flames do Wurdulak.

No mesmo ano, realizaram uma regravação da música "From the Dark Past" no álbum-tributo ao Mayhem, Originators of the Northern Darkness. Em 2001, Damned in Black ganhou o prêmio Alarm como melhor álbum de metal.

Apollyon no WOA 2007

Sons Of Northern Darkness[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2001 voltaram aos estúdios Abyss para a gravação de Sons of Northern Darkness, lançado em 2002, o qual apresentava uma atmosfera mais melódica, em alguns momentos lembrando o álbum anterior, mas sem as passagens thrash. O CD conta com músicas rápidas que voltam um pouco às raízes, cheios de blast beats, e outras mais lentas que tem a sonoridade mais popular do black metal de hoje em dia.

Iscariah decidiu deixar o grupo logo após o lançamento do CD, pois já não aguentava mais fazer turnês. Saroth foi recrutado para tocar baixo em seu lugar. Mais tarde foi anunciado o fim definitivo da banda.

Retorno e All Shall Fall[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2006, numa entrevista a revista German Rock Hard, Abbath e Horgh divulgam que o Immortal está de volta a ativa. Era o reinício de uma das maiores lendas da história do black metal.

Em Setembro de 2009, numa entrevista a revista Roadie Crew, Abbath e Demonaz falam sobre o novo registro do Immortal, All Shall Fall que tem previsão de lançamento para Setembro de 2009 na Europa e sobre a sua nova formação, com a contratação do baixista Apollyon no lugar de Stian (Iscariah) que deixou a banda quando o Immortal deu uma pausa nos seus trabalhos em 2003.

O Immortal realizou em 2010 o lançamento do DVD The Seventh Date of Blashyrkh, contendo o show gravado no festival alemão Wacken Open Air em 2007.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Atuais[editar | editar código-fonte]

Músicos anteriores[editar | editar código-fonte]

  • Jörn Inge Tonsberg - guitarra (1991)
  • Armagedda - bateria (1991-1992)
  • Iscariah (Stian Smørholm) - baixo (1999-2002)

Músicos que tocaram ao vivo[editar | editar código-fonte]

  • Kolgrim - bateria (1992-1993)
  • Grim (Erik Brødreskift) - bateria (1993-1994)
  • Hellhammer (Jan Axel Von Blomberg) - bateria (1995)
  • Ares - baixo (1998)
  • Saroth (Yngve Liljebäck) - baixo (2002-2003)

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Logotipo do Immortal

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

DVDs[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Immortal (em noruego) Mic.no (6 de agosto de 2006). Visitado em 14 de agosto de 2011.
  2. a b c Immortal en Allmusic (em inglés) Allmusic. Visitado em 29 de abril de 2010.
  3. Entrevista con Abbath (Immortal / I) (em español) The Metal Circus. Visitado em 6 de diciembre de 2010.
  4. Goethe, Swen (15 de febrero de 1999). Interview with Abbath (em español) klub.posluh.hr. Visitado em 15 de agosto de 2011.
  5. Immortal - Discography (em inglés) immortalofficial.com. Visitado em 14 de agosto de 2011.
  6. Fuck Christ Tour 93 (em inglés) osmoseproductions.com. Visitado em 15 de agosto de 2011.
  7. Immortal (em inglés) Music Might. Visitado em 15 de agosto de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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