Juan de Castellanos

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Juan de Castellanos
Juan de Castellanos
Nascimento 9 de março de 1522
Alanís, Sevilla, Espanha
Morte 27 de novembro de 1607
Santiago de Tunja, Colômbia
Nacionalidade Flag of Spain.svg Espanhol
Ocupação Soldado, clérigo, Poeta, Historiador

Juan de Castellanos (Alanís, Sevilla, 9 de março de 1522 - † Santiago de Tunja, Colômbia, 27 de novembro de 1607), poeta, cronista e sacerdote espanhol.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Muito jovem (antes de 1545), viajou para América como soldado de cavalaria e lá adquiriu algumas propriedades. Como militar, participou da conquista do Vice-Reino de Nova Granada junto com Jiménez de Quesada. Castellanos foi um dos conquistadores pioneiros, e conhecia pessoalmente quase todos os líderes proeminentes de sua época, como o historiador Gonzalo Fernández de Oviedo y Valdés (que se comunicava com Castellanos e lhe passava informações sobre a colonização de Cartagena).

Castellanos abandonou a carreira militar para se dedicar ao sacerdócio (1559) em Cartagena e, recusando as posições de cânone e tesoureiro, foi como clérigo para Tunja.

Obra[editar | editar código-fonte]

Poeta[editar | editar código-fonte]

A obra que lhe deu notoriedade foi o poema histórico Elegías de varones ilustres de Indias, em quatro partes e com aproximadamente 113.600 versos endecassílabos agrupados em oitavas reais com rima. É o mais longo poema da língua espanhola; sua primeira parte apareceu em Madrid em 1588, e as outras três em 1837. Os versos recontam sucessivamente os feitos de proeminentes espanhóis na América, começando com Cristóvão Colombo, e é uma interessante fonte da história colonial do norte da América do Sul, incluindo muitos detalhes de etnografia e etnologia. O poema é o segundo de uma série de composições épicas em espanhol que tratam dos primórdios da colonização da América, o mais antigo sendo La Araucana de Alonso de Ercilla y Zúñiga.

Historiador[editar | editar código-fonte]

Castellano é também considerado historiador, sendo sempre verídico e criterioso. Condena os funcionários que se vendem, a desmoralização dos soldados e a injusta distribuição das conquistas; suas idéias a respeito da conduta dos conquistadores com os índios são sensatas. Se ocupou de arqueologia, História Natural e sobre os costumes dos aborígenes.

Referências[editar | editar código-fonte]