Karnataka

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Karnataka
Karnataka in India (disputed hatched).svg
Localização do estado de Karnataka na Índia
Capital Bangalore
12° 58′ 13″ N, 77° 33′ 37″ E
Cidade principal Bangalore
Idioma oficial canará
Governador Rameshwar Thakur
Ministro Chefe B. S. Yeddyurappa
(até 19/11/2007)
atualmente sob autoridade do presidente
Poder legislativo:
 • Tipo
 • Membros

Bicameral
224 + 75
Formado em 1 de novembro de 1956
Área 191.791 km²
População (2011[1] ) 61.130.704
Densidade demográfica 275,6 hab./km²
Total de distritos 29
Fuso horário UTC +5:30
ISO 3166-2 IN-KA
Website karnataka.gov.in

Karnataka é um dos estados da Índia, localizado no sul do país. A língua oficial é o canará. Duas das principais cidades são o porto de Mangalore e a capital, Bangalore. Seus limites são os Estados de Goa e Maharashtra a noroeste, Andhra Pradesh a leste, Tâmil Nadu a sudeste e Kerala a sul, além da costa sudoeste no Mar Arábico.

Apesar de muitas etimologias terem sido sugeridas para o nome Karnataka, a mais aceita é a de que Karnataka deriva das palavras em canará karu e nādu, significando terra elevada. Karu nadu também pode ser entendido como karu (negra) e nadu (região), como referência ao vertisol encontrado na região de Bayaluseeme em Karnataka.

Com uma antigüidade que data do Paleolítico, Karnataka também foi o lar de alguns dos impérios mais poderosos da Índia antiga. Os filósofos e bardos musicais patrocinados por esses impérios lançaram movimentos sócio-religiosos e literários que duram até hoje. Karnataka contribuiu significativamente para ambas as formas de música clássica indiana, a Música de Karnataka e as tradições musicais hindustanis. Escritores da língua canará receberam o maior número de prêmios Jnanpith na Índia. Bangalore é a capital do estado e está na frente do rápido desenvolvimento econômico e tecnológico que a Índia está experienciando. Segundo dados de 2011, possuí 61.130.704 habitantes[2] , sendo o 9º estado mais populoso da Índia, sendo mais populoso que muitos países do mundo, incluindo Itália, Espanha e Coréia do Sul.

História[editar | editar código-fonte]

Escultura do Império Hoysala, em Belur.

A história de Karnataka pode ser traçada desde uma cultura de machados paleolítica evidenciada pelas descobertas de, entre outras coisas, machados e talhadores na região. Evidências de culturas neolíticas e megalíticas também foram encontradas no estado. Descobriu-se que o ouro descoberto em Harappa era importado de minas em Karnataka, fazendo com o que os estudiosos propusessem contatos hipotéticos entre a antiga Karnataka e a Civilização do Vale do Indo em 3000 a.C..[3] [4] Anteriormente ao terceiro século a.C., a maior parte de Karnataka era parte do Império Nanda, antes de ser subjugada ao Império Máuria de Asoka. Quatro séculos de reinado da dinastia Satavahana se seguiram. Os Satavahanas tinham o controle de grandes áreas de Karnataka. O declínio do poder dos Satavahana levaram à ascensão dos reinos nativos mais antigos, os Kandambas e os Gangas Ocidentais, marcando a emergência da região como uma entidade política independente. A dinastia Kandamba, fundada por Mayurasharma, tinha como capital Banavasi;[5] [6] a dinastia Ganga Ocidental se formou com Talakad como capital.[7] [8]

Estátua de Ugranarasimha em Hampi, um Patrimônio Mundial da UNESCO.

Esses também foram os primeiros reinos a usar o canará na administração, como evidencia a inscrição Halmidi e uma moeda de cobre no século quinto descoberta em Banavasi.[9] [10] Essas dinastias foram seguidas pelos impérios canarás como os Badami Chalukyas,[11] [12] o Império Rashtrakuta de Manyakheta[13] [14] e o Império Chalukya Ocidental,[15] [16] que governou grandes partes do Decão e tinham como capital o que hoje é Karnataka. Os Chalukyas Ocidentais patrocinaram um estilo único de arquitetura e literatura canará, que tornou-se precursora da arte Hoysala do século XII.[17] [18]

Na virada do primeiro milênio, os Hoysalas adquiriram poder sobre a região. A literatura floresceu durante essa época, o que levou a métricas literárias canarás características e à construção de templos e esculturas que aderiram ao estilo Vesara de arquitetura.[19] [20] [21] [22] A expansão do Império Hoysala trouxe partes da moderna Andhra Pradesh e Tâmil Nadu sob o seu jugo. No início do século XIV, Harihara e Bukka Raya estabeleceram o Império Vijayanagara, com a sua capital, Hosapattana (posteriormente renomeada Vijayanagara), às margens do rio Tungabhadra, no atual distrito de Bellary. O império ascendeu como um baluarte contra os avanços muçulmanos no sul da Índia, o qual controlou por mais de dois séculos.[23] [24]

Em 1565, Karnataka e o resto do sul da Índia experienciaram uma grande mudança geopolítica, quando o Império Vijayanagara sucumbiu a uma confederação de sultanados muçulmanos na Batalha de Talikota.[25] O Sultanado de Bijapur, que ascendera após o fim do Sultanado de Bahmani, de Bidar, logo tomou controle do Decão; foi derrotado pelos mogóis no século XVII tardio.[26] [27] Os governantes Bahmani e Bijapur promoveram a literatura persa e urdu e a arquitetura indo-saracênica, o Gol Gumbaz sendo um dos pontos altos desse estilo.[28]

Tippu Sultan foi um dos governantes mai poderosos da Índia antes do advento dos britânicos.

No período que seguiu, partes do norte de Karnataka foram governadas pelo Nizam de Hyderabad, pelos britânicos e por outras potências. No sul, o Reino de Mysore, ex-vassalos do Império Vijayanagara, foi brevemente independente.[29] Com a morte de Krishnaraja Wodeyar II, Haidar Ali, comandante-em-chefe do exército Mysore, obteve controle sobre a região. Após a sua morte, o reino foi herdado pelo seu filho Tippu Sultan.[30] Para deter a expansão européia no sul da Índia, Haidar Ali e depois Tippu Sultan lutaram em quatro Guerras Anglo-Mysore significativas, a última das quais resultou na morte de Tippu Sultan e a incorporação de Mysore à Índia britânica em 1799.[31]

Outras insurreições se seguiram, como as que ocorreram em Supa, Bagalkot, Shorapur, Nargund e Dandeli. Essas rebeliões, que coincidiram com a guerra de independência de 1857, foram lideradas por Mundargi Bhimarao, Bhaskar Rao Bhave, Halagali Bedas, Venkatappa Nayaka, entre outros. No século XIX tardio, o movimento emancipacionista ganhara força; Karnad Sadashiva Rao, Aluru Venkata Raya, S. Nijalingappa, Kengal Hanumanthaiah, Nittoor Srinivasa Rau, entre outros, continuaram com a luta até o início do século XX.[32]

Após a independência da Índia, o Maharaja Jayachamarajendra Wodeyar permitiu a adesão do seu reino à Índia. Em 1950, Mysore tornou-se um estado indiano de mesmo nome; o ex-Maharaja serviu como Rajpramukh (cabeça de estado) até 1975.

Divisões e distritos[editar | editar código-fonte]

O estado de Karnataka está subdividido em 6 divisões e 29 distritos, populações entre parênteses - março/2001:

Mapa mostrando 27 distritos de Karnataka. Dois novos distritos foram criados em 08/2007, Chikballapur, a partir do distrito de Bangalore Rural (03), e Ramanagara, a partir do distrito de Kolar (19)
.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Segundo o censo indiano de 2001, a população total de Karnataka é de 52.850.562, dos quais 26.898.918 (50,89%) são homens 25.951.644 (49,11%) são mulheres, ou seja, 1000 homens para cada 964 mulheres. Isso representa um aumento de 17,25% em relação à população de 1991. A densidade populacional é de 275,6 hab/km², com 33,98% da população vivendo em áreas urbanas. A taxa de alfabetização é de 66,6%, dos quais 76,1% são homens e 56,9% são mulheres. [33] 83% da população é hindu, 11% é muçulmana, 4% é cristã, 0.78% é jaina, 0.73% é budista, e o resto pertence a outras religiões.[34]

O canará é a língua oficial de Karnataka, sendo falado nativamente por 64,75% da população. Outras minorias lingüísticas no estado (registradas em 1991) são: urdu (9,72%), telugu (8,34%), marata (3,95%), tâmil (3,82%), tulu (3,38%), hindi (1,87%), concani (1,78%), malaiala (1,69%) e Kodava Takk (0,25%).[35] O estado tem taxa de natalidade de 2,2%, e taxa de mortalidade de 0,72% e taxa de mortalidade infantil de 5,5%. A taxa de fertilidade é 2,2.[36]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Artista de Yakshagana.

As etnias lingüísticas e religiosas diversificadas que são nativas de Karnataka, combinadas com as suas longas histórias, contribuíram imensamente à herança cultural variada do estado. Além dos Kannadigas, Karnataka é lar dos Tuluvas, Kodavas e concanis. Populações menores de budistas tibetanos e tribos como os Soligas, Yeravas, Todas e Siddhis também vivem em Karnataka. As artes populares de Karnataka cobrem toda a gama de música, dança, drama, contos, etc. O Yakshagana da costa de Karnataka, uma peça folclórica clássica, é uma das principais formas de teatro de Karnataka. A cultura contemporânea de teatros em Karnataka continua vibrante, com organizações como Ninasam, Ranga Shankara, Rangayana e Prabhat Kalavidaru continuando a construir nas fundações preparadas por Gubbi Veeranna, T. P. Kailasam, B. V. Karanth, K. V. Subbanna, Prasanna e outros.[37] Veeragase, Kamsale e Dollu Kunitha são formas de dança populares. O estilo Mysore de Bharatanatyam criado e popularizado pelos semelhantes da lendária Jatti Tayamma continua a dominar Karnataka, e Bangalore tem a eminente posição de centro dos mais importantes de Bharatanatyam.[38]

Karnataka também tem uma posição especial no mundo da música clássica indiana com ambos os estilos musicais Karnataka[39] e hindustani tendo lugar no estado; Karnataka produziu grandes músicos em ambos os estilos. Ao referir-se a música, a palavra 'Karnataka', nome original dado à música clássica indiana[1], não significa o estado de Karnataka. O movimento Haridasa do século XVI contribuiu produtivamente para o desenvolvimento da música Karnataka como arte cênica. Purandara Dasa, um dos Haridasas mais reverenciados, é conhecido como o Karnataka Sangeeta Pitamaha ('Pai da música Karnataka').[40] Músicos hindustanis célebres como Gangubai Hangal, Mallikarjun Mansur, Bhimsen Joshi, Basavaraja Rajaguru, Sawai Gandharva, entre outros, vêm de Karnataka, e alguns deles já receberam os prêmios Kalidas Samman, Padma Bhushan e Padma Vibhushan.

Gamaka é outro estilo musical clássico indiano, baseado na música Karnataka. Kannada Bhavageete é um tipo de música popular que se inspira na poesia expressionista dos poetas modernos. A escola Mysore de pintura produziu pintores como Sundarayya, Tanjavur Kondayya, B. Venkatappa e Keshavayya.[41] Chitrakala Parishat é uma organização em Karnataka dedicada à promoção da pintura, principalmente no estilo Mysore.

Saree é o vestido feminino tradicional em Karnataka. As mulheres em Kodagu têm um modo distinto de usar o saree, diferente do resto de Karnataka.[42] Dhoti, conhecido como Panche em Karnataka, é a veste tradicional masculina. Camisa, calça comprida e Salwar kameez são muito utilizados nas áreas urbanas. Peta é a cobertura de cabeça tradicional de Karnataka, enquanto o pagadi, parecido com o turbante de Rajastão, é preferido no norte do estado.

Arroz e Ragi são os alimentos principais no sul de Karnataka, enquanto sorgo é o alimento principal no norte do estado. Separadamente, a costa de Karnataka e Kodagu têm uma cozinha própria. Bisi bele bath, Jolada rotti, Ragi mudde, Uppittu, Masala dosa e Maddur vada são alguns dos pratos populares em Karnataka. Entre os doces, Mysore Pak, Belgaavi Kunda, Gokak karadantu e Dharwad pedha são populares.

Religião[editar | editar código-fonte]

O monólito Gomateswara (982-983), em Shravanabelagola, um dos principais centros de peregrinação jainistas atualmente

As três escolas mais importantes de filosofia hindu, Advaita, Vishistadvaita e Dvaita floresceram em Karnataka.[43] Madhvacharya nasceu em Karnataka, enquanto Adi Shankaracharya escolheu Sringeri, em Karnataka, para estabelecer o primeiro dos seus quatro mathas. Ramanujacharya, fugindo da perseguição dos Cholas em Tamil Nadu, passou muitos anos em Melkote. No século XII, o Veerashaivismo emergiu no norte de Karnataka, como protesto contra a rigidez do sistema social e de castas predominante na época. Os líderes do movimento foram Basava, Akka Mahadevi e Allama Prabhu, que estabeleceu o Anubhava Mantapa, onde a filosofia de Shakti Vishishtadvaita foi exposta. Essa foi a base da fé Lingayat, que atualmente conta milhões entre os seus seguidores.[44] A filosofia e literatura Jain ccontribuíram imensamente ao panorama religioso e cultural de Karnataka.

O Islã, que já teve uma presença na costa oeste da Índia já no século X, ganhou uma posição segura em Karnataka com a ascensão dos sultanados Bahamani e Bijapur, que governaram partes de Karnataka.[45] O Cristianismo alcançou Karnataka no século XVI com a chegada dos portugueses e Francisco Xavier em 1545.[46] O Budismo era popular em Karnataka durante o primeiro milênio, em locais como Gulbarga e Banavasi. Uma descoberta de éditos e várias relíquias máurias em Sannati, no distrito de Gulbarga, em 1986, provou que a bacia do rio Krishna já foi lar do Budismo Mahayana e Hinayana.

Mysore Dasara é celebrado como o Nada habba (festival do estado), e é marcado por grandes festividades em Mysore.[47] Ugadi (o ano novo canará), Makara Sankranti (o festival da colheita), Ganesh Chaturthi, Nagapanchami, Basava Jayanthi, Deepavali e Ramzan são outros dos principais festivais de Karnataka.

Língua[editar | editar código-fonte]

Inscrição Halmidi (c. 450) é a mais antiga inscrição registrada na língua canará.

A língua canará é a língua oficial do estado e é a língua nativa de aproximadamente 65% da população de Karnataka.[48] A língua canará teve um papel crucial na criação de Karnataka, já que a demografia lingüística foi um critério importante escolhido para criar o estado em 1956. Tulu, Kodava Takk e concani são outras línguas nativas importantes que dividem uma longa história no estado. O Urdu é falado em larga escala pela população muçulmana. Línguas menos faladas incluem Beary bashe e certos dialetos como o Sankethi. A língua canará tem uma rica e antiga literatura, abordando diversos tópicos, como Jainismo, Vachanas, Haridasa Sahitya. Evidências de éditos da época de Asoka sugerem que a escrita canará e a sua literatura foram influenciados pela literatura budista. A inscrição Halmidi, mais antiga inscrição completa na língua e escrita canará, é datada em 450 d.C., enquanto a obra literária mais antiga disponível, o Kavirajamarga, foi datada em 850 d.C. Referências feitas no Kavirajamarga, entretanto, provam que a literatura canará floresceu nas métricas Chattana, Beddande e Melvadu, durante séculos anteriores.[49] Em tempos modernos, o escritor A. N. Krishna Rao disseminou largamente a literatura popular em canarês, recebendo o apelido de Imperador dos romances entre as novas legiões de leitores das classes trabalhadoras.

Kuvempu, o renomado poeta e escritor canará que escreveu Jaya Bharata Jananiya Tanujate, o hino estadual de Karnataka,[50] foi o primeiro receptor do prêmio "Karnataka Ratna", o prêmio civil mais importante fornecido pelo Governo de Karnataka. A literatura canará contemporânea é bem reconhecida no campo da literatura indiana; sete escritores canarás ganharam a maior honra literária da Índia, o prêmio Jnanpith, que é o mais importante para qualquer língua na Índia.[51] A língua Tulu é falada principalmente nos distritos litorâneos de Udupi e Dakshina Kannada. Tulu Mahabharato, escrito por Arunabja na escrita Tulu, é o texto Tulu mais antigo sobrevivente.[52] A língua Tulu usa, atualmente, a escrita canará, devido ao declínio gradual da escrita Tulu, que ainda era usada poucos séculos atrás. Os Kodavas, que residem principalmente no distrito de Kodagu, falam Kodava Takk. Existem duas variações regionais da língua: o Mendale Takka no norte e o Kiggaati Takka no sul.[53] A língua concani é falada principalmente no distrito de Uttara Kannada e em algumas partes dos distritos de Udupi e Dakshina Kannada. Ambas as línguas Kodava Takk e concani utilizam a escrita canará para escrever. O inglês é o meio de educação em muitas escolas e é amplamente usado para negócios em companhias relacionadas a tecnologia e BPOs.

Todas as línguas do estado são patrocinadas e promovidas por corpos governamentais e quasi-governamentais. O Kannada Sahitya Parishat e a Kannada Sahitya Akademi são responsáveis pela promoção do canará, enquanto a Karnataka Konkani Sahitya Akademi,[54] a Tulu Sahitya Akademi e a Kodava Sahitya Akademi promovem as suas respectivas línguas.

Educação[editar | editar código-fonte]

Indian Institute of Science, um dos mais importantes institutos da Índia, localizado em Bangalore.

Segundo o censo de 2001, Karnataka tem uma taxa de alfabetização de 67,04%, sendo que 76,29% são homens e 57,45% são mulheres.[55] O estado é lar de algumas das principais instituições educacionais e de pesquisa da Índia, como o Indian Institute of Science, o Indian Institute of Management, o National Institute of Technology Karnataka e o National Law School of India University.

Em março de 2006, Karnataka tinha 54.529 escolas primárias, com 252.875 professores e 8,495 milhões de estudantes,[56] e 9.498 escolas secundárias, com 92.287 professores e 1,348 milhões de estudantes.[56] Há três tipos de escolas no estado: públicas, privadas auxiliadas (auxílio financeiro do governo) e privadas não-auxiliadas (nenhum auxílio). As línguas primárias de instrução na maioria das escolas são canará e inglês. O plano de ensino das escolas é ou do CBSE, ou do ICSE ou o plano do estado (SSLC), definido pelo Departamento de Instrução Pública do Governo de Karnataka. Com o objetivo de maximizar a presença nas escolas, o Governo de Karnataka lançou um esquema de refeições ao meio dia, e ajudou as escolas nas quais almoço grátis é provido aos alunos.[57] Bancas de exames estaduais são realizadas ao final de cada período letivo da educação secundária, e estudantes qualificados são permitidos de perseguir um curso pré-universitário, após o qual os estudantes ficam qualificados a perseguir um bacharelato.


Mídia[editar | editar código-fonte]

A era dos jornais em canará começou no ano de 1843, quando Hermann Mögling, missionário da Missão Basel, publicou o primeiro jornal em canará, o Mangalooru Samachara, em Mangalore. O primeiro periódico em canará, Mysuru Vrittanta Bodhini, foi criado por Bhashyam Bhashyacharya, em Mysore. Pouco tempo após a independência da Índia, em 1948, K. N. Guruswamy fundou The Printers (Mysore) Private Limited, e começou a publicar dois jornais, o Deccan Herald e o Prajavani. Atualmente, o Times of India e o Vijaya Karnataka são os jornais mais vendidos em inglês e canará, respectivamente.[58] [59] Um vasto número de revistas semanais, bissemanais e mensais são publicadas tanto em canará quanto em inglês. Udayavani, Kannadaprabha, Samyukta Karnataka, Vaartha Bharathi, Sanjevani, Eesanje e Karavali Ale são revistas diárias publicadas em Karnataka.

Doodarshan é o radiodifusor do Governo da Índia, e o seu canal DD Chandana é dedicado ao canará. Canais proeminentes em canará incluem ETV Kannada, Zee Kannada, Udaya TV, U2, TV 9, Asianet Suvarna e Kasturi TV.[60]

Karnataka tem uma posição especial na história da rádio indiana. Em 1935, Aakashvani, a primeira estação privada de rádio da Índia, foi iniciada pelo professor M. V. Gopalaswamy em Mysore.[61] A popular estação de rádio foi assumida pela municipalidade local e posteriormente pela All India Radio (AIR), movendo-se para Bangalore em 1955. Depois, em 1957, a AIR adotou o nome original da estação de rádio, Aakashvani, como o seu próprio nome. Alguns dos programas populares transmitidos por AIR Bangalore incluíam Nisarga Sampada e Sasya Sanjeevini, que ensinavam conceito científicos por meio de canções, peças e estórias. Esses dois programas tornaram-se tão populares que foram traduzidos e transmitidos em 18 línguas diferentes, e a série inteira foi gravada em fitas cassete pelo Governo de Karnataka e distribuída em milhares de escolas no estado.[61] Karnataka tem testemunhado um crescimento nos canais de rádio FM principalmente na cidade de Bangalore, que tem aproximadamente 10 canais, que se tornaram extremamente populares.[62] [63]

Flora e fauna[editar | editar código-fonte]

A ave estadual, Coracias benghalensis.

Karnataka tem uma rica diversidade de flora e fauna. Tem uma área florestal registrada de 38.720 km², que constitui 20,19% da área geográfica total do estado. Essas florestas sustentam 25% dos elefantes e 10% da população de tigres indiana. Muitas regiões de Karnataka são inexploradas, então, novas espécies de flora e fauna são periodicamente encontradas. Os Gates Ocidentais, um hotspot de biodiversidade, inclui a região ocidental de Karnataka. Duas porções dos Gates Ocidentais, Talakaveri e Kudremukh, ambas em Karnataka, são candidatas a Patrimônios Mundiais da UNESCO.[64] OS Parques Nacionais de Bandipur e Nagarahole, fora dessas porções, foram incluídas na Reserva de Biosfera de Nilgiri, em 1986, uma designação da UNESCO.[65] A Coracias benghalensis e o elefante indiano (Elephas maximus indicus) são reconhecidos como a ave e o animal estaduais, enquanto o sândalo e o lótus são a árvore e a flor estaduais, respectivamente. Karnataka tem cinco parques nacionais: Anshi, Bandipur, Bannerghatta, Kudremukh and Nagarhole.[66] O estado também possui 25 santuários de vida selvagem, dos quais sete são santuários de aves.[66]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. http://www.censusindia.gov.in/2011-prov-results/paper2/data_files/karnataka/3-figure-7.pdf
  2. http://www.censusindia.gov.in/2011-prov-results/paper2/data_files/karnataka/3-figure-7.pdf
  3. S. Ranganathan. THE Golden Heritage of Karnataka. Department of Metallurgy. Indian Institute of Science, Bangalore. Página visitada em 2007-06-07.
  4. Trade. The British Museum. Página visitada em 2007-05-06.
  5. From the Talagunda inscription (Dr. B. L. Rice in Kamath (2001), p. 30.)
  6. Moares (1931), p. 10.
  7. Adiga and Sheik Ali in Adiga (2006), p. 89.
  8. Ramesh (1984), pp. 1–2.
  9. From the Halmidi inscription (Ramesh 1984, pp. 10–11.)
  10. Kamath (2001), p. 10.
  11. The Chalukyas hailed from present-day Karnataka (Keay (2000), p. 168.)
  12. The Chalukyas were native Kannadigas (N. Laxminarayana Rao and Dr. S. C. Nandinath in Kamath (2001), p. 57.)
  13. Altekar (1934), pp. 21–24.
  14. Masica (1991), pp. 45–46.
  15. Balagamve in Mysore territory was an early power centre (Cousens (1926), pp. 10, 105.)
  16. Tailapa II, the founder king was the governor of Tardavadi in modern Bijapur district, under the Rashtrakutas (Kamath (2001), p. 101.)
  17. Kamath (2001), p. 115.
  18. Foekema (2003), p. 9.
  19. Kamath (2001), pp. 132–134.
  20. Sastri (1955), pp. 358–359, 361.
  21. Foekema (1996), p. 14.
  22. Kamath (2001), pp. 122–124.
  23. Kamath (2001), pp. 157–160.
  24. Kulke and Rothermund (2004), p. 188.
  25. Kamath (2001), pp. 190–191.
  26. Kamath (2001), p. 201.
  27. Kamath (2001), p. 202.
  28. Kamath (2001), p. 207.
  29. Kamath (2001), p. 171.
  30. Kamath (2001), pp. 171, 173, 174, 204.
  31. Kamath (2001), pp. 231–234.
  32. Kamath, Suryanath (2007-05-20). The rising in the south. The Printers (Mysore) Private Limited. Página visitada em 2007-07-20.
  33. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas popu
  34. India (Religion), Census of 2001. Census of India. Registrar General, Government of India. Página visitada em 2007-06-15.
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  36. Envisaging a healthy growth. The Frontline. The Hindu. Página visitada em 2007-06-21.
  37. Chief Editor:H Chittaranjan. 2005. Handbook of Karnataka, Gazetteer Department of the Government of Karnataka, Chapter XIII, pp. 332–337.
  38. H Chittaranjan (chief editor). 2005. Handbook of Karnataka, Gazetteer Department of the Government of Karnataka, Chapter XIII, pp. 350–352.
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Referências (em inglês)[editar | editar código-fonte]

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