Laminariales

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Kelp forest.jpg

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Chromalveolata
Filo: Heterokontophyta
Classe: Phaeophyceae
Ordem: Laminariales
Migula
Famílias
Akkesiphycaceae

Alariaceae
Chordaceae
Costariaceae
Laminariaceae
Lessoniaceae
Pseudochordaceae

Laminariales é uma ordem de grandes algas pertencentes à classe Phaeophyceae. Também são denominadas por kelp. Apesar da sua aparência de grandes plantas marinhas, não pertencem ao reino das plantas e algas verdes (Plantae), mas classificam-se no reino Chromalveolata. Conhecem-se perto de 30 géneros.

Estas algas crescem em bosques submarinos (bosques de algas) de águas superficiais e claras, ricas em nutrientes e temperaturas abaixo de 20 °C. Estes bosques oferecem protecção a algumas criaturas marinhas, e alimentos para outras. Destacam-se pela sua alta taxa de crescimento, o género Macrocystis e a espécie Nereocystis luetkeana crescem tão rápido como meio metro por dia, até alcançar 30 a 80 m.[1]

Durante o século XIX, a palavra "kelp" utilizava-se para referir tanto às algas como às cinzas obtidas da sua combustão, ricas em carbonato de sódio.[2]

Morfologia[editar | editar código-fonte]

Na maioria das espécies o talo consiste de estruturas planas em forma de folha denominadas lâminas, as quais se originam de estruturas alargadas com forma de talo denominadas estipes, enquanto que os rizóides fixam a alga ao substrato do oceano. Na base das lâminas das espécies americanas formam-se umas vesículas de gás (pneumatocistos) que mantêm estas perto da superfície, por exemplo, em Nereocystis lueteana.[1]

Crescimento e reprodução[editar | editar código-fonte]

O crescimento se produz na base do meristema, onde as lâminas se unem à estipe. O crescimento pode estar limitado pela pressão dos alguívoros, por exemplo, os ouriços-do-mar podem consumir grandes áreas. O ciclo de vida das Laminariales compreende as etapas de esporófito diplóide e gametófito haplóide. A etapa haplóide começa quando o organismo maduro liberta numerosos esporos, que germinam para se converterem em gametófitos masculinos oe femininos. A reprodução sexual dá lugar à etapa de esporófito diplóide que se desenvolverá num organismo maduro.

Usos comerciais[editar | editar código-fonte]

As algas gigantes podem ser colhidas com facilidade devido à sua grande superfície e ao seu hábito de crescimento em águas profundas. A cinza das algas marinhas é rica em iodo. Em grandes quantidades, as cinzas podem utilizar-se na produção de sabão e vidro. Até à comercialização do processo Leblanc nos começos do século XIX, a queima de algas na Escócia foi uma das principais fontes de cinzas de soda (principalmente carbonato sódico).[3] Também se usa frequentemente como fertilizante.

A algina, um carbohidrato obtido de algas marinhas, usa-se para espessar produtos tais como gelados, marmeladas, molhos, cremes e pasta de dentes.

Várias espécies do pacífico (kombu, Saccharina japonica e outras) constituem um ingrediente muito importante na cozinha japonesa. O kombu usa-se para dar sabor a caldos e refogados (especialmente dashi), adornos comestíveis (tororo kombu) no arroz e outros pratos, como salada e como ingrediente principal em aperitivos (tais como tsukudani).

Espécies proeminentes[editar | editar código-fonte]

  • Nereocystis luetkeana, uma espécie[4] do noroeste da América. Utilizado pelos povos indígenas da costa para fazer redes de pesca.
  • Macrocystis pyrifera , a maior alga. Encontra-se na costa do Pacífico de América do Norte e do Sul.
  • Kombu, Saccharina japonica e outras, varias espécies de algas comestíveis que se encontram no Japão.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Thomas, D. 2002. Seaweeds. The Natural History Museum, London, p. 15. ISBN 0 565 09175 1
  2. "Kelp," in Oxford English Dictionary (Second Edition). Oxford University Press, 1989. Retrieved 01 December 2006
  3. Clow, Archibald and Clow, Nan L. (1952). Chemical Revolution. Ayer Co Pub, June 1952, pp. 65–90. ISBN 0-8369-1909-2
  4. Guiry, M.D. & Guiry, G.M. 2006. AlgaeBase version 4.2. World-wide electronic publication, National University of Ireland, Galway. Retrieved 07 December 2006
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