Projeto MKULTRA

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MKULTRA foi um programa experiências em seres humanos, sem consentimento, patrocinado pela Central Intelligence Agency (CIA) – o Serviço de Inteligência dos Estados Unidos da América[1] e realizado em varias instituições nos Estados Unidos e no Canada. As experiências do MKULTRA têm relação com o desenvolvimento de técnicas de tortura contidas nos Manuais KUBARK divulgadas também pelos treinamentos da Escola das Américas.[2]

Documentos do MKULTRA censurados para publicacao.jpg

Interesses da CIA nos experimentos[editar | editar código-fonte]

As experiências em seres humanos visavam identificar e desenvolver drogas e procedimentos a serem usados em interrogatórios e tortura, visando debilitar o indivíduo para forçar confissões por meio de controle de mente[3] [4] [5]

As várias drogas utilizadas, todas do tipo drogas psicoativas, incluiram Mescalina, LSD e outras.

Ewen Cameron - Chefe dos experimentos feitos no Canada , patrocinados pela CIA

No livro "Torture and Democracy" (Tortura e Democracia em Português), do Professor Darius Rejali, traça a História do desenvolvimento de métodos de tortura incluindo a passagem pelos estudos da CIA no MKULTRA, os Manuais KUBARK , as técnicas utilizadas em Abu Ghraib e a evolução de tortura desde os tempos medievais como uma atividade de interesse de vários governos.

Prisioneiros no Campo X-Ray em Guantanamo - Base Naval Americana (2006)

O autor e psiquiatra Harvey Weinstein estabeleceu o relacionamento direto das pesquisas em controle da mente feitas na Inglaterra pelo psiquiatra britanico William Sargant, envolvido nas pesquisas do MKULTRA na Inglaterra, com as experiências de Ewen Cameron no Canadá também para o MKULTRA e com métodos atualmente usados como meios de tortura como , por exemplo, uso de drogas alucinógenas como agentes desinibidores e privação de sono.[6] Ewen Cameron frequentemente contou com a colaboração de William Sargant, tendo ambos sido ligados aos experimentos da CIA.[7]

Origens[editar | editar código-fonte]

As experiências foram feitas pelo Departamento de Ciências da CIA - Central Intelligence Agency Directorate of Science & Technology Office of Scientific Intelligence, em Inglês.

Aprovação por Sidney Gottlieb para sub projeto usando LSD.

O programa secreto começou no início dos anos 1950 e continuou até pelo menos o fim dos anos 1960.

Há pesquisadores que afirmam que o programa provavelmente foi apenas interrompido ou escondido, tendo prosseguido clandestinamente até os dias atuais. Como cobaias humanas, MKULTRA realizou testes sem consentimento em estrangeiros. [8] [9] [10]

Experiências[editar | editar código-fonte]

Muitas das vítimas do MKULTRA foram testadas sob o efeito de drogas, e jamais foram identificadas ou indenizadas pelos danos que foram causados a eles. Um dos casos que foi levado ao conhecimento público é o de um cientista americano que faleceu após haver sido involuntária e secretamente drogado com LSD pela CIA. Os agentes presentes disseram que o que se tinha passado era que Orson (o cientista) tinha cometido suicídio, saltando da janela de um hotel. A família do Dr. Orson continua até a presente data a lutar para apurar a veracidade sobre a versão da CIA com relação aos fatos que culminaram na sua morte.

As drogas usadas no MKULTRA são drogas que visam alterar as funções do cérebro humano e manipular o estado mental dos seres humanos. Tais drogas foram usadas sem o conhecimento ou consentimento daqueles em quem foram aplicadas, tendo sido um dos objetivos do projeto exatamente desenvolver meios de aplicar tais drogas sem que a vítima tivesse conhecimento de que estaria sendo drogada. Evidência publicada através da liberação de apenas parte dos documentos do Projeto MKULTRA, indica que a pesquisa envolveu o uso de animais e de vários tipos de drogas.

Abu Ghraib metodos de tortura utilizados
Abu Ghraib - Foto reveladas em 2004 da militar americana Sabrina Harman apos prisioneiro haver sido atacado por cachorro
Abu Ghraib-Foros reveladas-Soldados americanos e nudez forcada, intimidacao, humilhacao

Métodos de Tortura[editar | editar código-fonte]

A seguir está uma lista parcial das formas de tortura
  1. Confinamento em caixas, gaiolas, caixões (muitas vezes com uma abertura ou tubo de ar de oxigênio);
  2. Contenção com cordas, correntes, algemas, etc.;
  3. Experiências de quase-morte, comumente asfixia por sufocamento ou afogamento, com reanimação imediata;
  4. Extremos de calor e frio, incluindo submersão em água gelada e queima de produtos químicos;
  5. Esfolamento (apenas camadas superiores da pele são removidas em vítimas destinadas para sobreviver);
  6. Luz ofuscante e continua nos olhos;
  7. Choque elétrico em partes sensíveis e não-sensíveis do corpo;
  8. Ingestão forçada de fluídos corporais ofensivos e matéria, tais como sangue, urina, fezes, carne, etc;
  9. Pendurado em posições dolorosas ou de cabeça para baixo;
Fotos reveladas em 2004 - Abu Ghraib
  1. Deixar a vítima com fome e sede por dias, ou semanas, ou meses;
  2. Privação de sono;
  3. Compressão com pesos e dispositivos;
Abu Ghraib - soldado americano sobre prisioneiro ferido
  1. Isolamento de percepção (faz com que a vítima não sinta os sentidos de: visão, audição, tato, paladar e olfato);
  2. Drogas para criar ilusão, confusão e amnésia, frequentemente administradas por injeção intravenosa;
  3. Ingestão de substâncias químicas tóxicas intravenosas para criar dor ou doença, incluindo agentes quimioterápicos;
  4. Membros superiores e inferiores puxados ou deslocados;
  5. Aplicação de serpentes, araneídeos, larvas, roedores (ex: ratos) e outros animais para provocar sentimentos de medo, nojo e repudia;
  6. Vítimas são forçadas a realizar ou testemunhar abusos;
  7. Profanação de crenças religiosas;
  8. Criar ilusões visuais, auditivas para estabelcer estao de paranoiae sofrimento emocional;
  9. Cirurgia para tortura; causar a percepção de bombas físicas ou espirituais ou implantes;
  10. Ameaças de dano à família, amigos, entes queridos, animais, e outras vítimas;
  11. Uso de ilusão e realidade virtual para confundir e criar uma percepcao não-credível

Médicos e Outros Profissionais Envolvidos[editar | editar código-fonte]

Em Abril de 1953 Sidney Gottlieb chefiava o super secreto Projeto MKULTRA que foi ativado pelo Diretor da CIA Allen Dulles. Gottlieb ficou conhecido também por ter desenvolvido meios de administrar LSD e outras drogas em pessoas sem o conhecimento destas e por autorizar e desenvolver o financiamento de pesquisas psiquiátricas com o objetivo de , segundo suas palavras "criar técnicas de romper a psique humana ao ponto de fazer com que o indivíduo admita que fez qualquer coisa, seja o que for". Ele foi o patrocinador de médicos como Ewen Cameron e Harris Isbell em controversos estudos psiquiátricos em que seres humanos foram utilizados como cobaias humanas, sem o consentimento destes e sem o conhecimento de que estavam sendo usados nestas experiências e , em alguns casos, acreditando estarem recebendo tratamento. Inúmeras vítimas tiveram suas vidas destruídas até a morte. Os recursos para tais pesquisas eram injetados de maneira que não pudesse ser feita a relação imediata com a CIA. Um dos meios era, por exemplo, através da Fundação Rockefeller,[11] uma Fundação aparentemente dedicada ao desenvolvimento de pesquisas médicas em beneficio da sociedade.

Documento do MKULTRA.

O Ten. Cel Fletcher Prouty também estaria envolvido no projeto, durante a década de 1950/60. Ele participou do complexo militar-industrial e ficou famoso pois escreveu livros e artigos que oferecem um raro vislumbre da "elite do poder", como descrito por Buckminster Fuller. Suas obras falavam sobre a formação e desenvolvimento da CIA, as origens da Guerra Fria, o Incidente com avião U2 em 1960, a Guerra do Vietnã, e o assassinato de John F. Kennedy - que ele dizia ser um golpe de estado, organizado pelo complexo militar-industrial americanos. Prouty era especialista em segurança presidencial e black operations.

Exposição do Projeto[editar | editar código-fonte]

A Pesquisa ilegal da CIA veio a público pela primeira vez em 1975 , quando da realização pelo Congresso americano de investigação das atividades da CIA por uma comissão de inquérito do Congresso dos Estados Unidos da América e por um Comitê do Senado americano. Foram os inquéritos chamados de Church Committee e Rockefeller Commission – Comitê Church e Comissão Parlamentar Rockefeller, em Português.

As investigações foram prejudicadas pelo fato de que,em 1973,[12] considerando a possibilidade de uma futura investigação, o então diretor do CIA, Richard Helms, ordenou a destruição de todos os dados e arquivos ligados aos experimentos em humanos feitos durante o Projeto MKULTRA.

As investigações do Comitê e da Comissão se basearam no testemunho sob juramento de participantes diretos na atividade ilegal e em um relativamente pequeno número de documentos que restaram após a destruição de documentação ordenada por Richard Helms.[13]

A CIA afirma que tais experiências foram abandonadas mas Victor Marchetti, um veterano agente da CIA por 14 anos, tem atestado em várias entrevistas que a CIA jamais interrompeu suas pesquisas em controle da mente humana, tampouco o uso de drogas, mas realiza continuamente sofisticadas campanhas de desinformação seja lançando ela mesma, através dos meios de comunicação , falsas teorias e teorias de conspiração que podem ser ridicularizadas e desacreditadas, o que faz com que o foco de atenção não se volte para a CIA e suas pesquisas clandestinas ou que, caso haja qualquer aparente possibilidade de que suas pesquisas sejam expostas, qualquer revelação possa ser imediatamente desacreditada e/ou ridicularizada.

Victor Marchetti, em uma entrevista em 1977, especificamente afirmou que as declarações feitas de que a CIA teria abandonado as atividades ilegais do MKULTRA após os inquéritos, são em si mais uma maneira de encobrir os projetos secretos e clandestinos que a CIA continua a operar, sendo a próprias revelações do MK-ULTRA e subsequentes declarações de abandono do projeto seriam em si mais um artifício para deslocar a atenção de outras atividades e operações clandestinas não reveladas pelos Comites. [14] [15]

Documento do MKULTRA .

Em 1977, o Senador Americano Ted Kennedy, disse no Senado:

"O Vice-Diretor da CIA revelou que mais de trinta (30) Universidades e Instituições participaram em "testes e experimentos " em um programa que incluiu a aplicação de drogas em seres humanos sem o conhecimento ou o consentimento destas pessoas, tanto americanos como estrangeiros. Muitos destes testes incluíram a administração de LSD a indivíduos em situações sociais que não tinham conhecimento de que estavam sendo drogados e posteriormente a aplicação do LSD sem o consentimento destas pessoas, elas não sabiam que estavam sob o efeito da droga. No mínimo uma morte, a do Dr.Frank Olson, ocorreu como resultado destas atividades. A própria CIA diz reconhecer que tais experimentos faziam pouco sentido científico. Os agentes da CIA que monitoravam tais testes com drogas não eram sequer qualificados como cientistas especializados à observação de experiências"[16]

Até o presente, a grande maioria de informação mais específica sobre o Projeto MKULTRA continua classificada como secreta.

Investigações do Church Committee[editar | editar código-fonte]

Senador Frank Church

O Church Committee, uma Comissão de Inquérito do Senado americano, que foi realizada em 1975 e presidida pelo senador estadunidense Frank Church (D-ID)[17] , investigou várias atividades da Central Intelligence Agency (CIA)[2] , da Agência de Segurança Nacional (NSA)[18] e do Agência Federal de Investigação (FBI), dentre elas experiências ilegais em seres humanos do Projeto MKULTRA, violações de domicílios e interceptações de comunicações sem autorização judicial, assassinatos e outras atividades do governo americano depois que algumas delas foram reveladas pelo escandalo Watergate.[19]

Relatorio do Commitee - Projeto MKULTRA
Documentos do MKULTRA revelados pelas investigacoes - Experimentos com LSD
COINTELPRO - Documentos da Investigacao de John Lennon

Foram muitas as investigacoes do Committee, as mais importantes e que provocaram maiores escandalos estāo ligadas às revelações dos Programas MKULTRA da CIA[2] [1] e do programa COINTELPRO[20] [21] do FBI.[22] . Estas foram apenas algumas das investigadas pelo Church Committee. Todas as atividades do programa COINTELPRO de Edgar Hoover, foram consideradas ilegais e as revelacoes do MKULTRA provocaram um escândalo mas conhecido basicamente pelos americanos e pouco ou quase nada foi publicado sobre estes escandalos em paises da America Latina como o Brasil.[23]

CIA Experiments


Ação Judicial contra a CIA[editar | editar código-fonte]

Velma Orlikow era uma paciente no Instituto Allan Memorial em Montreal quando a CIA dos Estados Unidos da América estava conduzindo os notórios experimentos de Lavagem Cerebral do MKULTRA no Hospital de Montreal afiliado a Universidade McGuill, o Instituto Allan Memorial. Ela era casada com o membro do Congresso Canadense David Orlikow. Velma foi involuntariamente drogada com doses altas de LSD e submetida a fitas gravadas de lavagem cerebral. Juntamente com outros oito pacientes de Ewen Cameron, ela moveu uma ação contra a CIA na Justiça e ganhou.[5]

Em 1979, Orlokow contactou o escritório de advogacia de Joseph Rauh e Jim Turner após ler uma notícia publicada no Jornal New York Times sobre o envolvimento do médico Ewen Cameron do Instituto Allan Memorial nos experimentos. O artigo publicado em 2 de Agosto de 1977, escrito por Nicholas Horrock, intitulava-se "Instituições Privadas Utilizadas pela CIA em Pesquisas de Lavagem Cerebral." O artigo de Horrock se referia ao trabalho de John Marks que coletou documentos das atividades da CIA através de FOIA ou Freedom of Information Act (em Portugues - Lei da Livre Informação). O artigo foi então utilizado para mover a ação que tomou o nome de Orlikow, et al. v. United States case.[11] Mais vítimas canadenses se juntaram a causa e ela passou a incluir Jean-Charles Page, Robert Logie, Rita Zimmerman, Louis Weinstein, Janine Huard, Lyvia Stadler, Mary Morrow, e Florence Langleben. A CIA fez um acordo em 1988. Velma faleceu em 1990.

No fim de sua vida, David Orlikow encorajou os outros membros de seu partido, New Democratic Party of Canada , entre eles Svend Robinson a continuar a luta buscando indenização para as vítimas do Allan Institute e para suas famílias.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b archive.org: Final report of the Select Committee to Study G...
  2. a b c nytimes.com: 13inmate_ProjectMKULTRA.pdf
  3. ACHRE Report, chapter 3: "Supreme Court Dissents Invoke the Nuremberg Code: CIA and DOD Human Subjects Research Scandals". Página visitada em 19 de maio de 2008
  4. Lista de Documentos referentes ao Projeto MKULTRA. Página visitada em 30 de Janeiro de 2010, em Ingles
  5. a b Esposa do Membro do Parlamento Canadense entre os pacientes vítimas dos experimentos da CIA - MKULTRAEx pacientes submetidos a experimentos da CIA vão a Justiça contra a Inteligencia Americana. em Ingles
  6. Harvey Weinstein,Um Pai, Um Filho e a CIA - Título original em Ingles A Father, A Son and the CIA (Toronto, James Lorimer & Co., 1988, ISBN 1-55028-116-X), p. 138.
  7. Gordon Thomas, Viagem aa Loucura Título original em Ingles:Journey Into Madness (London: Bantam Press, 1988, ISBN 0-593-01142-2), pp. 189-190.
  8. Richelson, JT (ed.) (2001-09-10). Science, Technology and the CIA: A National Security Archive Electronic Briefing Book. George Washington University. Página visitada em 2009-06-12.
  9. [http://www.hss.energy.gov/healthsafety/ohre/roadmap/achre/chap3_4.html Chapter 3, part 4: Supreme Court Dissents Invoke the Nuremberg Code: CIA and DOD Human Subjects Research Scandals]. Advisory Committee on Human Radiation Experiments Final Report. Página visitada em 2005-08-24.
  10. [http://www.aarclibrary.org/publib/church/reports/book1/html/Ch urchB1_0200b.htm The Select Committee to Study Governmental Operations with Respect to Intelligence Activities, Foreign and Military Intelligence]. Church Committee report, no. 94-755, 94th Cong., 2d Sess. pp. 392. United States Congress (1976).
  11. a b Instituições Privadas Utilizadas pela CIA em Pesquisas de Lavagem Cerebral New York Times artigo de Nicholas Horrock publicado em 2 de Agosto de 1977 .em Ingles acesso 28 de Agosto de 2009
  12. "An Interview with Richard Helms", CIA. Página visitada em 19 de maio de 2008.
  13. "ce/kent-csi/docs/v44i4a07p_0021.htm An Interview with Richard Helms", CIA, 2007-05-08. Página visitada em 2008-03-16.
  14. [http://www.skepticfiles.org/socialis/marcheti.htm Interview with Victor Marchetti]. Página visitada em 2009-08-22.
  15. Cannon, M. (1992). "Mind Control and the American Government". Lobster Magazine 23.
  16. Opening Remarks by Senator Ted Kennedy. U.S. Senate Select Committee On Intelligence, and Subcommittee On Health And Scientific Research of the Committee On Human Resources (1977-08-03).
  17. Congressional Oversight and the Crippling of the CIA: History News Network | Congressional Oversight and the Crippling of the CIA
  18. POLITICO.com: Opinion: Post-September 11, NSA ‘enemies’ include us - James Bamford - POLITICO.com
  19. Democracy Now!: Se conoció la identidad de las personas que en 1971 revelaron la existencia del programa COINTELPRO del FBI | Democracy Now!
  20. : FBI-Surveillance.pdf
  21. Cox, John Stuart and Theoharis, Athan G.. The Boss: J. Edgar Hoover and the Great American Inquisition. [S.l.]: Temple University Press, 1988. p. 312. ISBN 0-87722-532-X
  22. gwu.edu: http://www2.gwu.edu/~nsarchiv/radiation/dir/mstreet/commeet/meet4/trnsct04.txt
  23. Intelligence Activities And The Rights Of Americans (1976). Página visitada em October 25, 2006.[ligação inativa]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]