Marco Cláudio Marcelo (cônsul em 166 a.C.)

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Marco Cláudio Marcelo (em latim Marcus Claudius M.f. M.n. Marcellus,[1] ou Marco Cláudio, filho de Marco e neto de Marco, Marcelo) foi um militar da República Romana. Filho do cônsul homônimo de 196 a.C.,[1] ao qual sucedeu no cargo de pontifex à sua morte, em 177 a.C.[2] Foi eleito cônsul três vezes, em 166 a.C., com Caio Sulpício Galo; em 155 a.C., com Públio Cornélio Cipião Násica Córculo e em 152 a.C., com Lúcio Valério Flaco.[1]

Primeiro e segundo consulado[editar | editar código-fonte]

Em 169 a.C. foi pretor na Hispânia (169-168 a.C.)[3] e teria desenvolvido um bom governo do ponto de vista de Roma.

Três anos mais tarde obteve o seu primeiro consulado, em 166 a.C. Venceu os gauleses dos Alpes, vitória pela qual obteve as honras do triunfo;[4] [5] neste triunfo também foram incluídas suas vitórias sobre os lígures e os eleates.[5]

O seu segundo consulado, em 155 a.C., distinguiu-se, igualmente, por um triunfo sobre, possivelmente, os lígures e os apuani[5] [Nota 1] mas não ficou nenhum pormenor destas duas façanhas.

Terceiro consulado e as Guerras Celtiberas[editar | editar código-fonte]

Em 152 a.C. foi designado cônsul pela terceira vez, com Lúcio Valério Flaco,[1] e enviado à Hispânia para substituir Quinto Fúlvio Nobilior, que dera mostras de incapacidade para fazer face à rebelião dos celtiberos.

Marcelo tomou várias medidas militares prudentes e adequadas, e soube ganhar os celtiberos com atos de clemência e de visão política. Logrou controlar o vale do Jalón e atrair os nativos com um tratado similar ao conseguido anos antes pelo procônsul Tibério Semprônio Graco. Oscilis rendeu-se e os arevacos concertaram uma trégua.

A sul os vetões e lusitanos submeteram-se, mas quando Marco abandonou a zona rebelaram-se novamente; Marcelo acudiu e conseguiu que voltassem à obediência ocupando a cidade de Nertóbriga.

Passou o inverno de 152 a.C. a 151 a.C. em Córduba, onde antes fundara uma colônia. A embaixada enviada pelos arevacos a Roma não pôde concertar a paz, pois o Senado acusou Marcelo de indolência e não ratificou o acordo, e nomeou Lúcio Licínio Lúculo, o novo cônsul, para continuar a guerra.

Quando Marcelo conheceu a resolução do senado saiu dos seus quartéis de Inverno e fingiu um ataque aos celtiberos, os quais se submeteram incondicionalmente (parece que foi um pacto preestabelecido) que o cônsul aceitou, assinou a paz em Numância e foram restabelecidos os antigos tratados, e assim entregou a província ao seu sucessor em estado de completa paz.[6]

A sua administração destacou-se pela fundação da colônia de Corduba, já mencionada.[7]

Em 148 a.C. foi enviado como embaixador frente do rei Masinisa da Numídia, mas o seu barco naufragou e faleceu.[8]

Notas e referências

Notas

  1. O texto do Fasti Capitolini Consulares et Triumphales está danificado sobre os triunfos de Marcelo em 155 a.C.

Referências

  1. a b c d Fasti Capitolini [em linha]
  2. Liv. xli. 13
  3. Liv. xliii. 11, 15
  4. Liv. xlv. 44, Epit. xlvi.
  5. a b c Fasti Triumphales [em linha]
  6. Apia. Hisp. 48-50; Polib. xxxv. 2, 3, Liv. Epit. xlviii.; Eutrópio iv. 9
  7. Strab. iii. p. 141
  8. Liv. Epit. L.; Cic. in Pison. 19, de Divim. ii. 5
Precedido por
Quinto Élio Peto e Marco Júnio Peno
Cônsul da República Romana
com Caio Sulpício Galo

166 a.C.
Sucedido por
Tito Mânlio Torquato e Cneu Octávio
Precedido por
Lúcio Cornélio Lêntulo Lupo e Caio Márcio Fígulo (cônsul 156 a.C.)
Cônsul da República Romana
com Públio Cornélio Cipião Násica Córculo

155 a.C.
Sucedido por
Quinto Opímio e Lúcio Postúmio Albino
Precedido por
Quinto Fúlvio Nobilior e Tito Ânio Lusco
Cônsul da República Romana
com Lúcio Valério Flaco

152 a.C.
Sucedido por
Lúcio Licínio Lúculo e Aulo Postúmio Albino

Referências