Nicolas Winding Refn

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Nicolas Winding Refn
Nicolas Winding Refn no festival de Deauville em 2011.
Nascimento 29 de setembro de 1970 (43 anos)
Copenhague, Dinamarca,
Dinamarca
Ocupação Diretor
Roteirista
Cônjuge Liv Corfixen (? - presente) 2 filhos
Atividade 1996 - presente
IMDb: (inglês)

Nicolas Winding Refn (29 de Setembro de 1970, Copenhague, Dinamarca) é um diretor e roteirista dinamarquês.


Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Copenhague, mas cresceu em Nova York, tendo se formado parcialmente nos Estados Unidos, na American Academy of Dramatic Arts, e na Dinamarca, na Danish Film School, quando estava com 24 anos, começou uma trajetória independente de sucesso, que começou ainda na Dinamarca, em 1996.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1996 ao lançar o violento thriller urbano "Pusher" (Pusher), depois de ter feito vídeos que se popularizaram via internet em terras escandinavas, Nicolas se viu responsável por um cult hiperviolento, centrado no papel das drogas na rotina da juventude dinamarquesa dos anos 1990.

Embriagado de referências do videoclipe na montagem mas cru ao enquadrar trocas de tiros e socos, o filme correu o mundo no momento em que seus conterrâneos Lars Von Trier e Thomas Vinterberg pregavam as regras do Dogma 95, movimento pautado por rígidos mandamentos, como câmera na mão e uso de luz natural, para garantir realismo. Nicolas se impôs então como uma voz dissonante não aderindo ao movimento, acreditando em um cinema mais comercial, preferiu fazer uma espécie de homenagem autoral a nomes como Quentin Tarantino e Martin Scorsese em "Pusher" (Pusher), e assim seguiu nas produções que se sucederam. O diretor vai buscar nos filmes de ação dos anos 70 e anos 80 suas referências, em que o que interessa é a violência em si, purista e catártica.

O filme "Bleeder", seu segundo longa, foi exibido no Festival de Veneza em 1999, o que começou a fazer seu nome circular fora dos círculos dinamarqueses.

A estreia em língua inglesa se deu no filme de suspense "Medo X" (Fear X) de 2003, com John Turturro, que foi nomeado ao Bodil Award de Melhor Ator, tendo inclusive sido comparado ao estilo de filmar do diretor David Lynch por esse filme. A recepção morna fez Refn voltar a filmar na Dinamarca, onde realizou duas sequências da franquia "Pusher", "Pusher II - Mãos de Sangue" (Pusher II) e "Pusher III: O Anjo da Morte" (Pusher III).

Em 2008, o diretor levou ao Festival de Sundance o famoso thriller carcerário "Bronson" (Bronson) com Tom Hardy como protagonista, que ganhou vários prêmios na Inglaterra, narrando a história real de Michael Peterson um presidiário que resiste a 30 anos na solitária ao criar um alter ego chamado "Charles Bronson", em referência ao astro da franquia "Desejo de Matar" (1974).

Em 2009, lançou "O Guerreiro Silencioso" (Valhalla Rising) com o ator dinamarquês Mads Mikkelsen como um guerreiro mudo de força sobrenatural que foi mantido prisioneiro em uma viagem ao coração das trevas a bordo de um navio Viking. Seu prestígio permitiu ainda a entrada de Ron Perlman, astro da franquia "Hellboy", e de Carey Mulligan, beldade indicada ao Oscar em 2010 por "Educação" nesse filme.

Ele recebeu o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes e foi aclamado pela crítica especializada, fez sucesso no mercado internacinal depois de ganhar 39 prêmios e ter mais de 50 indicações nos maiores festivais de cinema do mundo, por seu impressionante "Drive" (Drive) o primeiro filme "hollywoodiano" de Winding Refn, o filme com o ator Ryan Gosling, mostra a história de um piloto de automóveis que serve de chofer para bandidos em Los Angeles. O filme o levou de volta aos Estados Unidos, desta vez mais próximo do centro das atenções, por trabalhar com orçamento maior (US$ 15 milhões) e ter atores reconhecidos no elenco. O filme teve força e relevância de fazer o próprio Refn ser apresentado a plateias mais amplas.


Filmografia Parcial[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]