Quo Vadis (1951)

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Quo Vadis
Quo Vadis (BR)
 Estados Unidos
1951 • cor • 169 min 
Direção Mervyn LeRoy
Roteiro S.N. Behrman
Sonya Levien
Elenco Robert Taylor
Deborah Kerr
Peter Ustinov
Género drama épico
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Quo Vadis é um filme estadunidense de 1951, do gênero drama épico, dirigido por Mervyn LeRoy. O roteiro foi escrito por S.N. Behrman, Sonya Levien e John Lee Mahin, baseado em livro de Henryk Sienkiewicz e ambientado na Roma Antiga.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Após três anos em campanha, o general Marcus Vinicius retorna a Roma e encontra Lygia, por quem se apaixona. Ela é uma cristã e não quer nenhum envolvimento com um guerreiro. Mas, apesar de ter sido criada como romana, Lygia é a filha adotiva de um general aposentado e, teoricamente, uma refém de Roma. Marcus procura o imperador Nero, para que ela lhe seja dada pelos serviços que ele fez. Lygia se ressente, mas de alguma forma se apaixona por Marcus. Enquanto isso, as atrocidades de Nero são cada vez mais ultrajantes e, quando ele queima Roma e culpa os cristãos, Marcus salva Lygia e a família dela. Ners e os atira aos leões mas, no final, Marcus, Lygia e o cristianismo prevalecerão.

Na filmagem da obra de Sienkiewicz, foram utilizados cerca de 32 mil figurinos e milhares de figurantes, dentre eles os então desconhecidos Bud Spencer, Sophia Loren (então com 17 anos) e Elizabeth Taylor.

A cena da arena[editar | editar código-fonte]

Deborah Kerr (Lígia) na cena do circo.

Esta produção estadunidense de Quo Vadis foi a única a não respeitar o romance, no tocante à cena em que Ursus enfrenta o touro na arena do circo de Roma. Na obra de Sienkiewicz, a amada de Vinícius é amarrada ao corpo do animal, completamente despida. Para defendê-la, Ursus teria que lutar com o touro mas, ao fazê-lo, colocaria em risco a integridade física de sua protegida, o que tornava sua tarefa extremamente difícil. Aliás, era essa a intenção de Popeia ao planejar o cruel espetáculo.

Todas as demais versões cinematográficas respeitaram esse detalhe (salvo quanto à nudez da personagem, que nem mesmo a versão de 2001, ousou adotar), menos a de Mervyn LeRoy, que preferiu colocar Lígia (convenientemente trajada) atada a um tronco fincado na arena, assistindo Ursus enfrentar o touro.

O filme tem um erro grotesco. Pedro, famoso discípulo de Cristo, aparece nitidamente obeso, mas, na cena em que é crucificado (de cabeça para baixo), aparece magro.

Actores[editar | editar código-fonte]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

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Oscar 1952 (EUA)

  • Indicado nas categorias de melhor filme, melhor fotografia colorida, melhor figurino colorido, melhor ator coadjuvante (Leo Genn e Peter Ustinov), melhor direção de arte colorida, melhor montagem e melhor trilha sonora original de filme dramático ou comédia.

Globo de Ouro 1952 (EUA)

  • Venceu nas categorias de melhor ator coadjuvante (Peter Ustinov) e melhor fotografia colorida.
  • Indicado na categoria de melhor filme - drama.

Origem da expressão[editar | editar código-fonte]

A expressão em latim Quo Vadis? vem da Bíblia onde Jesus Cristo diz: «E agora vou para Aquele que Me enviou; e nenhum de vós Me pergunta: Aonde vais?» (João 16:5)

Esta expressão aparece também em uma obra do século III (João é do final do século I), que se chama "Atos dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo".[1] Nesta obra de caráter gnóstico e popular, se encontra esta expressão que é dirigida por Jesus a Pedro que por exortação de seus irmãos devido ao medo da perseguição de Nero tentava fugir. Pedro o encontra na Via Ápia e lhe pergunta, "Aonde vais, Senhor?" Quo vadis, Domine? E o Senhor lhe responde: "Volto para Roma para ser crucificado", então Pedro entende, volta a Roma e dá a vida por Cristo. É utilizada uma cena reformada como base para este filme.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]