Relógio atômico

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Imagem não disponível. Era um relógio com um desenho de átomo nele, e um (super)computador perto dele.
Ilustração de um relógio atômico de fantasia.

Um relógio atômico (português brasileiro) ou relógio atómico (português europeu) é um tipo de relógio que usa um padrão ressonante de frequência como contador. [1]

Avançando[editar | editar código-fonte]

Como o próprio nome diz, é um medidor de tempo que funciona baseado em uma propriedade do átomo, sendo o padrão a frequência de oscilação da sua energia. Como um relógio de pêndulo, o átomo pode ser estimulado externamente (no caso por ondas eletromagnéticas) para que sua energia oscile de forma regular, por exemplo: a cada 9.192.631.770 oscilações do átomo de césio-133 o relógio entende que se passou um segundo. Os elementos mais utilizados nos relógios atômicos são hidrogênio, rubídio e, principalmente, césio.[2]

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

O seu funcionamento não é tão simples. Com base em estudos anteriores, os pesquisadores conhecem a frequência máxima com que esses átomos libertam energia, a sua frequência de oscilação.[1] Os mecanismos do relógio estimulam os átomos por meio de ondas eletromagnéticas, até atingir essa frequência, que é interpretada como tempo de acordo com os padrões já conhecidos.[2]

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro relógio atômico foi construído em 1949 nos Estados Unidos.[3] Uma versão aprimorada, baseada na transição do átomo de césio-133 foi construído por Louis Essen em 1955 no Reino Unido. Isto levou a uma definição internacionalmente aceita acerca do segundo baseada no tempo atômico.[2]

Desde 1967, a definição internacional do tempo baseia-se num relógio atômico, assim como os relógios, satélites e aparelhos de última geração. Ele é considerado o mais preciso já construído pelo homem e mesmo assim atrasa: 1 segundo a cada 65 mil anos. Assim, o Sistema Internacional de Unidades (SI) equiparou um segundo a 9.192.631.770 ciclos de radiação, que correspondem à transição entre dois níveis de energia do átomo de césio-133.[2]

Em agosto de 2004, os cientistas do NIST (National Institute of Standards and Technology, sigla, em inglês, para Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia) apresentaram um relógio atômico do tamanho de um chip, que segundo eles, teria um milésimo do tamanho de qualquer outro modelo e consumindo apenas 75 mW, tornando possível sua utilização em aparelhos movidos a pilhas ou baterias.[2]

O Brasil possui, no Observatório Nacional, dois relógios de átomos de Césio 133.[4] As agências nacionais responsáveis pelos horários oficiais zelam pela manutenção de uma precisão de 10−9 segundo por dia (isto é, 0,000 000 001 segundo ou ainda, um bilionésimo de segundo).[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • "Acerte seu Relógio": sincronismo em tempo real, Diretamente do Relógio Atômico de Césio brasileiro.