Revolução Politica

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A Revolução política , na teoria trotskista, ocorre quando um governo é substituído de forma abrupta, ou a forma de governo for alterada, mas onde as relações de propriedade predominantemente são deixadas intactas. As revoluções na França, em 1830 e 1848 são frequentemente citados como exemplos de revoluções políticas [1] .

As Revoluções políticas se diferem das Revoluções sociais justamente porque nestas as relações de propriedade mudam de classe social . O livro de Leon Trotsky A Revolução Traída [2] , é onde existe um maior desenvolvimento desta teoria

Origens[editar | editar código-fonte]

O movimento trotskista defende a revolução política nos Estados operários degenerados opondo-ao à contra-revolução capitalista. Tais revoluções políticas preveem a derrubada dos governos burocráticos, substituindo-os governos baseados na democracia operária, mantendo estatais as relações de produção [1] .

Apesar do movimento trotskista não reconhecer qualquer revolução política nos Estados operários degenerados, viu uma forte possibilidade na Revolução Húngara de 1956 e na Primavera de Praga de 1968 na Tchecoslováquia, antes de ser esmagadas pela invasão soviética. Outra revolta vista por uma parte dos que se colocam como trotskistas como tendo a possibilidade de revolução política era os protestos da Praça de Tiananmen de 1989 , esmagadas pelo Partido Comunista da China .

A visão da Revolução política é diametralmente oposta aos movimentos que levaram à contra-revolução capitalista como o golpe de Boris Yeltsin na URSS em 1991 e o do Solidarnosc de Lech Walesa na Polônia.

Aplicação[editar | editar código-fonte]

Embora haja um consenso geral entre os trotskistas sobre estas questões como a Hungria, Tchecoslováquia e China, e não houvesse desacordo sobre as questões relacionadas com contra-revolução capitalista. Alguns grupos trotskistas comemoraram a queda dos governos stalinistas da União Soviética e do Leste Europeu, mesmo sob a liderança das forças pró-capitalistas [3] . Argumentos apresentados por alguns destes grupos incluíam a ideia de que as mobilizações e espaço político criado pelo esmagamento da burocracia stalinista poderia trazer a capacidade da classe trabalhadora de realizar a revolução política como um passo para a criação de uma sociedade socialista verdadeiramente democrática e igualitária [4] .

A maioria das correntes trotskistas agarra a posição histórica de Leon Trotsky na defesa da revolução política contra o stalinismo , ao mesmo tempo para a defesa dos Estados operários deformados e degenerados contra os ataques do imperialismo e da contra-revolução capitalista interna. Eles argumentam que a sua posição foi provada correta pela queda do padrão de vida das pessoas da ex-União Soviética e no Leste Europeu, incluindo a falta de cuidados médicos e de postos de trabalho. Internacionalmente eles apontam para o fortalecimento do imperialismo dos EUA com a queda da União Soviética como uma das principais causas da guerra, incluindo a guerra anglo-americana no Iraque .

Hoje, esses debates continuam a pesar de que algumas correntes trotskistas considerarem que a República de Cuba , a República Popular Democrática da Coreia , a República Socialista do Vietnã, a República Democrática do Laos e a República Popular da China já não seriam Estados operários deformados [5] [3] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Sandra Regina Zarpelon O novo socialismo utópico e a importância da revolução política para o socialismo marxista Cadernos Cemarx v. 1, n. 2 (2005) ISSN 2318065X
  2. Leon Trotsky A Revolução Traída, Editora Centauro, 2008 ISBN 9788588208926
  3. a b Ucrânia: Uma reedição no século XXI da “revolução política” saudada por Morenistas e Altamiristas na queda da URSS e do Muro de Berlim? jornal Luta Operária Nº 271 - Janeiro/2014 da Liga Bolchevique Internacionalista
  4. Ludo Martens A URSS e a Contra-Revolução de Veludo, Editions EPO, Bruxelas, 1991, ISBN 2872620575 (tradução do Marxist Internet Archives)
  5. Alicia Sagra Cuba: revolução política ou revolução social? página da Liga Internacional dos Trabalhadores