Rito Emulation

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Emulation Rite é uma forma inadequada de referência ao "Emulation Ritual" ou em português: "Ritual de Emulação". Um ritual maçônico é um conjunto procedimentos e encenações para execução de cerimônias praticadas nas reuniões maçônicas. Existem atualmente muitos rituais diferentes, e o Ritual de Emulação é apenas um deles. Cada Loja Maçônica pode adotar o ritual que achar mais adequado. O Ritual de Emulação tem origem no Craft Works, que foi o ritual desenvolvido especialmente para a formação da UGLE (United Grand Lodge of England), quando esta foi criada a partir da união das duas primeiras Grandes Lojas. ( Grandes Lojas, ou Grandes Orientes são Federações de Lojas). O Nome "Emulation" vem de uma Loja de Instrução inglesa "Emulation Lodge of Improvement for Masters Masons" que patrocina a manutenção da forma exata de condução das cerimônias, com demonstrações semanais para mestres maçons de todo o mundo.

História do Ritual de Emulação[editar | editar código-fonte]

A primeira Grande Loja da história da Maçonaria foi formada em 1717 e chamava-se Grand Lodge of England (GLE), mas ficou conhecida como "Grande Loja dos Modernos" porque admitiu algumas modificações nos rituais e formas de reconhecimento, como reação a uma inconfidência. A outra foi formada em 1751 a partir da união de lojas que recusaram-se em adotar as alterações impostas pela a GLE e chamava-se Anciente Grand Lodge of England ou simplesmente "Grande Loja dos Antigos". As duas eram naturalmente rivais e competiam para ter o maior número de Lojas e maçons sob sua Jurisdição[1] . Em 1813 as condições políticas permitiram a negociação de uma união entre as rivais, com a criação da Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE). Para isso criaram um grupo de trabalho que desenvolvesse um novo ritual que seria então adotado por todas as Lojas. O grupo de trabalho formou a "Lodge of Reconciliation", e o ritual resultante foi adotado em toda a Inglaterra.

Curiosidade: O problema é que nesse ponto a maçonaria já havia se espalhado pelo mundo com a formação de Grandes Lojas que adotavam o rito dos Modernos, outros que adotavam o rito dos Antigos, e outros ainda que inventaram os próprios ritos a partir desses ou de supostas pesquisas que revelavam o rito dos construtores do Templo do Rei Salomão, dos Faraós do Egito, dos Atlantes, dos Marcianos etc, e daí a enorme profusão de ritos que existem hoje

E o Ritual de Emulação onde entra nessa história? Para responder a isso é importante lembrar que até bem recentemente era proibido aos maçons escrever os rituais, e portanto os mesmos tinham de ser memorizados e ser aprendidos pelos iniciados apenas observando e praticando em loja os mesmos. Mas esse tipo de aprendizado de-boca-a-ouvido tem uma desvantagem óbvia: com o passar do tempo e com o aumento do número de lojas espalhadas no mundo, fica muito difícil manter uniforme as falas e procedimentos das cerimônias. E havia ainda o problema de se divulgar o novo ritual adotado a partir de 1813. Para resolver esse problema foram criadas as Lojas de Instruções, cujo único propósito eram demonstrar repetitivamente todo o ritual na sua forma exata para Mestres de Cerimônia de toda a jurisdição maçônica. A "Emulation Lodge of Improvement for Masters Masons" não foi a primeira loja de instrução, mas é a mais antiga que se mantem trabalhando até hoje desde 1823 sem interrupções. Daí que as Lojas que seguem as cerimônias na forma recomendada por essa Loja de Instrução dizem-se ter adotado o "Ritual de Emulação".[2]

Rito ou Ritual[editar | editar código-fonte]

E porque não Rito de Emulação? Porque o Rito Maçônico refere-se as diversas "carreiras" de evolução maçônica[3] . A maçonaria inglesa, como descrito na constituição da UGLE, e em algumas das compilações de Landmarks, prevê que os três graus da evolução maçônica constitem-se apenas de 3 graus: Aprendiz, Companheiro e Mestre (faz menção também ao Arco Real... mas isso é outra história). Esses graus são obtidos pelo maçom conforme ganhe experiência e demonstre conhecimento e proficiência no ritual. Cada um desses degraus preve certas cerimônias reservadas apenas para os maçons do grau ou dos graus superiores [4] . No entanto, cada uma das outras formas de Rito que surgiram criaram as suas próprias "carreiras" ou "escadas" maçônicas, de tal forma que é muito comum confundir-se Rito com Ritual. No Brasil em especial é comum a confusão entre Ritual de Emulação e o Rito de York (Este de origem americana, e de rituais bem diferentes mesmos nos três graus básicos). Para deixar claro a diferença: cada Grau de cada Rito Maçonico tem um Ritual próprio. E quando falamos de Ritual de Emulação, estamos falando na verdade de três rituais: O Ritual para o grau de Aprendiz, O Ritual para o grau de Companheiro e o Ritual para grau de Mestre. Depois de atingir o grau de Mestre numa loja do Ritual de Emulação, o Mestre Maçom pode escolher qualquer Rito para seguir (York, REEA, Shriners, Arco Real, etc) em outras lojas.

Não é o Rito de York !!![editar | editar código-fonte]

O "legítimo" Rito de York é muito semelhante nos quatro primeiros graus ao ritual praticado pela finada Grande Loja dos Antigos, e atualmente representa por volta de 50% da maçonaria nos EUA. No Brasil este ritual possui poucos adeptos, mas tem crescido em adoção assim como o Ritual de Emulação. A confusão[5] com o Ritual de Emulação remonta à um Obreiro do GOB que sem conhecer alguns dos relevantes meandros históricos, ao providenciar uma nova edição do mencionado Ritual de 1920, inseriu-lhe, por conta própria, a catastrófica denominação Cerimônias Exatas do Rito de York, adulterando o título usado pelo Irmão Joseph Thomaz Wilson Sadler, ou seja "Cerimônias Exactas da Arte Maçônica" (Masonic Craft). A edição anterior de 1976, apesar de redigida em português, é pertinente à United Grand Lodge of England, pois foi elaborada para a Campos Salles Lodge, de São Paulo, subordinada àquela potência maçônica inglesa. O maior de todos os absurdos estaria no fato de o Grande Oriente do Brasil, ao imprimir o seu próprio Ritual do Ritual inglês, de acordo com o Decreto nº 41, de 12 de dezembro de 1983, com o nome de "Rito de York" e pretensamente de origem americana, assinado pelo então Soberano Grão-Mestre Jair Assis Ribeiro, cometeu a incúria de copiar, letra por letra, o referido Ritual da Campos Salles Lodge, de origem obviamente inglesa. Copiou até mesmo o texto em que o Venerável Mestre mostra ao Neófito a Carta Patente e lhe entrega cópias dos Livros da Constituição da United Grand Lodge of England!

Onde é mais comum o Ritual de Emulação[editar | editar código-fonte]

O ritual de Emulação é o mais adotado na Inglaterra. E lá, concorre com rituais muitíssimos parecidos, que são patrocinados por outras Lojas de Instrução, tais como Stanford, Bristol, Stability, Taylor's, etc. Na prática a diferença entre esses rituais ingleses são apenas algumas palavras em todo o cerimonial. De uma forma geral diz-se que o Ritual na Inglaterra é simplesmente o Craft. É o mais comum também em outras ex-possessões inglesas, tais como índia, Nova Zelandia e Austrália. Nos EUA, no entanto, apenas algumas poucas lojas adotam esse Ritual.

Características Do Ritual[editar | editar código-fonte]

Em relação à outros rituais, em especial ao praticado no Rito Escocês Antigo e Aceito que é o mais comum no Brasil, o Ritual de Emulação pode ser resumido como espartano. Ou seja, as Lojas tem menos adereços especiais, os procedimentos são mais objetivos, as cerimônias são mais enxutas. Mas por outro lado dá-se muita importância para a exatidão das posturas, das falas e dos sinais. Exige-se que todas as falas sejam feitas de cor e bem encenadas, o que confere uma um ar de elegância e dignidade especial às cerimônias. Em relação ao Rito de York (o americano, naturalmente) ressalta-se grandes diferenças na indumentária e na disposição do mobiliário da Loja: No York o mestre sempre usa chapéu (tipo Bonaparte), o avental não tem os círculos ou taus de distinção de grau. O cargo de mestre de cerimônias chama-se Marechal, e não existe a figura do guarda interno!. O livro sagrado fica aberto em uma mesa triangular no centro da sala rodeada por 3 candelabros, no lugar onde o Emulation recomenda a colocação da táboa de delinear. Diferente do que muita autoridade maçônica no Brasil acredita, o Ritual do Rito de York nos graus simbólicos (os três primeiros) é muito diferente dos rituais ingleses atuais (em especial do Ritual de Emulação), pois foi criado a partir do Ritual praticado pela extinta Grande Loja dos "Antigos", e sofreu muitas alterações desde então. E enquanto o rito inglês é eclético, o Rito de York exige que o candidato seja cristão, para que possa atingir os mais altos graus. Aos céticos por favor, confiram os links do Duncan's Monitor (York)[6] e do Emulations First Degree[7] .


  1. http://www.ugle.org.uk/what-is-masonry/history-of-freemasonry/
  2. Redman, Graham EMULATION WORKING TODAY ISBN 978-0-85318-276-4
  3. Ritual de Emulação - A Maçonaria Inglesa no Brasil ISBN: 978-85-910509-0-1
  4. GENERAL LAWS AND REGULATIONS http://www.ugle.org.uk/wp-content/uploads/2011/10/boc-2009-online-craft-rules-r3.pdf
  5. Revista Engenho e Arte nº 13 - Ir. Joaquim da Silva Pires O Inominado Rito Inglês http://ritualemula.dominiotemporario.com/doc/O_inominado_Rito_Ingles.pdf
  6. "DUNCAN'S RITUAL AND MONITOR OF FREEMASONRY" http://www.sacred-texts.com/mas/dun/dun02.htm
  7. "Entered Apprentice Ritual - Emulation" http://www.stichtingargus.nl/vrijmetselarij/ovo_remul1.html



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