Samuel Ruiz

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Samuel Ruiz
Samuel Ruiz, ao lado de militantes de Atenco, 2010
Nome completo Samuel Ruiz García
Nascimento 3 de novembro de 1924
Irapuato, México
Morte 24 de janeiro de 2011 (86 anos)
Cidade do México, México

Samuel Ruiz García (Irapuato, Guanajuato, 3 de novembro de 1924 - Cidade do México, 24 de janeiro de 2011) foi um religioso mexicano, prelado da Igreja Católica Romana, que serviu como bispo da Diocese de San Cristóbal de Las Casas, Chiapas, de 1959 até 2000.[1] [2] Destacou-se como defensor dos diereitos dos povos indígenas do México e da América Latina.

Viveu sua infância em Irapuato e aos 13 anos ingressou no Seminário Diocesano de León. Em 1947, foi enviado à Universidade Gregoriana, em Roma, onde estudou teologia e ordenou-se sacerdote. Em 1954 regressou a León e, pouco depois, foi designado reitor do seminário. Em 1959, foi designado bispo de San Cristóbal de las Casas, no estado de Chiapas, local com extrema pobreza e de população majoritariamente indígena, onde permaneceu até 1999.

Samuel Ruiz García em ilustração gráfica

Como bispo da diocese de Chiapas, Samuel Ruiz ganhou fama mundial em 1991, por ocasião do levante do Exército Zapatista de Libertação Nacional. D. Samuel participou como mediador no conflito de Chiapas, que envolveu o indigenista Exército Zapatista e o governo federal mexicano. Sua intervenção impediu um massacre que poderia levar a um genocídio. [3] O governo do então presidente Ernesto Zedillo (1994-2000) o acusou de pregar "uma ideologia de violência", por seu trabalho nas comunidades onde surgiu a guerrilha liderada pelo Subcomandante Marcos e por seu apoio a reivindicações sociais. Samuel Ruiz foi participante e protagonista da Teologia da Libertação e da opção preferencial pelos pobres - tendência criticada por setores conservadores do Vaticano - orientação que impôs à sua diocese desde 1975, em uma época dominada por golpes de Estado e por ditaduras militares na América Latina.

Em abril de 2008, juntamente com outros intelectuais mexicanos, foi escolhido pelo Exército Popular Revolucionário, de Guerrero, para atuar como mediador ante o governo do presidente Felipe Calderón.

Prêmios e distinções[editar | editar código-fonte]

Em 2000, foi agraciado com o Prêmio Internacional Simón Bolívar, da Unesco, por seu empenho como mediador e por sua contribuição à paz e à dignidade das minorias. Em 2001 recebeu o Prêmio Internacional de Direitos Humanos de Nuremberg,[4] pela defesa dos povos indígenas de Chiapas, durante mais de duas décadas.

Recebeu o título de doctor honoris causa da Universidade Iberoamericana (México), da Universidade Autônoma de Barcelona e da Universidade Autônoma de Sinaloa.

Referências