Skank (álbum)

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Skank
Álbum de estúdio de Skank
Lançamento 1992 (independente), Abril de 1993 (remixado)
Gravação Estúdios JG, Belo Horizonte, Julho e Agosto de 1992
Gênero(s) Ska, reggae
Duração 42:53
Formato(s) LP/CD
Gravadora(s) Independente/Chaos (Sony Music)
Produção Skank
Opiniões da crítica

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Cronologia de Skank
Último
Último
Calango
(1994)
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Skank é o álbum de estreia do grupo de rock brasileiro Skank, lançado em 1992. Inicialmente lançado como CD independente em 1992, foi relançado pela Sony Music no selo Chaos no ano seguinte.

Duas músicas do disco chamaram mais atenção: "In(Dig)Nação" (eu...fiquei indignado) foi cantada pelos caras-pintadas na época do impeachment de Fernando Collor, e "O Homem Q Sabia Demais" foi escolhido pela Rede Globo para integrar a trilha da novela Olho no Olho.

Produção[editar | editar código-fonte]

O Skank havia se formado em 1991, e em seguida começou a gravar demos nos Estúdios Ferreti, de propriedade do baterista Haroldo Ferreti (que seriam lançados 11 anos mais tarde no disco Skank 91).[1] No ano seguinte gravou seu disco de estreia, feito de forma independente - segundo o líder Samuel Rosa "as gravadoras não estavam contratando ninguém, e o rock já não era mais o filão" - e em CD, apesar dos integrantes não terem o aparelho em casa, como "um elemento a mais para chamar a atenção dos jornalistas, das rádios e talvez de uma gravadora. Era uma aposta na qualidade, na inovação. Que funcionou.", explicou Ferreti. Foi o primeiro CD independente do Brasil.[2]

As gravações ocorreram entre julho e agosto de 1992 no hoje extinto estúdio JG, em Belo Horizonte. As onze canções apresentam os primeiros resultados da dupla Samuel Rosa e Chico Amaral, além de versões como "Tanto (I Want You)", "Let Me Try Again" e "Cadê o Pênalti?". "In(Dig)Nação" foi criada para um trabalho do videoartista Eder Santos, e ganhou as ruas com as manifestações pelo impedimento de Fernando Collor.[3] O engenheiro responsável foi Marcos Gauguin, que acompanhava a banda como guitarrista.[4]

O Skank não acreditava no potencial comercial ("Eram quatro mineiros branquelos tocando reggae. Quem iria ouvir isso"?).[5] O álbum independente foi lançado em outubro de 1992 e recebeu tiragem única de três mil cópias, das quais 1500 iam para as rádios. O custo total foi 10 mil dólares.

Lançamento[editar | editar código-fonte]

O baixista Lelo Zanetti e o empresário da banda, Fernando Furtado, distribuíram os CDs pelas lojas de Belo Horizonte, divulgaram nas rádios e imprensa - incluindo anúncios em Rio e São Paulo. Mas no show do dia do lançamento, não teve o êxito esperado, com Zanetti dizendo que "Espéravamos vender uns 200 discos, foram no máximo 60. No dia seguinte o quarto do Fernando era pilhas e mais pilhas de CDs."[6] Mas segundo o tecladista Henrique Portugal, "Muita gente achou que era loucura nossa empatar essa grana, mas as vendas falam por si. Só nos primeiros 45 dias, foram vendidas 1200 cópias."[7]

As rádios mineiras começaram a tocar a banda, e após ótima recepção em um festival de rock local, a Sony Music chamou o Skank para estrear seu novo selo, Chaos. O álbum foi remixado no estúdio carioca Nas Nuvens com o engenheiro Paulo Junqueiro, ao longo das madrugadas do Carnaval de 1993. Skank foi relançado em abril de 1993, vendendo 250.000 cópias.[4] [6]

Músicas[editar | editar código-fonte]

Todas as canções escritas e compostas por Samuel Rosa e Chico Amaral, exceto onde indicado. 

N.º Título Compositor(es) Duração
1. "Gentil Loucura"   Affonso Jr./Chico Amaral 4:00
2. "In(dig)Nação"     4:02
3. "Salto no Asfalto"   Samuel Rosa/Fernando Furtado 4:10
4. "Macaco Prego"     2:55
5. "Tanto (I Want You)"   Bob Dylan, versão Chico Amaral 4:05
6. "Homem Q Sabia Demais"     3:55
7. "Let Me Try Again"   Caravelli/M Jourdan/Paul Anka/Sammy Cahn 3:02
8. "Baixada News"     4:50
9. "Réu & Rei"     4:00
10. "Cadê o Pênalti?"   Jorge Ben Jor 3:57
11. "Caju Dub" ("Salto no Asfalto", versão instrumental) Samuel Rosa/Fernando Furtado 3:50

Equipe[editar | editar código-fonte]

Referências

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