Usuário Discussão:Rui Silva/Arquivo Moçambique

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Municípios em moçambique[editar | editar código-fonte]

Rui, relativamente àquela nossa conversa de há algum tempo acerca da existência, ou não, de municípios em Moçambique, parece que há. Olha aqui, uma notícia sobre a criação duma associação de municípios. Suponho que os municípios sejam as divisões menores que se vêm neste mapa (ex: Lago, Sanga, etc., na província de Niassa), e não sei se têm ou não divisões ainda menores que essas, o equivalente às freguesias portuguesas ou aos distritos e bairros brasileiros.

De que não encontrei informação actual foi dos distritos. A única coisa que encontrei foi num velho atlas que há cá por casa, editado ainda no tempo colonial, em que há uma divisão da então colónia em 5 grandes regiões, mas sem nomes. Não são os distritos, que era o nome que tinha nessa época o que hoje são as províncias (isto segundo uma série de dados numéricos que vem no fim dos mapas). Estas áreas são, de norte para sul, e usando a terminologia da época, uma área que engloba os distritos de Niassa, Cabo Delgado e Moçambique, uma outra que corresponde à Zambézia, uma terceira que compreende Tete, Vila Pery e Beira, uma quarta que inclui Gaza e Inhambane e por fim a quinta que corresponde a Lourenço Marques. Não faço ideia o que é isto nem se tem correspondência com algum nível administrativo actual do país. --Jorge 18:47, 11 Ago 2004 (UTC)

Olá Jorge. Ainda não terminei a minha pesquisa, mas já encontrei alguma coisa:
1. Na Constituição da República de Moçambique (1990) vem expresso que (estou a citar de memória):
  • "O território divide-se em Províncias e estas em Distritos e estes ainda podem subdividir-se em Postos Administrativos".
Os distritos são as divisões das Províncias que vêm no mapa da página "oficial" de Moç. - no entanto, aquele mapa está desactualizado! Houve uma subdivisão de distritos há alguns anos, que não está reflectida no mapa.
Ainda na Constituição diz que (novamente não é "quote") "as zonas urbanas classificam-se em cidades e vilas, de acordo com a lei". Que eu saiba, essa lei nunca chegou a ser feita (como dizias, o(s) nosso(s) governo(s) têm tido mais que fazer...). De modo que as cidades são aquelas que tinham sido criadas no tempo colonial (Maputo, que herdou o estatuto de Louenço Marques, Matola que começou como "Cidade Salazar", imagina..., etc.)
  • 2. Os municípios são 33 localidades (se não estou em erro) - cidades ou não - para as quais se decidiu fazer uma experiência de governação local, com eleições para uma Assembleia Municipal e um Presidente de Conselho Municipal que depois escolhe os vereadores. É a lei relativa a este processo que eu ainda não encontrei. As primeiras eleições para as "autarquias" foram em 1998, se não estou em erro e as últimas, este ano. Estes são os "municípios" que existem neste momento em Moç.
Pela minha experiência de andar pelo "Moçambique profundo", existem aparentemente alguns problemas relativos à definição desses "municípios experimentais" - por exemplo, muitos municípios são também sedes de distrito, onde está o Governo Distrital (que é nomeado pelo Presidente da República, de acordo com a Constituição) e não está claro qual é o território que é regido pela "autarquia" e qual pelo governo distrital.
Espero que isto tenha esclarecido um pouco - pelo menos dos "inesclarecimentos" que significam os municípios em Moçambique...
Abraço.--Rui Silva 06:27, 12 Ago 2004 (UTC)
Uau! Tou a ver que isto é mais complicado do que eu pensava.
OK, mais umas coisas que eu sei: antes da independência, os antecessores dos actuais distritos chamavam-se municípios. Por grandes coincidências que vejo no mapa que tenho cá em casa com aquele mapa que citei ali em cima e que tu dizes que está desactualizado, suponho que eles tenham sido simplesmente transformados em distritos em algum ponto da história pós-colonial, sem que se tivesse nessa altura mexido nas fronteiras (o que aliás aconteceu também com os ex-distritos e actuais províncias: os territórios de então e os actuais são idênticos).
A noção de que um "município" pressupõe governação local e democrática é curiosa, especialmente porque não é essa a história dos municípios moçambicanos de outrora: ao que julgo saber, era tudo nomeado pelas autoridades, provavelmente pelo governador da colónia ou "província ultramarina", e sujeito à aprovação da PIDE. E tens informação sobre qual era o objectivo da experiência? Se era para substituir os distritos caso os resultados fossem satisfatórios, ou se era criar uma nova unidade administrativa, se calhar subordinada aos distritos?
Uma curiosidade pouco importante é que os actuais distritos moçambicanos, mesmo sendo descendentes de municípios, e talvez mesmo com a subdivisão de que falas (depende de ter sido muito ou pouco extensa), são mais ou menos do tamanho dos distritos portugueses. Têm é muito menos gente... --Jorge 15:05, 12 Ago 2004 (UTC)

Não, não era assim... Bem, eu não conheço a lei colonial mas, tanto quanto me lembro, os actuais distritos chamavam-se postos administrativos e não municípios (já lá vou...). E de facto, o Chefe de Posto era nomeado pelo Governador da Província (ou colónia), assim como o eram os Chefes de Terra e Régulos, que eram as autoridades "indígenas". Eu lembro-me que havia Regulados, mas não sei se isso correspondia a uma divisão do território. Depois... "ó tempo, volta p'ra trás"... agora descobriu-se que as tais "autoridades tradicionais" fazem falta e estão a ser de novo oficializadas (não sei se já existe uma lei p'ra isso, mas os gajos aparecem na recepção às "visitas" em uniforme de gala, com faixa e tudo, como nos "bons tempos"...

Agora, os municípios que havia no tempo colonial era os governos das cidades. E até tinham eleições!!! O meu pai chegou a ser "eleito" vereador para a área dos serviços públicos (transportes, água e electricidade). Interessante que esses serviços chamavam-se respectivamente "Serviços Municipalizados de Água e Electricidade" - SMAE (nós sempre gostámos muito de siglas...) e "Servíços Mucipalizados de Viação" - SMV - os "machimbombos" em que eu ía para a escola! Agora as tais eleições... não sei se tu tens idade para te lembrar dos "velhos tempos", mas havia uma espécie de eleições em que, evidentemente, apenas era permitido concorrer ao "partido" único que, nos tempos do Marcelo Caetano, foi "crismado" Acção Nacional Popular - ANP (não me lembro como se chamava antes, mas foi na mesma altura que a PIDE passou a chamar-se DGS). E os funcionários públicos era obrigados a votar!!! E o governo do município, tal como aí, chamava-se Câmara Municipal.

Ora, como tu sabes, Moçambique "comprou" a "democracia" multi-partidária em 1992, como Acordo Geral de Paz (AGP, of course) entre o Governo do Chissano e a Renamo. Houve as eleições gerais de 1994, em que de facto houve muita afluência da população e depois as de 1999, em que já não houve tanta... Então, nesse meio tempo, penso que para testar o eleitorado, inventaram essas "eleições autárquicas". Penso que nas primeiras houve bastante afluência, mas não tanta como nas primeira gerais. Nestas últimas, só votou - em média! - 25% do eleitorado!!! Estes números encontram-se na página oficial de Moç.

Agora, como te digo, não tenho a certeza se oficialmente estas autarquias se chamam municípios. Há um bocado de confusão... Um locutor da rádio, quando fala de Chimoio (ex-"cidade"-de-Vila-Pery"), diz sempre "Da autarquia de Chimoio, falou-vos..." Em Inhambane, eu VI com estes meus olhos que a terra há-de comer, uma placa na estrada com os dizeres "Concelho de Inhambane"... No fim do ano, quando voltei lá, já não estava...

Já falei acima que o governo da cidade chama-se Conselho Municipal, mas é frequente ver escrito nos jornais "Concelho" Municipal. Incredible, o que vai acontecendo com a língua de Camões...

Bom, finalmente... dizes que os dsitritos de Moç. são do mesmo tamanho que os portugueses, mas têm muito menos gente - não podes generalizar! Em Nampula, uma provincia com cerca de três milhões de pessoas, deve haver distritos com mais gente e maior densidade que alguns distritos portugueses...

Continuamos?! Espero que haja mais wikipedistas a ler esta nossa discussão! Abraço.--Rui Silva 06:33, 13 Ago 2004 (UTC)

Hum... a ideia que eu tenho, e posso perfeitamente estar enganado porque lembro-me de ler isso algures mas agora não consigo encontrar nada nem na web nem em livros que há cá por casa e posso estar com a memória algo fundida, é de que os postos administrativos eram só o equivalente das câmaras municipais em municípios de segunda ordem, digamos. Ou seja: o posto administrativo, ao que julgo saber, era a instituição responsável pela administração de um território, que se chamava município. Ou, dito de outra forma, o território seria um município, independentemente de ser governado de um posto administrativo ou de uma câmara municipal "eleita" na caricatura de eleições com que a ditadura se tentava disfarçar.
Quanto aos régulos, de novo a memória de leituras já com muitos anos diz-me que funcionavam como intermediários entre o poder colonial europeu e as populações indígenas, uma espécie de sobas de luxo. Tenho praticamente a certeza de que não tinham nenhum poder real, e julgo que a sua "governação" não utilizava territórios: eles eram os reis das pessoas, não da terra.
Relativamente a partidos e "eleições", a ANP é descendente directa da União Nacional, e as eleições não contavam para nada: o que contava era a escolha dos nomes para a lista que depois era posta a "sufrágio", no qual quem o regime escolhia ganhava sempre, magicamente, e por largas margens.
Quanto ao tamanho e população dos distritos, claro que estou a generalizar, até porque Moçambique é o mais populoso dos PALOPs. Mas também é verdade que, em média... ;) --Jorge 22:46, 13 Ago 2004 (UTC)

Mas tu realmente és teimoso! Tá bem, fica com os nossos municípios... Mas, olha, perguntei ontem a um amigo da minha idade que cresceu no "mato", a que é que pertencia a aldeia dele. respondeu-me que pertencia à CIRCUNSCRIÇÃO dos Muchopes! Agora já podes ir ao google... Abraço.--Rui Silva 12:39, 15 Ago 2004 (UTC)

E assim acaba uma conversa que até estava a correr bem. Enfim... --Jorge 14:08, 15 Ago 2004 (UTC)

Segundo sei, a actual divisão administrativa de Moçambique é a sucessora da existente antes da independência. Até 1975 o «estado» de Moçambique dividia-se em «distritos». Esses distritos são agora as províncias de Moçambique. Os distritos existentes antes da independência dividiam-se em concelhos e em circunscrições administrativas. Ambas as designações são correspondentes aos actuais distritos, embora algumas tenham sido divididas, como é natural. Os antigos concelhos dividiam-se em freguesias e as antigas circunscrições administrativas em postos administrativos. Espero não estar a meter-me numa discussão já ultrapassada. --Heitor 16:51, 16 Set 2004 (UTC)

Nampula[editar | editar código-fonte]

Podias ajudar-me com os artigos Nampula, Nampula (província) e Nampula (cidade) - achas que deverá ainda haver uma Nampula (distrito)? É uma confusão para mim! Primeiro: Nampula não devia ser uma página de desambiguação? Nampula (província de Moçambique) não deveria chamar-se apenas Nampula (Moçambique)? Dá-me uma orientação, para podermos dar ordem nisto... Manuel Anastácio 00:28, 30 Out 2004 (UTC)

Chai[editar | editar código-fonte]

É interessante que hoje Chai "também" é ou ainda é um posto administrativo (do distrito de Macomia), só que não sei se o termo "posto administrativo" corresponde ao mesmo nível da administração do estado, como os distritos coloniais se tornaram províncias, etc. E excelente biografia de E. Mondlane, fez-me tirar da prateleira o livrinho "Chitlango, filho de chefe" que creio ser essencialmente autobiográfico. Teixant 12:04, 25 Mar 2005 (UTC)

Guerra do Ultramar[editar | editar código-fonte]

Rui, estive a desenvolver a Guerra do Ultramar para o Wikiconcurso, mas precisava de um revisor como tu, para reduzir o risco de parcialidade. Foi-me difícil encontrar informação vista do lado de lá, por isso, se souberes algo do assunto (nem que seja sobre a Guerra da Libertação de Moçambique), convido-te a manifestares-te, mas a partir de Segunda-feira, altura em que termina o concurso. Um abraço, -- Nuno Tavares 10:31, 30 Outubro 2005 (UTC)

WOW! Obrigado pela resposta, e por ser rápida :)) E obrigado pelas congratulações (isto existe? LOL). Fiquei com vontade de responder:
  • Será necessário? - a maioria serão redirects, provavelmente, para manter a compatibilidade com outros artigos (como aquele da descolonização...). Agora.. Fuzileiros não serão necessários?!?! Essa não te perdoo!! LOL Os nossos marines! Xuif..
  • Em relação aos teatros, eles estão enunciados logo no primeiro parágrafo. Mas para levantares essa questão, é porque não ficou claro. Vou ver como ligo os parágrafos, então.

Mais uma vez, obrigado! Um abraço, -- Nuno Tavares 18:09, 30 Outubro 2005 (UTC)

Ok, já entendi. Mas repara, Fuzileiros deve ficar mesmo assim, ou quando muito Corpo de Fuzileiros. Em Portugal não lhes chamamos fuzileiro naval, apenas fuzileiro. Boa ideia, vou fazer esse artigo. Em relação à descolonização de África, eu apenas tentei retirar a quantidade enorme de links repetidos ao fundo de todas essas páginas (como a predefinição no rodapé). Depois olhei na en: e tinham decidido criar artigos para cada secção... não sei... mas a que tu te referias era tornar Guerra do Ultramar a mesma coisa que Descolonização portuguesa da África, é isso? -- Nuno Tavares 12:16, 31 Outubro 2005 (UTC)

Belissimo :) -- Nuno Tavares 20:30, 1 Novembro 2005 (UTC)

Eheheh, obrigado, mais uma vez. Mas os vencedores são legítimos. Quanto à adequação ao tema, creio que o meu artigo (entre os vencedores) era imbatível (Lusofonia não é só Portugal nem só Brasil), mas faltou mesmo imagens... ocorreu-me agora que seria super-interessante ver fotos do lado de lá, de Moçambique. Consegues arranjar algumas? -- Nuno Tavares 15:42, 9 Novembro 2005 (UTC)

Destaque[editar | editar código-fonte]

Aqui está um potencial candidato a Destaque.. gostava muito de ver este entre História de Portugal e do Brasil em Destaque. Acho que é o mínimo que se espera, da wikipédia lusófona - não excluindo também a de Angola e da Guiné e de Timor-Leste :) Parabéns pelo trabalho, até agora! -- Nuno Tavares 22:09, 10 Dezembro 2005 (UTC)

Consulta[editar | editar código-fonte]

Caro Mulungo d'África, fala um Mulungo do lado de cá do Atlântico...

  • Primeiro, gostaria de esclarecer que moro numa cidade que concentrou mais da metade dos africanos escravizados, no Estado da Bahia, quando o tráfico negreiro foi proibido.
  • Em razão disto, grandes fortunas aqui se fizeram e desapareceram quando da Abolição. Ao contrário do que se possa imaginar, nossa sociedade conservou-se preconceituosa ao extremo, chegando mesmo a, para poder afirmar-vos o quanto acima disse, ter sido necessário o deslinde de pesquisadores, como o Erivaldo Fagundes Neves, e apenas nos últimos anos é que as comunidades quilombolas vêm sendo identificadas - ainda sem merecer a devida proteção.
  • Finalmente, gostaríamos de saber se existe por aí um vocábulo que se aproxima com "candonga", e qual seu significado, em caso afirmativo.
  • Desculpando-me pelo longo intróito, desde já nos colocamos a vossa disposição. Abraços transoceânicos do Conhecer 09:22, 27 Março 2006 (UTC)

Candonga[editar | editar código-fonte]

Oi André! Realmente, grande entróito... Eu sou um africano muito recente, muito depois da abolição, mas aqui as grandes fortunas estavam em mãos de multinacionais ou, pelo menos, grandes interesses, de modo que - os que eram pobres, continuaram (estou falando dos brancos pobres, que eram os "colonos" aqui) e os que eram ricos, nunca ninguém conheceu... Visite a História de Moçambique - que ainda não está terminada (nem nada que se pareça!) e me dê sua opinião.

Também tinha direito a entróito, né?! Então, candonga em Moçambique significa mercado-negro, açambarcamento de produtos para vender a preço mais alto. Já em Angola, o "candongueiro" é o equivalente à vossa "condução", ou seja, o pequeno ônibus (que aqui se chama "machimbombo") que faz a ligação com os bairros pobres.

Que tal?! Igualmente ao seu dispor. Abraço.--Rui Silva 13:26, 28 Março 2006 (UTC)

Ainda a "candonga"[editar | editar código-fonte]

Caro Rui,

(Minha internet hoje é uma maravilha – a cabo, e sou o primeiro usuário da fila, depois que o provedor mudou-se para minha rua – mas, por incrível que pareça, estava a escrever-lhe e os raios provocaram uma queda de energia, justo quando ia salvar!!! É praga? E nem chuva caiu)

Bem, respondendo-vos: Vou olhar, sim, o verbete – mas não prometo nada (estou ainda “brigando” com a História da Bahia, o meu estado)... E conto-lhe que a História da África (como um todo) sequer é tratada em nossa formação, depois do Antigo Egito... Na Bahia, por nossa raiz inequívoca, a gente ainda se interessa, tenho amigos historiadores que viajaram até Moçambique e outras terras donde mandam notícias. E alguns pontos em comum, desde as lutas do Samora, quando nós ainda embatíamos com uma ditadura (era-nos um dos “ídolos”, nos anos 70) – infelizmente, o poder nem sempre é um bem...

  • Quero vos agradecer enormemente a contribuição. Talvez a acepção Moçambicana seja semelhante à de duzentos anos atrás, quando o local deve ter sido nomeado de “Candonga” – muito embora possa significar algum ponto onde se pegava uma condução – não importa, em verdade, pois o que me vale é saber que a origem é, sim, africana.
  • Como lhe dissera, a minha cidade foi um centro de “produção” – fazendas com criação de seres humanos para o comércio escravocrata, quando a “importação” foi inviabilizada pela ordem da Inglaterra aos seus navios de afundarem toda embarcação “negreira”. Estamos em começo de desvendar este passado, e todo elemento que sirva de comprovação ser-nos-á de grande utilidade.
  • Não sou um afro-descendente, mas minha filha Joanna sim, e quero que ela orgulhe-se disto.
Atravessando o Atlântico, receba nosso abraço e imensa gratidão. O amigo Conhecer 01:40, 29 Março 2006 (UTC)

História de Moçambique[editar | editar código-fonte]

  • O artigo é interessante - principalmente para um ignorante como eu - mas me parece que ainda existe uma grande lacuna (talvez derivada desta grande ignorância), que é a formação da nacionalidade. Esta dúvida me permanece: o morador de Furancungo, o de Zitundo e o de Mueda têm um mesmo sentimento de nacionalidade? Digo isto pois, mesmo hoje no Brasil, movimentos regionalistas ainda sobrevivem, apesar de quase 200 anos de país. (veja, neste sentido, minha "interminável" discussão sobre a Independência da Bahia, com um amigo historiador...)
  • Coloque fotos do país!!! Eu, por exemplo, não tenho máquina digital, mas peço emprestada, scaneio as que tiro, faço o diacho para trazer imagens para a wiki e "vender o meu peixe", numa expressão que usamos aqui... (Me aguarde, dar-te-ei um "presentinho" em breve)...
  • Vou a consultar meus alfarrábios. Quero deixar de ser tão devedor! Forte abraço, e mande-nos notícias da Terra-Mãe Conhecer 02:26, 29 Março 2006 (UTC)

A Nacionalidade[editar | editar código-fonte]

André, estou gostando da prosa! Tem razão quanto às fotos, há muitas na net, mas a maioria têm "dono" e além disso, são fotos ou pessoais ou "turísticas". Depois, eu tenho um bocado de preguiça a colocar fotos aqui, acho o sistema um bocado complicado... Mas aceito o desafio!

Sobre a questão "central"... É assim, eu não sou sociólogo e tentei que a História de Moçambique fosse o mais fa(c)tual possível, mesmo tentanto "limar" minha vivência para não parecer muito "Samorista"... De modo que a "questão da nacionalidade" não vai aparecer nunca nos artigos relacionados com Moçambique - mesmo que apareçam outros editores! E explico porquê: os moçambicanos com capacidade para participar na WP, são "moçambicanos-voluntários", como eu... Assumimo-nos moçambicanos, enquanto que os pobres dos lugares que vc citou acordaram um dia com a notícia que tinham passado a ser moçambicanos... Aceitaram, mas nada mudou - continuam sendo, primeiro que tudo, vanyungwe, vachangana, macuas, etc. Mas isso não quer dizer que haja sentimentos regionalistas - não da forma como os europeus ainda são!!! Quando há alguns anos (poucos, 4-5), o pessoal da oposição, da Renamo, anunciou que ía colocar uma fronteira na ponte do rio Save e passar a governar o "norte", onde tinha tido maioria nas eleições, ninguém levou a sério - não era um movimento regionalista de ponto de vista de independência duma região, todos continuavam a afirmar-se moçambicanos, mas exigiam uma partilha do poder... E é isso que acontece, em geral, no resto de África (by the way, eu também estou editando a História da África e já fiz algo sobre outros estados antigos, como Meroé, os Mwenemutapas, mas falta muito, claro - somos poucos AFRICANOS aqui! Porque é isso que eu ía dizer, antes de moçambicanos, congoleses ou nigerianos, todos somos primeiro AFRICANOS - e é interessante que aqui não se fala de cor, de raça! Fala-se da origem de cada um, porque a ligação mais profunda é a do sangue, mas para lá da família alargada, somos todos irmãos e, se decidiram que nós somos moçambicanos, então somos! Que tal?!

Agora, fui bisbilhotar a independência da Bahia e encontrei lá a seguinte frase: Nas tropas, antes unidas no sentimento constitucionalista, a cisão entre portugueses e brasileiros foi-se acentuando. Quem é que decidia quem era português e quem "brasileiro"?...

Grande abraço! Ah, coloque na Joanna, o bichinho de querer conhecer África - mas não como alguém que DEVE lá pertencer porque, como brasileira, ela tem de ser muito mais americana que africana; aqui o sangue é o mais próximo não o mais remoto... Fico à espera de mais "provocações" (temos que arranjar um bom arquivo para isto!!).--Rui Silva 07:26, 29 Março 2006 (UTC)

Caetité - Brasil - Mundo[editar | editar código-fonte]

Rui,

  • É interessante, para quem não é, como eu também não sou, sociólogo, as vossas ponderações. Aí, você certamente faz parte duma "minoria" (brancos), enquanto aqui dá-se o oposto. Vejamos quantas lacunas encontramos na História: um cara, seu "xará" (que tem o mesmo nome), achou por bem mandar queimar todos os documentos referentes à escravidão, no Brasil. Nesta brincadeira, destruiu qualquer possibilidade de conhecimento das origens de toda uma imensa parcela da população... Estranhamente, é venerado aqui no Brasil, grande inteligência, e até eu tive de me render, colocando aqui na wiki uma caricatura dele - Ruy Barbosa. (mas dei o "troco" em Cezar Zama)
  • Tenho a História como parte da identidade individual. Sem ela, perdemos boa parte daquilo que somos. Minha curiosidade deveu-se ao fato de "saber" que a maioria das nações (países) africanos forjou-se nas partilhas dos europeus - e com isto não foram respeitados os povos que ali já habitavam há milênios...
  • Quanto à questão da Independência da Bahia, acho que preciso deixar mais claro que em Salvador, a capital e onde as lutas se deram, tinha uma nítida separação entre brasileiros - os que tinham nascido aqui (brancos, mestiços e negros "forros") e portugueses (assim como Pombal incentivou a ida para Moçambique, também na cidade era muito grande o número de "patrícios"). Estes últimos, comerciantes, temiam a independência, e lutaram contra ela. Mas até que a luta se desse, foram anos de provocações, xistes, apelidos pejorativos.
  • E mais: entre os brasileiros, havia os baianos... ou seja, aqueles que não queriam fazer parte de um país maior, que repudiavam a monarquia e propugnavam por uma República Baiana, sim senhor! E neste outro verbete (Federação do Guanais), vai entender o que foi aquele estranho período.
  • E, apenas para ilustrar, veja em Academia Caetiteense de Letras, da qual faço parte. Veja quantos Guanais existem aqui, na minha cidade... Pois em Caetité esta luta entre lusos e nativos durou ainda mais alguns anos - mesmo depois da Independência - num episódio chamado "Mata-Maroto" (quando o maroto - marinheiro - era o português)...
  • Em parte me tranqüilizou vossa resposta, pois o que temia foi um pouco do que ajudei a colocar no verbete do Slobodan Milosevic, o cara que fez e aconteceu na Iugoslávia depois de Tito...
  • A verdade é que Moçambique ainda me é uma coisa muito distante... apesar dessa raiz de esquerda, de ter começado a vida política numa "Casa da Cultura" onde Machel ornava a parede junto a Che Guevara...
  • O problema aqui, não sei se posso explicar-me, é o racismo. Isto não tem definição racional, mas que dizer da historiadora já falecida de Caetité, Helena Lima (irmã do ex-Primeiro-Ministro Hermes Lima) que, não satisfeita em colocar no seu livro que "Caetité não tolera autoridades de cor parda" e, quando eu ia me casar chamou-me para uma reunião, onde ela começou a fala dizendo-me: "André, mulher é igual cachorro, se escolhe pela raça".
  • Joanna cresce neste meio. Cheio de idiossincrasias, de idiotices. Onde há um "cabelo bom" e um "cabelo ruim". Onde, pelo casamento, alguém "suja" ou "limpa" a família, dependendo do "ponto de vista"... Claro que minha visão é de que ela saiba quem vai ser o norte: que possa admirar um Lincoln, como a um Gandhi. Que saiba de um Luther King Jr., mas sobretudo que não deixe de conhecer e admirar alguém que foi maior ainda, e a "história" sonega: Luiz Gama.
  • Falei demais. Tudo porque tentei fazer um mapa, mas o resultado não me agradou. Dê uma olhada, foi a "surpresa" que lhe falei. Carreguei apenas para que possas ver onde estão os erros, e sugerir mudanças nas cores, por exemplo. Espero preparar uma nova versão, mais nítida.
  • Vê lá: Imagem:Moçambique mapa.gif...
forte abraço do Conhecer 10:08, 29 Março 2006 (UTC)

Mapa de Moçambique[editar | editar código-fonte]

OBRIGADÃO, André!!! Valeu, só tem um erro - que não é de sua responsabilidade, uma vez que no que está tem o mesmo - que você pode corrigir. E o convido a substituir o que está lá pelo seu (nosso!). Então o erro é a localização do Monte Binga que não está no Niassa, mas em Manica, a oeste de Chimoio, dentro daquela barriguinha da fronteira com o Zimbabwe.

Fui novamente visitar sua página (estou aprendendo coisas da História do Brasil, mas ela é tão grande como o próprio país... é uma vergonha como a gente aprende pouco das coisas importantes!) e gostei do Wiki-mapa-mundi. E vou ter que corrigir lá também a localização de Maputo - que ali está no lugar da Beira... Mas encontrei logo você, uma vez que já tinha ido visitar a sua terra!

Depois lhe falarei de racismo e de "ser uma minoria", coisa que só "aprendi" nos Estados Unidos da América... Abração.--Rui Silva 07:06, 30 Março 2006 (UTC)


Conhecer Moçambique é meu sonho[editar | editar código-fonte]

Rui, gostaria de aprender mais sobre a história e o povo de Moçambique. Sou brasileiro e nunca fui à África, mas creio firmemente que um dia terei esta oportunidade. Só não entendo certos vocábulos que os que falam a nossa língua no modo português de falar dão significados diferente dos que falam português ao modo braileiro. Por exemplo, a palavra bicha em Portugal quer dizer fila, mas no Brasil é um termo ofensivo que indica (ou insulta) que alguém é homossexual. Além disso, temos uma lista enorme de palavras que têm significados diferentes no Brasil e em Portugal. Li a afirmação acima, feita pelo baiano Conhecer de que aqui, no Brasil, vivemos uma situação oposta à de Moçambique quanto à questão racial e fiz uma observação na página de discussão dele que quero colocar aqui em baixo para que você veja:

André, li seu comentário nas discussões com um biólogo moçambicano de origem portuguesa. Gostaria apenas de informar que não é verdade que Rui Barbosa mandou queimar todos os documentos sobre escravidão no Brasil. Ao contrário, no Arquivo Nacional e nos arquivos da Justiça estaduais e municipais, Brasil afora, os documentos relativos à escravidão ainda estão disponíveis (as mais variadas fontes documentais oficiais e cartoriais). Não sei porque este mito se formou com tanta abrangência, mas posso imaginar que generalizaram demais. Se Rui Barbosa mandou queimar documentos para impedir que os fazendeiros reivindicassem indenizações, não foram os documentos cartoriais, paroquiais e da justiça que foram queimados, porque eles ainda existem e muitos historiadores, ao longo dos anos, vêm escrevendo análises históricas muito importantes para conhecermos o longo período escravista brasileiro. Além disso, em Salvador, como em muitos outros municípios brasileiros, pelo que sabe através de institutos oficiais de pesquisa, a maioria da população não é branca, mas negra ou afrodescendente (nos mais variados graus de mestiçagem). É questionável caracterizar a população brasileira, como um todo, pertencendo à "raça branca", porque o números oficiais e as pesquisas científicas demonstram que somos majoritariamente uma população não-branca (especialmente em regiões como o Nordeste, mas também no centro-sul do país). Também não podemos dizer que não haja uma forte e disseminada contribuição indígena na população deste país (pesquisas genéticas recentes têm demonstrado que mesmo a classe dominante e a elite brasileira possuem, apesar de sua aparência branca, genes de mulheres indígenas ou africanas. Ou seja, a maioria das famílias quatrocentonas do país tem, em seus gens, mesmo que não pareça, a presença das mulheres indígenas com as quais se casaram, ou se amasiaram, os portugueses inicialmente (desde a elite pernambucana e baiana até a elite paulista, herdeira dos famosos bandeirantes). Desculpe-me por estas observações. Somente quis contribuir com o conhecimento sobre nossa história. Alberto Nasiasene

24 de Julho[editar | editar código-fonte]

Rui, se bem me lembro o dia da elevação de Maputo a cidade é 10 de Novembro de 1887, embora algumas fontes considerem o dia 24 de Julho como o dia da cidade, não sei porquê. Na minha opinião o nome "24 de Julho" colonial deve ter tido a mesma origem do nome da avenida homónima de Lisboa: data da batalha de Lisboa, a 24 de Julho de 1834, em que os monárquicos liberais portugueses derrotaram definitivamente os monárquicos absolutistas.

Outro dado curioso é que, como outras artérias da então Lourenço Marques, a Av. 24 de Julho mudou de nome com a proclamação da República em Portugal a 5 de Outubro de 1910. Antes deste evento chamava-se Avenida Francisco Costa.

Quanto ao hífen ou não em Cahora Bassa, estive a ver fontes oficiais, incluindo o Boletim da República e mencionam as duas formas sem que possa discernir um critério para o seu uso. O mapa administrativo de Moçambique que uso não utiliza o hífen…

O mapa de Gaza que fiz foi um teste para ver se ajudava alguma coisa! Posso fazer das outras província também.

Vejo que estás mesmo muito criativo em artigos sobre Moçambique (sinto-me envergonhado), especialmente a “Lista do património edificado em Moçambique”. Um abração. Teixant 15:47, 9 Maio 2006 (UTC)

Sobre o 24 de Julho, a sentença de Mac Mahon parece ter sido definitivamente nessa data (http://groups.msn.com/k2ohbqmal0oreimb3r1uq1jlo6/general.msnw?action=get_message&mview=0&ID_Message=39092&LastModified=4675488557220227279). Agora o que não tenho a certeza é se o nome colonial da Avenida se refere a esta data ou à outra, a portuguesa!
No que respeita aos mapas nas páginas das províncias, em termos estéticos eu gosto muito mais do mapa de Gaza (embora este não seja o mapa que mandei ao André e te vou mandar, mas é esteticamente semelhante). Contudo, acho que as páginas províncias até podiam ter dois mapas: um pequeno, apenas indicando a localização da província no todo nacional e outro maior mostrando o "interior" da província /povoações, distritos, rios, estradas, etc.).
Dados de 1997? Eu tenho o CD do Censo (feito pela minha companhia), é disso que estás a falar? Bem, por agora é tudo, um abraço! Teixant 13:28, 10 Maio 2006 (UTC)

Ainda o/a 24 de Julho[editar | editar código-fonte]

Rui, bem vamos ao que sei:

A Av. 24 de Julho de Lisboa deve o seu nome à tal vitória dos liberais sobre os absolutistas. Isto foi-me confirmado por um funcionário da Câmara Municipal de Lisboa (o site da CML permite fazer esse tipo de perguntas on-line).

Quanto à Av. 24 de Julho de Lourenço Marques não tenho a certeza mas estou convencido que seria para comemorar a decisão do Mac Mahon. Também penso que não tenha sido considerada uma data "monárquica" mas sim uma data portuguesa, ou melhor, da colónia portuguesa de Moçambique, o que permitiu que os republicanos a adoptassem sem problemas. Afinal não houve uma descontinuidade histórica tão radical como houve com a independência. Mas, como disse, não tenho a certeza.

Moçambique foi colónia até 1951. Encontrei a seguinte citação no site "Companhia de Moçambique": "...formalmente alterada pela revisão constitucional de 1951: as designações «colónia» e «império» foram substituídas pelas correspondentes «província ultramarina» e «ultramar»." Depois tornou-se Estado, sem dúvida nos anos 60 ou 70, mas ainda não encontrei uma fonte. E pode ter sido Estado antes de ser Colónia também... Teixant 08:09, 17 Maio 2006 (UTC)

Descolonização portuguesa da África e Lourenço Marques[editar | editar código-fonte]

Olá Rui. Fez bem, não vou mexer nas suas alterações. Até porque você está mais dentro dos assuntos relacionados com Moçambique e descolonização do que eu. Abraço. --Santosga 15:09, 23 Abril 2007 (UTC)

Banco de Moçambique[editar | editar código-fonte]

Rui, realmente o entendimento que as pessoas têm da Wikipédia varia muitíssimo. Olha-me esta pérola de "revisão" que estava na página "Banco de Moçambique":

Ao, Recursos humanos e direccao de marketing

Assunto: Pedido de financiamento para estudar

Sou jovem Mocambicano, estudante no esterior. A questao e a seguinte, to a fazer um curso que nao e compativel segundo ao nosso sistema de educacao, fis 12classe grupo B e ca canhei com curso dos que fazem 12classe grupo c, nao to consiguindo me enquadrar e gostaria de mudar para(BBA -baxarelato em administracao de negocios), so que nao tenho condicoes de custear as proprinas. Gostaria atravez desta se me permitem pedir ao Banco deMocambique para me ajudar a custear as proprinas o curso tem duracao de 3anos, com finalidade a servir a instituicao ou caso contrario a renbolsar o financiamento apos a minha formacao, quer com juros, tudo sera a vosso criterio.

Sem mais subscrevo com esperanca que essa venhe merecer a vossa atencao e fico ansiosamente aguardando do vosso parecer.

Meus cumprimentos

Email:lujola0909@yahoo.com.br

Enfim!!! Teixant 07h52min de 31 de Julho de 2007 (UTC)

Com atraso...[editar | editar código-fonte]

...mas saiu! Image:Moçambique Nampula map.png... espero que tenha ficado a contento... (pra tu usares onde ficar melhor)... estou deveras destreinado em mexer com imagens! Abracim, Conhecer ¿Digaê 05:16, 28 Maio 2007 (UTC)

Moç map[editar | editar código-fonte]

Sei que não fui solicitado assim, diretamente, mas errado não podia ficar, não era? Então... pois, pois... desafiando o Commons e sua sanha apagacionista, fiz lá algo como: Image:Moçambique Manica prov.png e outras, inclusive geral, com e sem numeração, sem outros adicionais, como versão alternativa para aquelas pré-existentes... colocarei-as na category:Maps of Mozambique, então, mais tarde, passe para ver... e opinar, claro... Abracim, Conhecer ¿Digaê 17h54min de 7 de Junho de 2007 (UTC)

  • Oh, Mulungo esquecido... Citação: desmemoriado de Moç escreveu: «Mas as que você fez com a localização das províncias são duplicado das que estão em uso, apenas com cores diferentes.» - se fora apenas para mudar as cores, não ter-me-ia dado ao trabalho, mas o caso é que aqueles anteriores estão errados na configuração do território de duas das províncias... falamos disso, com certeza!

Quanto às imagens faltantes, queria antes saber se a nova versão fica melhor... as cores antigas, como disse, estavam apagadas... sem vida! Enfim, espero que possas ver o detalhe esquecido e, quiçá, aproveitar os links acima para algo... Oh, vida! Conhecer ¿Digaê 09h35min de 23 de Julho de 2007 (UTC)

Culpado!!![editar | editar código-fonte]

Tu!!! Tu foste o grande culpado!!!!

Criaste o Mwenemutapa sem entretanto fazer todos os redirects possíveis! Então, lá fui eu a criar o Reino Monomopata, pois que deparara-me com um link vermelho criado por mim mesmo...

Daí, fiz os redirects para lá, em Monomopata, Império Monomopata e...

E não somente isto... tinha eu criado um link vermelho em Império Mwenemutapa que, claro, virou mais um redirect... então, como tinha pesquisado no google apenas aquela primeira grafia, usada apenas na hu:wiki, achei que talvez o w no meio fosse uma forma usada na en:wiki e... achei o teu verbete - Mwenemutapa...

Daí, então, procedi ao julgamento no qual foste declarado, sem recurso para instâncias superiores, culpado! Sua pena, a ser cumprida o quanto antes, será a de fundir o meu com o vosso, e consertar todos os redirects, não importando se estás sem tempo, se tua participação aqui anda a minguar ou mesmo se achares que meu julgamento foi arbitrário e a pena injusta!

He, he... pronto! Considere-se intimado da sentença, pode começar a deslindar esse báratro no qual tu foste o único e verdadeiro culpado...

Abracim, pra dizer que num esquecemos dos velhos mulungos sumidos! Conhecer ¿Digaê 16h08min de 15 de Outubro de 2007 (UTC)

Duplamente culpado!!

E como lá eu poderia saber do PIDE? Tudo o quanto vi, e corri a fazer, foi o link vermelho... Enfim: há talvez algo de aproveitável para se fazer a fusão? Se não, há de se transformar em redirect para o local devido, criado por ti... mas creio que isto deva ser devidamente orientado por ti - afinal, isso não é motivo para se afastar dessas coisas! Antes, o contrário: é mais uma razão para delas se ocupar... Conhecer ¿Digaê 14h56min de 16 de Outubro de 2007 (UTC) (em nome dos pobres ignorantes em cousas tais)

Mutola[editar | editar código-fonte]

Oi, vi que vc é de ou mora em Moçambique. Fica então uma pergunta: como Maria Mutola é mais conhecida aí e em Portugal, no geral e pela imprensa, Maria Mutola, internacional de uso comum, me parece, ou Maria de Lurdes Mutola, nome inteiro? Sds Machocarioca 07h28min de 5 de Novembro de 2007 (UTC)Machocarioca

Então fiz a coisa certa em não mover para Maria Mutola antes de consultar um moçambicano. Já que ela é Maria Mutola internacionalmente e Lurdes Mutola aí (a fundação de onde se tirou a biografia, por sinal, é Fundação Lurdes Mutola) acho que Maria de Lurdes Mutola cobre tudo e está certo para o titulo.

Vou depois reescrever o texto e deixar no estilo das biografias de outros atletas de ponta na Wiki, estãa sem wikificação nenhuma e num tipo curriculo, tirado diretamente da pagina da fundação , ipsis literis, tremendo VDA. Vou dar um trato nele, deixando o que é relevante e adequando o estilo à Wiki.

Vc não conseguiria aí uma foto legal dela na Fundação dizendo que é para o artigo dela na Wikipedia e coisa e tal? Ficaria mais completo. Sou um grande entusiasta de Jogos Olimpicos e grandes legendas das Olimpiadas. Maria é uma das minha favoritas pela sua historia de vida e por ter chegado onde chegou, vindo de onde veio. Durante anos jornalistas de todo mundo tentaram insinuar alguma ligação sua ao doping pela estrutura física que tem, parece um homem de tão forte e feia, masculinizada. Feito a nossa Edinanci do judô, outra de vida dura e pobre. E em quinze anos, jamais Maria testou positivo em testes de doping, pra infelicidade de muito loiro de olhos azuis europeu que viu ela ridicularizar nas pistas todas as loiraças da Europa Oriental, que sempre dominaram o meio-fundo. Deve ser a heroina nacional de Moçambique, não? Abraços Machocarioca 22h10min de 5 de Novembro de 2007 (UTC)Machocarioca

Mutola[editar | editar código-fonte]

Oi Rui acredita que só agora vi sua resposta? Provavelmente pq vc respondeu no mesmo lugar da primeira e como entraram ao mesmo tempo msgs no fim da pag, não notei a sua antes.

Mas basicamente o que eu tinha te colocado era o seguinte: se vc aí nas suas andanças por Maputo, qualquer dia desses passando em frente ou perto da Fundação, (acredito que vc more em Maputo e a Fundação também seja aí hehe) não passava por lá e pedia uma foto da Maria cujos direitos sejam da Fundação, pra gente iustrar o verbete dela aqui.

Já estou dando uma melhorada no artigo dela, wikificando e adequando ao estilo, vai ficar faltando a fotinha ali :-) Sds Machocarioca 19h36min de 14 de Novembro de 2007 (UTC)Machocarioca


Nos entendemos sim.... olha só.... "uma foto da Maria cujos direitos sejam da Fundação" .. implicito aí, claro, que a Fundação entregue os direitos para a Wiki. (mas ela só pode abrir mão de direitos sobre algo do qual ela tenha esses direitos, certo? ) :-))

PS: eles devem ter fotos informais da Maria com crianças, essas coisas. Vc bem podia tentar.

Sds Machocarioca 06h56min de 15 de Novembro de 2007 (UTC)Machocarioca

"roda moinho, roda pião..."[editar | editar código-fonte]

Zóia... da úrtima veis qui eu mixi em citação de treco lá de Moç fui pará no castigo, entonces, vou logo avisano: aqui citei um moço chamado António Cabral que escreveu isso...

Iapois... só vim pra pidi duas coisa: uma, pra sabê se num errei de novo... outra, pra vê e sabê se os nomim tá certo ou tá errado ...

Deixando de lado os folguedos pueris, certos do vosso presto diligenciamento... Abracim de eu... Conhecer ¿Digaê 07h09min de 21 de Novembro de 2007 (UTC)

"...O mundo girou numa roda..." cantavam os poetas de cá...

(copiei, pois que é muita cousa - o Mulungo mulungou demais! He,he... e eram só 2 preguntinhas! kkk)

encontraste uma referência bonita, que não aproveitaste totalmente...

  • Eu sei! Mas ocorre que, justamente ali, nada tinha feito ainda... Ia falar só do Brasil, do Brasil falei de Portugal e fui atrás de Moç, como fazia e devíamos sempre fazer... Ficou apenas o miúdo compilado... e o link, para aquela preciosidade não apenas daí, mas deste elo universal que gira, como gira o mundo!

Se calhar, nunca bricaste ao pião;-)

  • E não mesmo! Mais adiante conto mais... mas efetivamente minha infância não coincidiu com as "modas" dos brinquedos: não vi as bolas de gude, nem os piões - que nunca, mas nunca, acertei a girar na roda... e o tal bambulê era para meninas.

Então, é assim, eu acredito que algumas crianças em Moçambique usem aqueles nomes, só que não são todos os nomes (há mais de 20 línguas de Moçambique), não dizem em que língua são - mas português, não é! - e a Wikipédia supostamente é para dar os sinônimos em português. Por exemplo, a palavra embondeiro que eu creio só se diz na minha terra (e se diz em todas as províncias!) vem nos dicionários, como poderás verificar. Então, eu não fico muito seguro com a utilização desses nomes:-(

  • Certo... mas a fonte, que era onde bebi a citar, já foi abalizada... o que me é de grande alívio, depois do trauma pregresso... he, he...

Agora, tu podias ter aproveitado a referência para, na seção dos jogos, dizeres como se joga cá na terra: à chicotada, para ficar a rodar quase indefinidamente, como escreveu o Cabral (não o Pedro... o António, que curiosamente é homônimo dum grande fotógrafo nosso), citando o António Prista (homônimo do meu fisioterapeuta!!! ou será ele mesmo?...).

  • Vi mesmo muita coisa, oh sábio Mulungo! Mas fiquei inda a remoer o velho trauma de citar indevidamente... tanto que fui ver algo que tinha certeza certezuda, que era o caso pionístico do Cardeal que brincava nos salões da Corte Lusitana de antanho... e deitei toda uma citação em domínio público...

E ainda há outro pião que não vem lá e de que eu gostava muito em menino: o "pião-pianinho" que era da mesma forma, mas grande e em lata, se punha a rodar com um parafuso que se puxava e empurrava para dentro do aparelhinho e, quando rodava, como a lata tinha uns furinhos, fazia o som duma flauta quando se sopra contra ela (não para dentro dela, já experimentaste?!).

  • Não sabia que tinha lá este nome... aqui inda os vendem, hoje baratos... mas nos idos (já não tão próximos) da minha infância, brincava com o dum primo, que não tinha recursos para tais arroubos mais dispendiosos...
Conhecer ¿Digaê 22 de Novembro de 2007 (?)

Primatologia[editar | editar código-fonte]

Aproveitando sua experiência

Incluí uma secção sobre Primatologia Moçambique está ok?

--Costa P.P.P.R. 16h30min de 13 de novembro de 2010 (UTC)

xxxxxxxxxxxxxx primatologia 2 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Olá grato pela revisão, as ligações que deixou a esclarecer (em vermelho) são significativas para entender a conservação de recursos florestais especialmente o conflito armado pós-independência e a situação da reserva de Pomene.

Idem a importância da Universidade do Zimbabwe, tratando-se de lugares para o estudo da primatologia.

Hora dessas, se puderes esclarecer para nós, a sinonímia entre os nomes populares e científicos das espécies referidas na região:

Penso ser útil para planejamento identificação de áreas de estudo e pesquisas em primatologia, pois são os sobreviventes.

Identifiquei o macaco cão como babuíno.

Tenho pensado no que falou sobre traduções e relações inter-wikis.

Até mais ver

--Costa P.P.P.R. (discussão) 10h50min de 1 de agosto de 2011 (UTC)

Machava[editar | editar código-fonte]

Caro Rui Silva: Agradeço a mensagem que me deixou. Diz-me que não pôde deixar o texto sobre a utilização da cadeia da Machava no período pós-independência, por falta de fontes. Estou pronto a reconhecer a sua boa-fé, mas não posso deixar de lembrar que tampouco são citadas fontes em relação à utilização da mesma infra-estrutura no período pré-independência, o que, todavia, não constituiu impedimento a que o texto fosse mantido. Por outro lado, uma boa fonte quanto à utilização da Machava no pós-independência é a minha própria experiência (e não é com orgulho, muito menos com prazer, que o digo). Enfim, tenho pouca fé que tal argumento sirva, mas não poderia deixar de o exprimir aqui. [Namaacha]