Vale de Jizreel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto.
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Na imagem acima, panorâmica do Vale de Jizreel visto do Monte Tabor, que marca o limite norte dessa pequena planície. O Vale de Jezreel é muito importante para a economia de Israel, com grande parte de sua produção agrícola vindo da suas numerosas fazendas coletivas (moshavim e kibutzim).

O Vale de Jizreel (em hebraico: עמק יזרעאל‎, transl. Emek Yizreél; em árabe: مرج ابن عامر‎, Marj ibn Ámer) é uma grande planície fértil e um vale interno no sul da região da Galileia, parte norte de Israel.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O Vale de Jizreel leva este nome da antiga cidade de Jizreel (conhecida em Árabe como Zir'in; em Árabe: زرعين‎) que estava localizada em uma pequena colina com vista para a margem sul do vale, embora alguns estudantes pensam que o nome da cidade originou-se do nome do clã que a fundou cuja existência é contada na Estela de Merneptá.[1]

História[editar | editar código-fonte]

As primeiras referências históricas datam dos séculos XV e XIII a.C, quando aconteceram respetivamente as guerras de Megiddo e Kadesh, onde os exércitos do antigo Egito dos faraós tentaram subjugar os cananeus. No periodo bíblico, as tribos de Aser, Zebulom e Isaccar detiveram o domínio do vale, a primeira na parte litorânea, a segunda no centro e a terceira na região que chega ao Rio Jordão. Os árabes chegaram no primeiro século da hégira, trazendo com eles o islã. Por ser local estratégico, de passagem de mercadores e viajantes que cruzavam a Palestina histórica, o Vale de Jizreel foi palco de inúmeras batalhas, a exemplo da batalha de Ein Jalut (عين جالوت), não longe do Monte Gilboa, em 1260. Nessa batalha sangrenta, os mamelucos lutaram contra os mongóis, que estavam a planejar invadir o Egito.

Depois da I Grande Guerra, os turcos foram substituídos pelos ingleses no controle da área (ver Mandato Britânico). Até 1949, porém, a maioria das terras da região ainda estava em mãos de donos árabes, e muitos deles fugiram ou foram expulsos durante o conflito, e hoje o Vale de Jizreel é uma área predominantemente judaica. Os judeus começaram a chegar em massa no começo dos anos 20, e fundaram inúmeros kibutzim e moshavim, inclusive Nahalal, o mais antigo moshav, que foi criado em 1921.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Também conhecido como Vale de Esdrelon (ou ainda como Planície de Esdrelon), o vale é limitado ao sul pelos planaltos de Samaria e pelo Monte Gilboa, ao norte pela Baixa Galileia, ao oeste pela cordilheira do Monte Carmelo e ao leste pelo Vale do Jordão. É a vertente norte do que um dia foi um braço do Mar Morto, antes deste ter-se separado do Mediterrâneo, há muitos milhares de séculos. Estando no norte do país, o vale é servido por chuvas mais que o sul, o que favorece a agricultura. O Rio Kishon atravessa-o, desembocando na cidade de Haifa.

Principais cidades[editar | editar código-fonte]

  • Afula, 40000 habitantes. Cidade em desenvolvimento, é o principal centro econômico do vale, sendo conhecida como sua "capital". É a maior cidade judaica da Galileia, embora em população seja menor que Nazaré, de maioria árabe.
  • Bet Shean, 17000 habitantes. Pequena cidade, importante ponto de referência para os povoados do sul do Lago Kinneret e do norte do Vale do Jordão.

Referências

  1. Cheyne and Black, Enciclopédia Bíblica