100 metros com barreiras

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100 metros com barreiras
Olímpico desde Munique 1972
Desporto Atletismo
Praticado por mulheres
Campeã olímpica
Mulheres Jasmine Camacho-Quinn
 Porto Rico
Campeã mundial
Mulheres Nia Ali
 Estados Unidos

100 metros com barreiras é uma prova olímpica do atletismo. Seu equivalente masculino são os 110 metros com barreiras.

A prova é disputada numa reta onde raias de corrida estão demarcadas. A largada é feita a partir de blocos de partida no chão da pista, como as demais provas de velocidade do programa olímpico. Nos seus cem metros de extensão são dispostas 10 barreiras; a primeira surge treze metros depois da linha de partida, as seguintes têm 8.5 metros de intervalo entre si e depois da última barreira há um percurso de 10.5 metros até à linha da meta. As barreiras têm 83,8 cm e são colocadas de modo a que caiam para a frente, caso sejam tocadas pela corredora. O toque ou mesmo a derrubada de barreiras não é motivo de desqualificação já que, geralmente, afeta de forma negativa o tempo obtido pela concorrente. A competidora pode ser desclassificada caso invada a raia de outra atleta ou tenha um tempo de reação ao sinal de largada inferior a 0.1s, considerado uma largada falsa.[1]

História[editar | editar código-fonte]

As provas de barreira derivam de uma corrida disputada numa distância de cem jardas com barreiras de madeira colocada a intervalos dela, na Inglaterra na década de 1830. Os primeiros Jogos Femininos Mundiais, em 1922, tiveram uma prova destas. Ela apareceu pela primeira vez na maneira como é hoje em Los Angeles 1932, com distância de 80 metros [1] e foi disputada como modalidade olímpica assim até Cidade do México 1968, sendo estão esticada e padronizada para 100 m a partir dos Jogos de Munique 1972. A primeira campeã olímpica da distância foi Annelie Ehrhardt da extinta Alemanha Oriental.[2] O recorde mundial é 12.20 e pertence à norte-americana Kendra Harrison, que em julho de 2016 quebrou por 0.01s a antiga marca da búlgara Yordanka Donkova que durou por 28 anos.[3]

Na Rio 2016, os Estados Unidos conseguiram pela primeira vez na história da prova em Olimpíadas conquistar as medalhas de ouro, prata e bronze e foi também a primeira vez que atletas norte-americanas conquistaram todos os lugares no pódio em qualquer evento olímpico de qualquer esporte.[4]

Recordes[editar | editar código-fonte]

De acordo com a Federação Internacional de Atletismo – IAAF.[5]

Recorde
Tempo
Atleta
País
Data
Local
Recorde mundial 12.20 Kendra Harrison Estados Unidos 22 julho 2016 Londres
Recorde olímpico 12.26 Jasmine Camacho-Quinn Porto Rico 31 julho 2021 Tóquio 2020

Melhores marcas mundiais[editar | editar código-fonte]

As marcas abaixo são de acordo com a Federação Internacional de Atletismo – IAAF.[6]

Posição Tempo Atleta País Data Local
1 12.20 Kendra Harrison Estados Unidos 22 julho 2016 Londres
2 12.21 Yordanka Donkova Bulgária 20 agosto 1988 Stara Zagora
3 12.24 Yordanka Donkova Bulgária 28 agosto 1988 Stara Zagora
12.24
Kendra Harrison
Estados Unidos
28 maio 2016
Eugene
5 12.25 Ginka Zagorcheva Bulgária 8 agosto 1987 Drama
6 12.26 Yordanka Donkova Bulgária 7 setembro 1986 Ljubljana
12.26 Ludmila Narozhilenko Equipa Unificada nos Jogos Olímpicos 6 junho 1992 Sevilha
12.26 Brianna Rollins Estados Unidos 22 junho 2013 Des Moines
12.26 Jasmine Camacho-Quinn Porto Rico 31 julho 2021 Tóquio
10 12.27 Yordanka Donkova Bulgária 28 agosto 1988 Stara Zagora

* A russa Ludmila Narozhilenko competiu pela União Soviética e pela Equipe Unificada da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) entre 1991 e 1992. Após a desintegração da União Soviética adotou o nome de casada de Ludmila Engquist e a cidadania sueca.

Melhores marcas olímpicas[editar | editar código-fonte]

As marcas abaixo são de acordo com o Comitê Olímpico Internacional – COI.[7]

Posição Tempo Atleta País Medalha Local
1 12.26 Jasmine Camacho-Quinn Porto Rico Tóquio 2020
2 12.35 Sally Pearson Austrália ouro Londres 2012
3 12.37 Joanna Hayes Estados Unidos ouro Atenas 2004
12.37 Jasmine Camacho-Quinn Porto Rico ouro Tóquio 2020
12.37 Dawn Harper Estados Unidos prata Londres 2012
6 12.38 Yordanka Donkova Bulgária ouro Seul 1988
7 12.39 Sally Pearson Austrália Londres 2012
8 12.40 Britany Anderson Jamaica Tóquio 2020
9 12.41 Jasmine Camacho-Quinn Porto Rico Tóquio 2020
10 12.43 Lolo Jones Estados Unidos Pequim 2008

* A marca de Sally Pearson (12.39) foi obtida nas semifinais de Londres 2012; a marca de Lolo Jones (12.43) foi obtida na semifinal 1 de Pequim 2008. As marcas de Jasmine Camacho-Quinn (12.26 e 12.41) foram obtidas nas semifinais e nas eliminatórias de Tóquio 2020. A marca de Britany Anderson foi obtida na semifinal de Tóquio 2020.[8]

Marcas da lusofonia[editar | editar código-fonte]

País Marca Atleta Ano Local
Brasil 12.71 Maurren Maggi 2001 Manaus [9]
Portugal 13.14 Isabel Abrantes 2000 Coimbra [10]
Angola 14.01 Witney Barata 2012 Lisboa [11]
Cabo Verde 15.50 Sandra Moreira 2011 Lisboa [12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Discipline». IAAF. Consultado em 6 de setembro de 2015 
  2. «Athletics at the 1972 München Summer Games: Women's 100 metres Hurdles». Sportsreference. Consultado em 6 de setembro de 2015 
  3. «HARRISON HURDLES TO WORLD RECORD IN LONDON – IAAF DIAMOND LEAGUE». IAAF. Consultado em 23 de julho de 2016 
  4. «Rio Olympics 2016: US women sweep medals in 100m hurdles». BBC. Consultado em 18 de agosto de 2016 
  5. «HURDLES - 100 METRES HURDLES». IAAF. Consultado em 6 de setembro de 2015 
  6. «All time best». IAAF. Consultado em 6 de setembro de 2015 
  7. «48 PAST OLYMPIC GAMES». OIC. Consultado em 24 de abril de 2013 
  8. «100 METRES HURDLES WOMEN Results». World Athletics. Consultado em 1 agosto 2021 
  9. «Recordes». CBat. Consultado em 1 de setembro de 2015. Arquivado do original em 23 de setembro de 2015 
  10. «RECORDES DE PORTUGAL». FPA. Consultado em 1 de setembro de 2015. Arquivado do original em 24 de setembro de 2015 
  11. «estatisticas». FAA. Consultado em 1 de setembro de 2015 
  12. «Tabela de Records de Cabo Verde». FCA. Consultado em 1 de setembro de 2015. Arquivado do original em 24 de setembro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]