Antônio Carlos Biscaia

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Antônio Carlos Biscaia
Foto: Antonio Cruz/ABr

Antônio Carlos Silva Biscaia (Curitiba, 3 de junho de 1942) é um procurador e político brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Biscaia foi Promotor de Justiça, promovido ao cargo de Procurador de Justiça, do Estado do Rio de Janeiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Antônio era um procurador do Estado à época da prisão de Castor de Andrade. Eleito deputado federal em 2002, foi o presidente da CPI dos Sanguessugas em 2006. Foi também secretário nacional de Segurança Pública em 2007.

Em 2006 Antônio não se reelegeu ficando na primeira suplência, mas em 2008, com a licença de Edson Santos, que foi empossado como ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, voltou a ocupar uma cadeira no Legislativo federal. Em 16 de abril de 2009, durante depoimento de Daniel Dantas à CPI dos Grampos, defendeu o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público durante a Operação Satiagraha.[1] Em 20 de abril, assinou, ao lado de parlamentares como Eduardo Suplicy, Wellington Salgado de Oliveira e Inácio Arruda, um manifesto contra o afastamento do juiz Fausto De Sanctis, que ordenou a prisão de Dantas.[2] Em 2010 candidatou-se novamente a deputado federal sem sucesso.

Livro[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2012 a biografia "Biscaia", escrita por Marcelo Auler, foi lançada pela Cassará Editora. O livro inclui fatos, bastidores e revelações de períodos marcantes de sua vida pública e política. Nessa biografia, o promotor que enfrentou em 1994 o crime organizado no Rio de Janeiro, fala sobre sua atuação no Executivo como integrante da equipe do ex-presidente Lula e no Congresso Nacional, onde exerceu mandato de deputado federal em três legislaturas diferentes durante sete anos e seis meses.

O livro traz detalhes da famosa operação de 1994, que apreendeu listas com registro de pagamentos de propinas a mais de 200 pessoas, entre juízes, policiais, políticos, empresários, e outras. Revela que, em 1991, quando fez a denúncia contra os bicheiros, sofreu tentativa de corrupção pelo então presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Nader. Ainda como procurador, viveu outros momentos dramáticos, a exemplo da Chacina da Candelária, em setembro de 93; e da Chacina de Vigário Geral.

Depoimentos do ex-presidente Lula, juíza Denise Frossard, o advogado Eduardo Seabra Fagundes, o ex-governador Tarso Genro (RS) e o deputado Paulo Rubem coroam a biografia. Denise resume o que Antônio passou: “Sofreu ameaças, atentados, calúnias, difamações, enfim, o que ocorre com aqueles que têm a coragem – e eu adiciono: audácia – de enfrentar organizações criminosas”.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Referências

  1. AMORIM, Paulo Henrique (20 de abril de 2009). «Biscaia defendeu Protógenes e atacou Dantas». Blog Conversa Afiada. Consultado em 2 de dezembro de 2017. Cópia arquivada em 22 de abril de 2009 
  2. Alfaia, Iram (20 de abril de 2009). «Parlamentares lançam manifesto em apoio ao juiz De Santics». Portal Vermelho. Consultado em 1 de dezembro de 2017