Barra Longa

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Município de Barra Longa
Bandeira de Barra Longa
Brasão de Barra Longa
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1 de janeiro de 1939 (79 anos)
Gentílico barra-longuense[1]
Padroeiro(a) São José
CEP 35447-000
Prefeito(a) Elísio Pereira Barreto (MDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Barra Longa
Localização de Barra Longa em Minas Gerais
Barra Longa está localizado em: Brasil
Barra Longa
Localização de Barra Longa no Brasil
20° 16' 58" S 43° 02' 27" O20° 16' 58" S 43° 02' 27" O
Unidade federativa Minas Gerais
Região
intermediária

Juiz de Fora IBGE/2017[2]

Região
imediata

Ponte Nova IBGE/2017[2]

Municípios limítrofes Dom Silvério, Alvinópolis, Mariana, Acaiaca, Ponte Nova, Rio Doce
Distância até a capital 172 km
Características geográficas
Área 383,628 km² [1]
Distritos Barra Longa (sede) e Bonfim da Barra[3]
População 5 250 hab. estatísticas IBGE/2018[4]
Densidade 13,69 hab./km²
Altitude 400 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,624 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 51 944,79 mil IBGE/2015[6]
PIB per capita R$ 8 957,54 IBGE/2015[6]
Página oficial
Prefeitura www.barralonga.mg.gov.br

Barra Longa é um município brasileiro do interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população estimada em 2018 era de 5 250 habitantes.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Barra Longa nasceu de uma capela primitiva levantada em São José do Gualacho do Norte, ou São José da Barra de Matias Barbosa, instalada em 1729. Pertencia à freguesia do Furquim. O bandeirante Francisco Bueno de Camargo esteve na barra do ribeirão do Carmo com o Gualacho, no Guarapiranga, encerrando o desbravamento da região: levantou em 1702 uma capela a São José que hoje chama Barra Longa. Freguesia por sua vez em 1741, vigararia colativa em 1752.

Nela havia o solar intitulado Casa da Barra, do mestre-de-campo Matias Barbosa da Silva, potentado mineiro. A matriz data do final do século XVIII e tem armas de Portugal. Localizada na comarca de Ponte Nova, na confluência do ribeirão do Carmo com o rio Gualaxo do Norte.

Capela de São José da Barra do Gualacho ou Barra de Matias Barbosa, erigida pelo ajudante José Ferreira Torres, com escritura de 25 de março de 1729. Bênção dada na mesma data pelo padre Pascoal Moreira Falcão. Freguesia por provisão de 21 de outubro de 1741 pelo bispo Dom frei João da Cruz. A viúva do coronel, D Luisa de Souza Oliveira, doou à capela "uma roça com duas casas de vivenda, com horta e pomar de espinho, capoeiras, catingas e matas virgens", escritura de 26 de janeiro de 1744. Construída nova matriz meia légua abaixo, provisão de 7 de novembro de 1748 por iniciativa da Irmandade do Santissimo Sacramento... mas consta só ter-se iniciado a obra em 1774. Arouca, entalhador Francisco Vieira Servas, fizeram o altar-mor com retábulo encimado por escudo de armas portuguesas, colunas, nicho, arcos, arco-cruzeiro, dois formosos anjos de vulto, etc.

Esse potentado, o coronel Matias Barbosa da Silva, morto em 25 de julho de 1742 foi assim descrito em carta de Lisboa, em 1736, por Martinho de Pina Proença: «interessando-se sempre nos contratos reais, abrindo caminhos e povoando sítios.» Tinha enorme fortuna ao morrer: ouro em pó, ouro lavrado, prata lavrada, grande fazenda na barra dos Gualachos, sítio, outro síitio no rioGualacho, terras minerais em Guarapiranga, outros quatro sítios na Picada de Goiás, duas sesmarias, casas do Rio, outras duas em Vila Rica, em uma só fazenda teria 200 escravos! Em seu testamento, determinava a celebração de 5.200 missas por sua alma.

Vista da cidade cortada pelo rio Doce em julho de 2016, oito meses depois do rompimento de barragem em Mariana em novembro de 2015.

A capela de São José da Barra do Gualacho ou Barra de Matias Barbosa foi erigida pelo ajudante José Ferreira Torres, escritura de 25 de março de 1729. A bênção foi dada na mesma data pelo Padre Pascoal Moreira Falcão. Freguesia por provisão de 21 de outubro de 1741 do Bispo Dom frei João da Cruz.

A viúva do coronel, D. Luisa de Souza Oliveira, doou à capela «om duas casas de vivenda, com horta e pomar de espinho, capoeiras, catingas e matas virgens» por escritura de 26 de janeiro de 1744. Foi construída uma nova matriz meia légua abaixo, por provisão de 7 de novembro de 1748, por iniciativa da Irmandade do Santíssimo Sacramento, mas consta só ter-se iniciado a obra em 1774. Seu engenheiro foi Arouca, trabalhando nela o entalhador Francisco Vieira Servas: altar-mor com retábulo encimado por escudo de armas português, colunas, nicho, arcos, arco-cruzeiro, dois formosos anjos de vulto.

Em novembro de 2015, o município foi um dos afetados pelo rompimento de barragem ocorrido em Mariana. A lama da barragem de rejeitos da Samarco que atingiu o rio Gualaxo do Norte e posteriormente o rio Doce provocou uma súbita enchente na cidade e em comunidades rurais, além de desabastecimento e intoxicação em moradores em função de metais pesados.[7][8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[9] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Juiz de Fora e Imediata de Ponte Nova.[2] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Ponte Nova, que por sua vez estava incluída na mesorregião da Zona da Mata.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Barra Longa». Consultado em 12 de outubro de 2018.. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2018 
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 12 de outubro de 2018. 
  3. Instituto de Geoinformação e Tecnologia (IGTEC) (30 de junho de 2017). «Relação de 1727 Distritos de Minas Gerais, sendo 853 Distritos Sedes Municipais». Fundação João Pinheiro (FJP). p. 70. Consultado em 12 de outubro de 2018.. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2018 
  4. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2018). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2018» (PDF). Consultado em 12 de outubro de 2018. 
  5. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 12 de outubro de 2018.. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  6. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2015». Consultado em 12 de outubro de 2018.. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2018 
  7. Camilla Veras Mota (26 de março de 2018). «Exames constatam intoxicação por metais pesados em moradores de cidade atingida pelo desastre de Mariana». BBC Brasil. Consultado em 12 de outubro de 2018.. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2018 
  8. José Marques (26 de abril de 2016). «Seis meses após tragédia, poeira de lama da Samarco invade cidade de MG». Folha de S.Paulo. Consultado em 12 de outubro de 2018.. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2018 
  9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 12 de outubro de 2018.. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2018 
  10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 82–85. Consultado em 12 de outubro de 2018.. Cópia arquivada (PDF) em 12 de outubro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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