Busby Berkeley

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Busby Berkeley
Nome completo William Berkeley Enos
Nascimento 29 de novembro de 1895
Morte 14 de maio de 1976 (80 anos)
Ocupação Diretor de cinema
Coreografo
Atividade 1901–1971
Indicações
1938 — Varsity Show
Oscar de melhor coreografia
1937 — Gold Diggers of 1937
Oscar de melhor coreografia
1936 — Gold Diggers of 1935
Oscar de melhor coreografia

William Berkeley Enos, mais conhecido como Busby Berkeley (Los Angeles, 29 de novembro de 1895 - Palm Springs, 14 de março de 1976) foi um coreógrafo e cineasta norte-americano.

Coreografo prestigiado, Berkeley dominou o cinema musical norte-americano nas décadas de 30 e 40, foi responsável por lançar no cinema o comediante Eddie Cantor, e pela consagração de astros como Dick Powell, Ginger Rogers e Esther Williams, além de Carmen Miranda que também teve parte de sucesso ligada às suas coreografias. Seus musicais, na época da grande depressão econômica norte-americana salvaram da falência a hoje poderosa Warner Bros. Pictures. Mais tarde, ele faria celebres musicais na MGM e criou para a cantora Doris Day o seu último filme, Billy Rose's Jumbo já na década de 60. Berkeley tornou-se conhecido pelos seus truques com efeito caleidoscópio, que consiste em movimentar a câmera lentamente partindo do detalhe ate o conjunto, principalmente nas cenas de dança.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Notável pelas coreografias elaboradas e extravagantes que criou no cinema, Berkeley revolucionou o gênero musical nos anos que se seguiram a depressão. Em sua fase mais criativa, foi responsável pela coreografia dos musicais de 1933 Rua 42, Belezas em Revista e Cavadoras de Ouro, além de trabalhar no clássico O Mágico de Oz de 1939 e no filme Entre a Loura e a Morena de 1943, estrelando Alice Faye e Carmen Miranda.[2]

Fora das telas, a sua vida era igualmente dramática. Berkeley brigou com Judy Garland depois de se mudar para o estúdio rival, a MGM, e foi excluído da direção de Louco por Saias (1943) depois de brigar com uma estrela do filme.[3] Em termos pessoais, foi casado por seis vezes e em 1935 teve de lidar com um escândalo devido a um acidente de viação que levou à morte de duas pessoas e a cinco feridos, tendo algumas testemunhas afirmado em tribunal que coreografo "cheirava a álcool".[4]

Berkeley morreu em 14 de março de 1976 em Palm Springs, Califórnia, aos 80 anos de idade de causas naturais.[5] Ele está enterrado no Desert Memorial Park em Cathedral City, Califórnia.[6]

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Falecimentos: Busby Berkeley Jornal do Brasil (17 de março de 1976). Visitado em 28 de agosto de 2015.
  2. Ryan Gosling pode viver Busby Berkeley, que dirigiu Carmen Miranda Uol (20 de março de 2014). Visitado em 19 de janeiro de 2015.
  3. Ryan Gosling vai trabalhar em filme sobre coreógrafo Busby Berkeley Folha de S. Paulo (20 de março de 2014). Visitado em 27 de novembro de 2014.
  4. Ryan Gosling pode protagonizar e realizar filme sobre Busby Berkeley c7nema.net/. Visitado em 27 de novembro de 2014.
  5. Johns, Howard, (2004). Palm Springs Confidential: Playground of the Stars. Fort Lee, New Jersey: Barricade Books. ISBN 1-56980-297-1.
  6. Brooks, Patricia; Brooks, Jonathan (2006). "Chapter 8: East L.A. and the Desert". Laid to Rest in California: a guide to the cemeteries and grave sites of the rich and famous. Guilford, CT: Globe Pequot Press. pp. 240–2. ISBN 978-0762741014. OCLC 70284362.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Busby Berkeley