Alice Faye

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Alice Faye
Alice Faye em 1941.
Nascimento 5 de maio de 1915
Nova York, Nova York
 Estados Unidos
Morte 9 de maio de 1998 (83 anos)
Rancho Mirage, Califórnia
 Estados Unidos
Cônjuge Tony Martin
(1937–1940)
Phil Harris
(1941–1995), 2 filhos
Ocupação Atriz, cantora
Principais trabalhos In Old Chicago
Alexander's Ragtime Band
Hello, Frisco, Hello
Página oficial
AliceFaye.com

Alice Faye, nome artístico de Alice Jeane Leppert (Nova York, 5 de maio de 1915Califórnia, 9 de maio de 1998) foi uma atriz e cantora americana lembrada como uma das mais populares estrelas da “Era de Ouro” do cinema hollywoodiano.

Apesar de ter conseguido seu primeiro papel em 1934, Alice Faye tornou-se popular entre o público apenas em 1938 quando o chefe dos estúdios Fox, Darryl F. Zanuck, planejou fazer um filme épico centrado no grande incêndio de Chicago, na época Zanuck esperava contar com Jean Harlow para estrelar o longa-metragem, mas Harlow morreu prematuramente, aos 26 anos, o diretor Henry King sugeriu Faye para o papel. Com um orçamento de quase US$ 2 milhões, No Velho Chicago se tornou uma produção de prestígio e ganhou seis indicações ao Oscar.[1] Em apenas seis anos, Alice Faye já era a estrela Nº1 da 20th Century Fox.

Posteriormente, Faye começou a ter problemas com Zanuck, que recusava deixá-la fazer trabalhos no rádio ou gravações de discos. Em 1940, Betty Grable a substituiria em Serenata Tropical, imediatamente, surgiram boatos rivalidade entre elas, fato que foi desmentido por ambas. O estúdio as uniram como irmãs em A Vida é uma Canção dirigido por Walter Lang, as performances musicais no filme, revelou as muito diferentes personalidades das duas, Grable foi gradualmente suplantando Faye como a nova estrelas dos musicais da Fox.

Alguns dos maiores triunfos de Faye, porém, ainda estavam por vim - como em Uma Noite no Rio, filme lançado em 1941 estrelado com Don Ameche e Carmen Miranda, no qual interpreta a baronesa Cecilia Duarte, Alô, América, uma representação animada do nascimento do rádio, co-estrelado por John Payne e Jack Oakie; e Aconteceu em Havana, um colorido musical de escapismo lançado no período da Segunda Guerra Mundial.

Depois do nascimento de seu primeiro filho, Faye voltou para as telas em Aquilo Sim Era Vida de 1943, onde ela apresentou pela primeira vez a música que ganhou o Oscar de melhor canção original, "You'll Never Know". Entre a Loura e a Morena foi o seu último papel em um grande musical, dirigido por Busby Berkeley o filme conta com uma série de números de produção longos e luxuosos.

Depois de uma participação especial como ela mesma em Quatro Moças num Jipe, Zanuck deu-lhe o papel principal no thriller de Otto Preminger Anjo ou demônio, mas furiosa com as edições feitas pelo chefe do estúdio, que havia cortado quase todas as suas cenas, incluindo o número musical Slowly, ela deixou o estúdio, voltando ao cinema 17 anos depois no remake Feira de Ilusões (1962).[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida na cidade de Nova York, ela foi filha de um oficial da polícia de ascendência alemã e sua esposa de ascendência irlandesa e americana, Charley e Alice Leppert.

A carreira de Faye, realmente começou em vaudeville como corista de um grupo de meninas, (vale dizer que ela não passou na audição para o Ziegfeld Follies, por ser jovem demais para o papel) antes de ela se mudar para Broadway e conseguir um papel para a versão de 1931 do filme George White's Scandals. Nesse período, ela já adotou o seu nome artístico e conseguiu uma outra audição para um programa de rádio chamado Rudy Vallee's The Fleischmann Hour, onde ela poderia ter conhecido pela primeira vez o seu parceiro de programa e futuro marido Harris.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Alice Faye (centro) com Jack Haley (esquerda), Don Ameche e Tyrone Power (direita), em uma cena do filme Alexander's Ragtime Band de 1938.

Alice conseguiu seu primeiro papel em 1934 quando a atriz Lilian Harvey desistiu de faze-lo para o filme George White's Scandals, o qual Rudy Vallee também participou. Contratada primeiro para fazer um número musical com Vallee, Alice começou a ter destaque. E se tornou um sucesso para o público na década de 1930, particularmente quando o grande proprietário da Fox, Darryl F. Zanuck, fez dela a sua favorita e protegida. De show girl a principiante, Faye de começo, selou uma figura materna, sendo escalada para fazer alguns filmes com a atriz-mirim Shirley Temple. Além disso, Faye selou uma imagem de loura mais madura, apesar de seus 20 e poucos anos. A grande alavanca em sua carreira foi o filme Alexander's Ragtime Band de 1938, no qual a sua ascensão (seu personagem se trata de uma moça que de cantora de bares, entra para fama) é dramatizada por sua elegância. Escalada para musicais na maioria, Faye cantou muitas músicas que logo viraram grandes sucessos. Considerada mais como cantora do que atriz, Faye cravou o que dizem muitos criticos, a sua melhor atuação no filme In Old Chicago de 1937. Ao longo desse período, Faye contracenou com Al Jolson, Charlotte Greenwood e Edward Everett Horton, como também fez par em seus filmes com Don Ameche, Tyrone Power e John Payne. Faye teve mais prestígio quando começou em filmes coloridos, atuando em musicais que foram marcos para a Fox, na década de 1940. Ela usualmente interpretava cantoras que se envolviam em situações que iam de sérias a cômicas. Filmes como Week-End in Havana e That Night in Rio (ambos com Carmen Miranda), fez bom uso da forte voz de Faye, de canções românticas, sérias até as animadas.

A carreira de Faye continuou em 1944 quando ela foi contratada para fazer o filme Fallen Angel. Realmente, esse filme não foi um grande sucesso (o que causou uma grande insatisfação a ela) e além de ter sido o seu último da Fox. Último por que Faye foi obviamente substituída por Betty Grable quando ela começou a ser a favorita dos musicais e por Linda Darnell em questão de conflitos em relação ao próprio filme. A carreira cinematográfica de Faye termina em 1945. Dezessete anos depois, Faye somente faria uma ponta no filme State Fair de 1962.

Casamento, programa de rádio e morte[editar | editar código-fonte]

Estrela de Alice Faye na Calçada da Fama de Hollywood.

O primeiro marido de Faye foi o ator Tony Martin. Eles se casaram em 1937 e terminaram em 1940. Um ano depois, ela conhece e se casa com o ator Phil Harris. O casamento se tornou um episódio de um programa de sucesso da rádio apresentado pelo agente de Harris, Jack Benny.

O casal teve dois filhos chamados Alice (1942) e Phyllis (1944), e começaram a trabalhar juntos em programas de rádio, no período em que a carreira cinematográfica de Faye declinava. O primeiro foi um de variedades chamado The Fitch Bandwagon da NBC em 1946. Em 1948, o programa passou a ser chamado de The Phil Harris-Alice Faye Show com o intuito de incluir um ar familiar e de sitcom ao show. O show durou até 1954.

Faye e Harris continuaram a fazer projetos sozinhos e juntos o resto de suas vidas. Faye retornou a Broadway após quarenta e três anos em uma nova versão de Good News, contracenando com seu velho parceiro de filme da Fox, John Payne (o qual foi substituído por Gene Nelson). Anos depois, Faye se tornou voluntária da Pfizer, promovendo virtudes sobre o estilo de vida de idosos. O casamento de Faye e Harris, durou até a morte dele em 1995. Três anos após a morte de seu marido, Alice Faye morreu em Rancho Mirage na Califórnia aos 83, vítima de câncer.[3]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Filme[editar | editar código-fonte]

Assinatura e pegadas de Alice Faye na calçada da fama do Teatro Chines.
Ano Filme Personagem Nota
1934 George White's Scandals Kitty Donnelly/Mona Vale Filme de estréia.
Now I'll Tell Peggy Warren
She Learned About Sailors Jean Legoi
365 Nights in Hollywood Alice Perkins
The Hollywood Gad-About Ela mesmo Curta-metragem.
1935 George White's 1935 Scandals Honey Walters
Every Night at Eight Dixie Foley/Dixie Dean
Music Is Magic Peggy Harper
1936 King of Burlesque Pat Doran
Poor Little Rich Girl Jerry Dolan
Sing, Baby, Sing Joan Warren
Stowaway Susan Parker
1937 In Old Chicago Belle Fawcett
On the Avenue Mona Merrick
You Can't Have Everything Judith Poe Wells
Wake Up and Live Alice Huntley
You're a Sweetheart Betty Bradley
Cinema Circus Ela mesma Curta-metragem.
1938 Sally, Irene and Mary Sally Day
Alexander's Ragtime Band Stella Kirby
1939 Tail Spin Trixie Lee
Rose of Washington Square Rose Sargent
Hollywood Cavalcade Molly Adair Hayden
Barricade Emmy Jordan
1940 Little Old New York Pat O'Day
Lillian Russell Helen Leonard/Lillian Russel
Tin Pan Alley Katie Blane
Screen Snapshots: Seeing Hollywood Ela mesma Curta-metragem
1941 That Night in Rio Baronesa Cecilia Duarte
The Great American Broadcast Vicki Adams
Week-End in Havana Sta. Nan Spencer
1943 Hello, Frisco, Hello Trudy Evans
The Gang's All Here Edie Allen
1944 Four Jills in a Jeep Ela mesma
1945 Fallen Angel June Mills
1948 Screen Snapshots: Hawaii in Hollywood Ela mesma Curta-metragem
1962 State Fair Sra. Melissa Frake Participação especial.
1976 Won Ton Ton: The Dog Who Saved Hollywood Secretária na portaria Participação especial.
1978 Every Girl Shoud Have One Kathy Participação especial.
The Magic of Lassie Garçonete Participação especial.
1985 We Still Are Ela mesma Curta-metragem
1994 Century of Cinema Ela mesma Documentário.
1995 Carmen Miranda: Bananas is my Business Ela mesma Documentário

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Filme Personagem Nota
1963 The Red Skelton Show Sra. Cavendish Episódio: "Children Should Be Seen But Not Had".
1980 The Love Boat Betty Layton Episódio: "Celebration/Captain Papa/Honeymoon Pressure".

Referências

  1. KEVIN THOMAS (16 de outubro de 2002). Portrait of a private woman: the real Alice Faye Los Angeles Times. Visitado em 18 de junho de 2015.
  2. TOM VALLANCE (11 de maio de 1998). Obituary: Alice Faye The Independent. Visitado em 18 de junho de 2015.
  3. ALJEAN HARMETZ (10 de maio de 1998). Alice Faye, Hollywood Star Who Sang for Her Man, Is Dead The New York Times. Visitado em 19 de março de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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