Carlo Mossy

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Carlo Mossy
Nome completo Moshe Avraham Goldszal
Moisés Abrão Goldszal
Nascimento outubro de 1946 (73 anos)
Tel Aviv,  Israel
Ocupação ator, diretor, roteirista e produtor
IMDb: (inglês)

Moisés Abrão Goldszal, conhecido como Carlo Mossy ou ainda O Rei da Pornochanchada (Tel Aviv, outubro de 1946), é um ator, diretor, roteirista e produtor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido como Moshe Abraham Goldszal em Tel Aviv, filho de judeus poloneses refugiados da Segunda Guerra, Mossy chegou ao Brasil aos 2 anos.[1] Originalmente, viria a se chamar Stanislaw, porém o médico rabino do Hospital Hadassah, onde Mossy nasceu, indicou a seus pais que ele se chamasse Moshe Abraham (que em português é Moisés Abrão), por ser um "nome de judeu".

Na década de 60, ao salvar o marchand de quadros falsos Fernand Legros de se afogar na praia de Copacabana, Mossy recebeu do milionário em agradecimento, durante três anos, recursos para estudar cinema, teatro e música na França, nos Estados Unidos e na Inglaterra. Durante esses três anos, Mossy manteve um relacionamento afetivo com Legros. Nesse período conheceu grandes estrelas de cinema e diretores famosos como Alec Guiness e Roman Polansky. No final dos anos 60 Mossy voltou ao Brasil, onde colocou em prática o que aprendera. Como ator, estréia em Copacabana me engana, de 1968. Em 1972 cria a Vidya Produções, produzindo, dirigindo e atuando de forma independente na cena cinematográfica da época. Embora sua especialidade fossem as comédias eróticas, a chamada pornochanchada, investiu também em filmes policiais e até infantis. Mossy fala fluentemente, além do português, o espanhol, inglês, francês, polonês e se comunica com facilidade em italiano e alemão. Mossy é pluri desportista até os dias de hoje e no futevôlei de praia que ele encontra sua melhor forma.

Passa alguns anos longe das telas e dos holofotes da mídia, retornando em 2003 com um papel no filme O Homem do Ano e aparições em novelas e longa-metragens.

Graças ao Canal Brasil, seus filmes são vistos e reavaliados por uma nova geração de pesquisadores, cinéfilos e críticos. Coroando esse movimento, em fevereiro de 2006 foi exibida uma retrospectiva de sua obra no Cine Odeon, Rio de Janeiro, durante quinze dias ininterruptos.

Trabalhos na TV[editar | editar código-fonte]

No Cinema[editar | editar código-fonte]

No Teatro[editar | editar código-fonte]

  • 1967 - Espírito da coisa (Claudio Barreto e Carlo Mossy)
  • 1967 - Quarenta quilates(Barillet & Gredy)
  • 1966 - Sim mamãe! (Claudio Barreto e Carlo Mossy)
  • 1966 - Nana (Yves Furet)
  • 1965 - Fantasio(Alfred de Musset)

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]