Castelo Branco (Mogadouro)

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Portugal Portugal Castelo Branco 
  Freguesia  
Vista panorâmica da aldeia
Vista panorâmica da aldeia
Brasão de armas de Castelo Branco
Brasão de armas
Castelo Branco está localizado em: Portugal Continental
Castelo Branco
Localização de Castelo Branco em Portugal
Coordenadas 41° 16' 37" N 6° 45' 22" O
País Portugal Portugal
Região Norte
Sub-região Alto Trás-os-Montes
Distrito Bragança
Concelho MGD.png Mogadouro
Administração
 - Tipo Junta de freguesia
 - Presidente José Carlos Ferreira Lopes
Área
 - Total 54,57 km²
População (2011)
 - Total 449
    • Densidade 8,2 hab./km²
Gentílico Albicastrense
Código postal 5200 130
Orago Nossa Senhora da Vila Velha ou Senhora da Assunção, São Bernardino de Siena e São Lourenço
Sítio Site de Castelo Branco e Blogue de Castelo Branco

Castelo Branco é uma freguesia portuguesa do concelho de Mogadouro, com 54,57 km² de área e 449 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 8,2 hab/km². Integrada no concelho fica situada a 12 km para sudoeste da sede concelhia, acesso pela EN 221. Situa-se a Norte da Serra de Lagoaça e perto da margem direita do rio Douro.[1]

Castelo Branco é terra de antigas e nobres tradições, com passado histórico-social muito importante, sobretudo na Idade Média e depois da intervenção de D. Dinis em 1319. As suas origens distam no tempo. Segundo narram os historiadores, e todos são concordantes neste aspecto, Castelo Branco não nasceu aí, mas junto à capela de Nossa Senhora da Vila Velha que está localizada a 1,5 km a noroeste da aldeia no"Cabeço dos Mouros" ou "Preijal" como chamam os antigos. Temos presentes e visíveis até nossos dias, vestígios de um castro com indícios de ser romanizado a julgar pelo espólio encontrado, moedas e várias antiguidades. As histórias populares associaram com paixão e carinho este lugar várias lendas de "mouras encantadas".

Foi Comenda dos Templários, passando em 1311, a Comenda da Ordem de Cristo "A igreja que os visitadores viram está hoje afastada da povoação, num cabeço chamado "Vila Velha". Mantém os três portais manuelinos, muito simples e uma inscrição evocativa de uma reforma em 1501. Terá aí nascido Castelo Branco. Junto à capela há ainda restos da antiga habitação dos antigos comendadores. As peregrinações feitas para ouvir missa nessa capela deram origem à povoação de Castelo Branco.[2][3] A Capela é o que restou de Santuário de certo renome que possívelmente foi responsável pela cristianização do povoado das minas do castro luso-romano existentes na região. Pertenceu ao termo de Santa Maria de Castelo Branco, então uma notável e desenvolvida comenda hospitalária. Foi mencionada em carta de foral e concedida por D. Manuel à Bemposta em 1512.

A lenda como sucede em todas as ruínas das civilizações extintas poetizou-as. Assim, segundo ela, os povos de Alfândega da Fé, localizada a 25 km distantes, vinham ouvir missa à capela da Nossa Sr.ª da Vila Velha e, como a viagem era longa descansavam e comiam as merendas num ameno vale onde depois alguns devotos estabeleceram residência, dando assim origem à actual povoação de Valverde (Mogadouro).

O tempo apagou a narrativa e o motivo que fez a aldeia mudar de lugar para o local atual.

Embora seja Mogadouro a Capital do Cogumelo, o facto é que é em Castelo Branco onde eles crescem em maior número e da mais fina qualidade. Rocos ou róculos (Macrolepiota procera), sanchas (lactarius deliciosus), míscaros (Boletus edulis) são facilmente encontrados e em grandes quantidades nas épocas certas.

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Castelo Branco [4]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
900 1 012 980 998 1 128 1 063 1 105 1 293 1 476 1 536 1 023 983 581 540 449

Por decreto de 28/07/1883 a freguesia de Estevais foi anexada a esta freguesia. Pelo decreto lei nº 27.424, de 31/12/1936, a freguesia de Estevais passou a fazer parte desta freguesia

Aldeias[editar | editar código-fonte]

A freguesia é composta por três aldeias:

  • Castelo Branco
  • Estevais
  • Quintas das Quebradas
Vista Panorâmica da aldeia.

Património[editar | editar código-fonte]

  • Palácio dos Pimentéis ou Solar dos Pimentéis– de planta rectangular – foi erguida certamente já na segunda metade do século XVIII, como parecem indicar certos elementos decorativos, particularmente as molduras das janelas, que ostentam parapeitos de brincos e o remate ondulado, caracteristicamente barroco, imprimindo movimento à composição. Os pináculos que coroam os cunhais indicam mesmo época bastante avançada para a construção da casa. Esta ostenta uma imponente fachada, articulada com largas pilastras, de bases pesadas e muito salientes, num tipo muito corrente no Norte por esta época" … "A mansarda central – outro indício da época relativamente avançada – conserva, entre as duas janelas, o grande brasão, magnífica peça heráldica."um dos mais elegantes edifícios do Distrito de Bragança, este solar com um brasão em granito clássico adquirido em 1795 data dos meados do século XVIII.
  • Ponte Romana - Ponte velha de Castelo Branco Mogadouro - A ponte tem a cesso pela estrada EN 221 (Mogadouro - Freixo Espada-à-Cinta), no caminho velho à entrada da aldeia do lado. Está junto da capela de São João tendo algumas casas de habitação nas proximidades. Para montante tem um pontão por onde passa a EN 221. Época Construção: Idade Média/Idade Moderna. Ponte de tabuleiro horizontal sobre dois arcos redondos iguais.[5] Construção de silhares de granito, do lado esquerdo, e de alvenaria de xisto no encontro direito. As aduelas dos arcos são em granito mostrando-se largas e curtas com extradorso pouco regular. Tem contraforte no pegão com talhamar triangular não possuindo talhante. Não conserva as guardas. O pavimento é de lajes de granito, no troço central, e de calçada de godos nas entradas. Mostra nos arcos as cavidades dos agulheiros. Tipologia: Arquitectura civil pública, medieval e moderna. Ponte medieval reconstruída, de tabuleiro horizontal sobre dois arcos redondos iguais. Parece seguir o mesmo modelo que a vizinha ponte de Vilarinho dos Galegos. Características Particulares: Parece ter sofrido muitas obras de reconstrução patentes nos diferentes tipos de aparelho de construção e de revestimento do pavimento. Dados Técnicos: Estrutura mista. Materiais: Granito, aduelas e silhares; xisto, alvenaria..[6]
  • Igreja Matriz de Castelo Branco / Igreja de Nossa Senhora da Assunção– A actual igreja substituiu uma outra, muito antiga que devia remontar ao século XII. Uma das primeiras informações que temos sobre a mesma, data do início do século XVI. No interior da Igreja quase tudo se conserva igual à remodelação efectuada em 1793. Tem uma nave única, rectangular e dividida em três tramos por dois arcos de diafragma. O arco triunfal divide a nave da capela-mor característica que era usual sobretudo nas igrejas mais ricas da diocese. No exterior conserva ainda uma cruz de gomos que provavelmente é quinhentista.
  • Capela de Nossa Sr.ª da Vila Velha – Santuário de um culto muito antigo que a julgar pelo espólio ali encontrado cristianiza as ruínas de um Castro Luso – Romano ali existente.
  • Fontes Romanas e Pontes Romanas na freguesia e aldeias anexas.
  • Ponte da Quinta das Quebradas
  • Igreja de Estevais
  • Capela de Nossa Senhora das Graças
  • Fontes em Castelo Branco
  • Atalaia do Pendão
  • Povoado de Casas de Baixo / Povoado de Estevais

Festividades[editar | editar código-fonte]

Artesanato[editar | editar código-fonte]

  • Miniaturas em madeira,
  • Estatuetas em gesso;
  • Tapeçaria,
  • Colchas em lã e linho
  • Rendas
  • Bordados regionais

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Figuras Ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Conforme cita o site da Câmara Municipal de Mogadouro». Mogadouro.pt 
  2. «Outras citações sobre a origem de nossa terra». Concelhos.dodouro.com 
  3. Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa duraEditora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães -
  4. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  5. Portaldahabitacao.pt http://www.portaldahabitacao.pt/pt/portal/ihru/  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  6. Bibliografia: MOURINHO JÚNIOR, A. R., Memórias do Tempo dos Távoras no Nordeste Transmontano, Brigantia, 5 (2 - 4), Bragança, 1985, p. 670 - 671

Ligações externas[editar | editar código-fonte]