Dassault-Breguet Super Étendard

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Super Étendard
Picto infobox Mig 29.png
Um Super Étendard a catapultar no convés de vôo do Clemenceau (16 de Julho de 1997)
Descrição
Tipo / Missão Caça de ataque
País de origem  França
Fabricante Dassault-Breguet Aviation
Período de produção 1974-1983
Quantidade produzida 85 unidade(s)
Desenvolvido de Dassault Étendard IV
Primeiro voo em 28 de outubro de 1974 (41 anos)
Introduzido em junho de 1978
Tripulação 1
Especificações
Dimensões
Comprimento 14,31 m (46,9 ft)
Envergadura 9,60 m (31,5 ft)
Altura 3,86 m (12,7 ft)
Área das asas 28,4  (306 ft²)
Alongamento 3.2
Peso(s)
Peso vazio 6 500 kg (14 300 lb)
Peso máx. de decolagem 12 000 kg (26 500 lb)
Propulsão
Motor(es) 1 x turbojato SNECMA Atar 8K-50
Força de empuxo (por motor) 5 000 kgf (49 000 N)
Performance
Velocidade máxima 1 380 km/h (745 kn)
Alcance bélico 850 km (528 mi)
Alcance (MTOW) 1 820 km (1 130 mi)
Teto máximo 13 700 m (44 900 ft)
Razão de subida 100 m/s
Armamentos
Metralhadoras / Canhões 2 x canhões DEFA 552 de 30 mm (1,18 in)
Foguetes 4 x pods Matra com 18 foguetes SNEB de 68 mm (2,68 in) ou
Mísseis 1 x AM-39 Exocet anti-navio ou
1 x Air-Sol Moyenne Portée míssil nuclear ou
2 x AS-30L ou
2 x Matra Magic mísseis ar-ar
Bombas Convencionais não guiadas e guiadas a laser, provisão para uma bomba nuclear de queda livre AN-52
Notas
Outros: Provisão para um pod de reabastecimento aéreo
Dados de: All The World's Aircraft 1982–83[nota 1], Air Power Classics[1] e Jet Bombers[nota 2]

O Dassault-Breguet Super Étendard é uma aeronave militar francesa que pode ser utilizado a partir de porta-aviões, é um caça-bombardeiro a serviço da Aviation Navale e da Marinha Argentina. Uns poucos voaram nas mãos da Força Aérea Iraquiana por um breve período na Guerra Irã-Iraque.

Projeto e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

É um desenvolvimento do primeiro Dassault Étendard IV, que originalmente seria substituído pela versão navalizada do SEPECAT Jaguar, Jaguar M, até que esse plano foi embargado por problemas políticos.

O primeiro protótipo voou em 28 de Outubro de 1974. A Marinha Francesa ordenou inicialmente a compra de 60 unidades do novo modelo, que foram entregues em Junho de 1978 e a Marinha Argentina pediu 14 unidades. O Super Étendard foi desenvolvido em conjunto com uma nova versão Ar-Terra do míssil antinavio da Aérospatiale, o AM 39 Exocet, alguns destes foram enviados à Argentina.

História Operacional[editar | editar código-fonte]

Desenho do Dassault-Breguet Super Étendard

Argentina[editar | editar código-fonte]

A Marinha Argentina adquiriu 14 Super Étendards em 1980, depois que os Estados Unidos negaram a possibilidade de substituir seus A-4Q Skyhawks. Havia um "Embargo de Armas" devido às violações de direitos humanos devido à Guerra Fria.

Os pilotos argentinos haviam utilizado os aviões franceses em treinamentos entre Novembro de 1980 e Agosto de 1981 na França, porém ao estourar a Guerra das Malvinas, haviam recebido somente 45 horas de voo neste tipo de avião.[2] Entre Agosto e Novembro de 1981, cinco Super Etendards e cinco Exocets foram enviados à Argentina. Os cinco mísseis foram utilizados durante o conflito, um dos mísseis destruiu o HMS ''Sheffield'' e o outro no navio de apoio Atlantic Conveyor empregando dois mísseis em cada um dos ataques. O quinto míssil foi lançado contra o HMS Invincible. Fontes britânicas informaram que foi destruído por fogo amigo do HMS Avenger por um canhão de 114 mm.

Logo depois da Guerra das Malvinas, o Comando de Aviação Naval (COAN) da Marinha Argentina recebeu as unidades restantes que fizeram completar os 14 aviões pedidos. Terminada as reformas do porta-aviões leve ARA Veinticinco de Mayo (V-2) (POMA), começaram a operar, formando parte de seu GAE (Grupo Aeronaval Embarcado); no dia 18 de Abril de 1983, el Capitão de Corveta Augusto Bedacarratz, aterrissou pela primeira vez no V-2. Até meados de 1988 continuaram fazendo parte do GAE, junto aos Grumman S-2 Tracker e os Douglas A-4Q Skyhawk, nesta data, o 25 de Mayo entrou em reformas que nunca foram completadas e o navio, finalmente, foi desmantelado no final dos anos 90, em Alang, Índia.

Foto de um Super Etendard da Marinha Argentina

Sem poder operar num porta-aviões próprio, os pilotos dos Super Étendard continuaram treinando a complexa operação embarcada; a Base Aeronaval Comandante Espora tem uma parte de sua pista modificada para simular os pousos enganchados sobre um porta-aviões. Também, cada vez que um Grupo de Batalha de um porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos navega próximo das águas territoriais argentinas se aproveita para efetuar PyAD, que são práticas de aterrissagem e decolagem sobre o navio americano. Com a Marinha do Brasil desenvolmeram os exercicios ARAEX, em que os aviões argentinos operavam no porta-aviões NAeL A-11 Minas Gerais, porém este foi desativado e substituído pelo modernizado NAe A-12 São Paulo .

Entre os dias 2 de Maio e 5 de Maio de 2002, realizou um fato histórico, quando o NAe A-12 São Paulo da Marinha do Brasil navegou até o Atlântico Sul para desenvolver o exercicio ARAEX VI e permitiu um GAE misto, composto por aviões brasileiros e argentinos. Em certa ocasião, três Super Étendards operaram de forma efetiva (com aterrissagens e catapultagens) no porta-aviões brasileiro.

Participam ativamente nos exercícios (chamadas Etapas do Mar), com os aviões e helicópteros do Comamdo de Aviação Naval (COAN), junto aos navios da Frota do Mar (COFN), da Divisão de Patrulha Marítima (DVPM) e os submarinos do Comando da Força de Submarinos (COFS).

Iraque[editar | editar código-fonte]

Cinco Super Étendards foram emprestados ao Iraque em 1983, enquanto estava aguardando a chegada dos Dassault Mirage F1s que foram solicitados. Estes aviões utilizaram os mísseis Exocet com grande êxito contra os petroleiros iranianos no Golfo Pérsico antes de serem devolvidos à França em 1985.

França[editar | editar código-fonte]

Desde 1991, os Étendard IVMs originais foram retirados de serviço na marinha francesa, e os Super Étendards experimentaram uma contínua modernização nos anos 90 para poder utilizá-los com armas de última geração guiadas por laser. Estas mudanças incrementaram o avião e passaram a ser denominados de Super Étendard Modernisé (SEM), no qual participou nas operações da OTAN sobre Kosovo em 1999, fazendo parte de 400 missões de combate. O SEM também participou em operações de combate na Operação Liberdade Duradoura.

É esperado que todos os Super Étendards sejam retirados do serviço em 2010, os quais estão sendo substituídos desde 2006 pelos Dassault Rafale M.

Operadores[editar | editar código-fonte]

Aviões relacionados[editar | editar código-fonte]

Aviões similares[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Taylor 1982, pp. 65–66.
  2. Gunston and Gilchrist 1993, p. 171.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Taylor, John W.R. (ed). Jane's All The World's Aircraft 1982–83. London: Jane's Yearbooks, 1982. ISBN 0-7106-0748-2.
  • Gunston, Bill and Peter Gilchrist. Jet Bombers: From the Messerschmitt Me 262 to the Stealth B-2. Osprey, 1993. ISBN 1-85532-258-7.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. "Super Étendard", Air Force Magazine, Outubro de 2012, p. 76.
  2. USMC: Offensive Air Operations of The Flaklands War
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