Demografia de Israel

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Pirâmide etária de Israel.
Jerusalém, a maior cidade de Israel.

Em 2010, a população de Israel era de 7,587 milhões de habitantes.[1] Desses, mais de 260.000 cidadãos israelitas viviam em assentamentos na Cisjordânia[2][3][4], como Ma'ale Adumim e Ariel e as comunidades que antecederam a criação do Estado, mas foram re-estabelecidas após a Guerra dos Seis Dias, em cidades como Hebron e Gush Etzion. Cerca de 18.000 israelenses vivem nas Colinas de Golã.[5] Em 2006, havia 250.000 judeus vivendo em Jerusalém Oriental.[6] O número total de colonos israelenses é superior a 500.000 (6,5% da população israelense). Cerca de 7.800 viviam em assentamentos israelenses na Faixa de Gaza até que eles foram evacuadas pelo governo como parte do seu plano de retirada de 2005.[7]

Tel Aviv, a segunda maior cidade do país.

Israel tem duas línguas oficiais, hebraico e árabe.[8] O hebraico é o idioma principal do estado e é falada pela maioria da população. O árabe é falado pela minoria árabe e judeus que imigraram para Israel a partir de países árabes. A maioria dos israelenses se comunicam razoavelmente bem em inglês, como muitos programas de televisão são em inglês e em muitas escolas começam a ensinar Inglês no início das aulas. Como um país de imigrantes, dezenas de línguas podem ser ouvidas nas ruas de Israel. Um grande afluxo de pessoas da antiga União Soviética e da Etiópia fizeram do russo e amárico línguas faladas em Israel.

Etnias e migração[editar | editar código-fonte]

A população de Israel é predominantemente judaica com uma minoria árabe na sua maior parte muçulmana, embora também existam árabes cristãos, circassianos e drusos. É política oficial a preservação do caráter judaico do Estado, embora as leis garantam completa liberdade de culto.

Em 2006, dos 7,0 milhões de habitantes de Israel, 81% eram judeus ou de outra origem étnica, enquanto 19% era árabe.

Em Israel vivem também aproximadamente 300 mil imigrantes não-judeus, de várias origens, que vieram como trabalhadores temporários.

Entre 1990 e 1994, a imigração de judeus da antiga União Soviética fez com que a população israelense aumentasse em doze por cento.[9] Ao longo da última década, os fluxos migratórios têm também incluido um número significativo de trabalhadores de países como a Romênia, Tailândia, China e um número de países da África e da América do Sul; estimar um número exato é difícil devido à presença de imigrantes ilegais, mas as estimativas executadas na região apresentaram cerca de 200.000 pessoas.[10] A retenção da população de Israel desde 1948 é a mesma ou maior, quando comparado para outros países com imigração maciça.[11] Emigração da população israelense (yerida) para outros países, principalmente dos Estados Unidos e Canadá, é descrito por demógrafos como modesta[12], mas é muitas vezes citada pelos ministérios do governo israelense como uma ameaça importante para o futuro de Israel.[13][14]

Religião[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Religião em Israel
O Muro das Lamentações com o Domo da Rocha ao fundo, em Jerusalém, o local mais sagrado do judaísmo.

Em termos religiosos, 77% era judeus, 16% eram muçulmanos, 4% eram cristãos, 2% eram drusos - o resto da população não foi classificada por religião.[15] Dentre os judeus, 63% tinham nascido em Israel, 27% eram imigrantes oriundos da Europa e da América, 10% eram imigrantes da Ásia e África (incluindo países árabes).[16]

Israel foi criado com o propósito de ser uma pátria para o povo judeu e é muitas vezes referida como o Estado judeu. A Lei do retorno concede a todos os judeus e os de linhagem judaica o direito à cidadania israelense.[17] Um pouco mais de três quartos, ou 75,5%, da população são judeus de várias origens judaicas. Aproximadamente 68% dos judeus israelenses nasceram no país, 22% são imigrantes da Europa e das Américas e 10% são imigrantes da Ásia e da África (incluindo o mundo árabe).[18] A afiliação religiosa dos judeus israelitas varia muito: 55% dizem que são "tradicionais", enquanto 20% consideram-se "judeus seculares", 17% definem-se como "judeus ortodoxos"; o final 8% definem-se como "judeus haredi".[19]

Perfazendo até 16,2% da população, os muçulmanos constituem a maior minoria religiosa Israel. Dos cidadãos árabes de Israel, que compreendem 19,8% da população, mais de quatro quintos (82,6%) são muçulmanos. Dos restantes árabes israelenses, 8,8% e 8,4% são cristãos e drusos, respectivamente.[20] Membros de muitos outros grupos religiosos, incluindo budistas e hindus, mantêm presença em Israel, embora em menor número.[21] Os cristãos totalizam 2,1% da população de Israel e são constituídos de árabes cristãos e judeus messiânicos.[22]

A cidade de Jerusalém é um lugar sagrado para judeus, muçulmanos e cristãos, pois sedia lugares que são fundamentais para suas crenças religiosas, como o Muro das Lamentações, o Monte do Templo, a Mesquita de Al-Aqsa e a Igreja do Santo Sepulcro. Outros monumentos religiosos de importância estão localizadas na Cisjordânia, entre eles o local de nascimento de Jesus, a tumba de Raquel em Belém e a Caverna dos Patriarcas, em Hebron.

O centro administrativo da Fé Bahá'í e do Santuário do Báb estão localizadas no Centro Mundial Bahá'í em Haifa e do líder da fé, enterrado no Acre. Não existe uma comunidade Baha'i em Israel, embora seja um destino de peregrinações. Pessoas que seguem a Fé Baha'i em Israel não ensinam a sua fé a israelenses seguindo uma política rigorosa.[23][24]

Direitos das minorias[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Homossexualidade em Israel

No estado de Israel, até o ano de 1988, havia um código penal contra a homossexualidade, resquício do mandado britânico. Esse código, entretanto, nunca foi aplicado por aconselhamento do primeiro consultor judiciário do governo de Israel, Chaim Cohen. Em 1988, a Knesset (o parlamento de Israel) aboliu esse item do código penal e dessa forma foram tornadas legais as relações homossexuais.

Desde Novembro de 2006, o casamento gay é reconhecido em Israel. A união civil entre pessoas do mesmo sexo é reconhecida desde 1993, e um casal homossexual usufrui de quase todos os direitos de um matrimônio heterosexual. O exército israelense também aceita homossexuais. Aliás, ser homossexual não é empecilho para o serviço obrigatório no exército.

Idiomas[editar | editar código-fonte]

No Estado de Israel, desde a sua criação, coexiste uma enorme variedade de idiomas, trazidos por colonizadores originários de diversos pontos do planeta. Alguns idiomas suplantaram as duas línguas oficiais, o hebraico, falado pela maioria da população, e o árabe, idioma nativo, que se tornou secundário, e é falado apenas pela minoria árabe, drusos e alguns membros da comunidade judaica mizrahi, sendo matéria eletiva em muitas escolas.

A língua russa, falada por aproximadamente 1 milhão de cidadãos, é atualmente o idioma adotado na mídia e considerada como sendo a primeira língua, em número de falantes.[carece de fontes?] Depois do russo, estima-se que o inglês continue prevalecendo, já que, durante o Mandato Britânico da Palestina, era língua oficial (juntamente com o árabe), e está presente, por exemplo, na moeda, nas placas rodoviárias, nas instruções cientificas, etc. Desse modo, é uma língua oficiosa, obrigatória no sistema de educação do estado e falada pela maioria da população, como segunda língua.

Referências

  1. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome cbs0709
  2. Lazaroff, Tovah (2007-01-10). «Report: 12,400 new settlers in 2006» The Jerusalem Post [S.l.] Consultado em 2007-08-06. 
  3. «Settlements in the West Bank». Settlement Information. Foundation for Middle East Peace. Consultado em 2007-12-12. [ligação inativa]
  4. «Israeli Settler Population 1972-2006». Settlement Information. Foundation for Middle East Peace. Consultado em 2007-12-12. [ligação inativa]
  5. «Settlements in the Golan Heights». Settlement Information. Foundation for Middle East Peace. Consultado em 2007-12-12. [ligação inativa]
  6. «Settlements in East Jerusalem». Settlement Information. Foundation for Middle East Peace. Consultado em 2007-12-12. [ligação inativa]
  7. «Settlements in the Gaza Strip». Settlement Information. Foundation for Middle East Peace. Consultado em 2007-12-12. [ligação inativa]
  8. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome cia
  9. Friedberg, Rachel M. (2001). «The Impact of Mass Migration on the Israeli Labor Market». The Quarterly Journal of Economics [S.l.: s.n.] 116: 1373. doi:10.1162/003355301753265606. 
  10. Adriana Kemp, "Labour migration and racialisation: labour market mechanisms and labour migration control policies in Israel", Social Identities 10:2, 267-292, 2004
  11. DellaPergola, Sergio (2000) [2000]. Still Moving: Recent Jewish Migration in Comparative Perspective, Daniel J. Elazar and Morton Weinfeld eds., : . ‘The Global Context of Migration to Israel’ (em English) (New Brunswick, New Jersey: Transaction Publishers). pp. 13–60. ISBN 1-56000-428-2. 
  12. Herman, Pini (September 1983), "The Myth of the Israeli Expatriate", Moment Magazine 8 (8): 62–63 
  13. Gould, Eric; Moav, Omer (2006) (em Hebrew) (PDF), Brain Drain From Israel (Brichat Mochot M'Yisrael), Jerusalem: Mercaz Shalem — The Shalem Center, The Social-Economic Institute, pp. 26, http://www.shalem.org.il/Admin/FileServer/df4b061c96a6fbceb95026260cb4de8a.pdf 
  14. Rettig, Haviv (04-06-2008). «Officials to US to bring Israelis home». Jerusalem Post (em English) Jerusalem Post [S.l.] Consultado em 2008-04-29. 
  15. http://www1.cbs.gov.il/shnaton55/st02_01.pdf
  16. http://www1.cbs.gov.il/shnaton55/st02_21x.pdf
  17. «The Law of Return». Knesset. Consultado em 2007-08-14. 
  18. Central Bureau of Statistics, Government of Israel. «Jews and others, by origin, continent of birth and period of immigration» (PDF). Consultado em 2006-04-08. 
  19. Elazar, Daniel J. «Religion in Israel: A Consensus for Jewish Tradition». Jerusalem Center for Public Affairs. Consultado em 2007-09-06. 
  20. Central Bureau of Statistics, Government of Israel. «Population, by religion and population group» (PDF). Consultado em 2007-08-06. 
  21. «National Population Estimates» (PDF). Central Bureau of Statistics. p. 27. Consultado em 2007-08-06. 
  22. Bassok, Moti (2006-12-25). «Israel's Christian population numbers 148,000 as of Christmas Eve». Haaretz [S.l.: s.n.] Consultado em 2008-07-29. 
  23. «The Bahá'í World Centre: Focal Point for a Global Community». The Bahá'í International Community. Consultado em 2007-07-02. 
  24. «Teaching the Faith in Israel». Bahá'í Library Online. 1995-06-23. Consultado em 2007-08-06.