Deneb

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Deneb (/ˈdɛnɛb/; α Cyg, α Cygni, Alpha Cygni) é a estrela mais brilhante da constelação do Cisne, ou Cygnus, Com uma magnitude aparente de 1.25, é a décima-nona estrela mais brilhante do céu terrestre. Deneb forma com Vega e Altair o chamado Triângulo de Verão.[1]


Deneb
Dados observacionais (J2000.0)
Constelação Cisne
Asc. reta 20h 41m 25.917s
Declinação 45° 16′ 49.31″
Magnitude aparente +1.25
Características
Tipo espectral A2Ia
Cor (B-V) +0.09
Variabilidade Variável Pulsante
Astrometria
Velocidade radial -4.5
Paralaxe 2.31
Distância 1600 anos-luz
491 pc
Magnitude absoluta -7.21
Detalhes
Massa 25 M
Raio 116 R
Luminosidade 66559 L
[[Imagem:|250px|]]

Características[editar | editar código-fonte]

Comparação entre o tamanho estimado de Deneb (esquerda) com o Sol (direita)

A magnitude absoluta de Deneb é de -7.21, o que a coloca entre as mais luminosas estrelas conhecidas, apesar de estar cerca de trinta vezes mais longe da Terra do que as restantes.

Deneb tem um raio de aproximadamente 110 vezes o do Sol. Curiosamente as estrelas que compõem o Triângulo de Verão apresentam temperaturas superficiais similares, sendo Vega a mais quente com 9600 K (Kelvin) e Deneb a radiar a 8400 K. Deneb é a estrela mais pálida do Triângulo de Verão com magnitude aparente 1,25. Ela encontra-se em 19º lugar na lista das mais brilhantes (brilho aparente) do céu (contando com as estrelas do Hemisfério Sul), logo a seguir da estrela Becrux (beta Crucis - que é variável; da constelação Crux - Cruzeiro do Sul). A estrela situa-se a 1600 anos-luz de distância. Trata-se de uma supergigante branco-azulada cujo tipo espectral é A2Ia. Vista com binóculo surge uma cor branca e não branco-azulada como Sirius e Vega.[2]

A radiação de Deneb é tão forte, que se a Terra a orbitasse, precisaria fazê-lo a 10 vezes distância de Plutão em relação ao Sol. Sugere-se que Deneb está fundindo hélio em carbono em seu interior, mas não há certeza disso.[3]

Tamanho[editar | editar código-fonte]

Deneb é verdadeiramente uma das maiores estrelas da Galáxia, bem maior, por exemplo, que a conhecida Rigel mas de menores dimensões que os "monstros" estelares Betelgeuse e Antares. Se a estrela tomasse o lugar do centro do Sistema Solar, a sua "superfície" estenderia à órbita da Terra. Longe de ser a maior estrela na Galáxia, Deneb é, no entanto, uma das maiores do seu género, ou seja, dentro da sua classe espectral e temperatura superficial. Também o Universo tem os seus "monstros". Apesar de Deneb e Vega apresentarem brilho de semelhante magnitude para um observador na Terra, a primeira está 300 vezes mais longe que a segunda estrela. [4] Caso a distância estabelecida esteja correcta, se a estrela em questão estivesse no lugar de Sirius, Deneb rivalizaria em brilho com a Lua! [5]

Etimologia e outras designações[editar | editar código-fonte]

O nome da estrela provém do termo arábico medieval Al Dhanab al Dajajah, que significa a "cauda da galinha". Convém lembrar que os árabes davam o nome galinha à constelação Cygnus, daí aquele termo.

Outras designações: Henry Draper (HD) 197345, Bonner Durchmusterung (BD) +44°3541, Aitken Double Star (ADS) 14172, Hoffleit Bright Star (HR) 7924, Smithsonian Astrophysical Observatory (SAO) 49941, Fifth Fundamental Catalogue (FK5) 777, Hipparcos Input Catalog (HIC) 102098, Caltech 2-microns Survey (IRC) +50337 [6]

Referências

  1. http://www.portaldoastronomo.org/cronica.php?id=57, O Triângulo de Verão
  2. http://www.astrosurf.com/ceu/estreladeneb.html, DENEB, visitado em 07/10/2015
  3. James B. Kaler (2002). The Hundred Greatest Stars (em inglês) Copernicus Book [S.l.] p. 59. ISBN 0-387-95436-8. 
  4. James B. Kaler (2002). The Hundred Greatest Stars (em inglês) Copernicus Book [S.l.] p. 59. ISBN 0-387-95436-8. 
  5. Chet Raymo (1982). 365 Starry Nights, an Introduction for Astronomy For Every Night Of The Year (em inglês) Fireside [S.l.] ISBN 0-671-76606-6. 
  6. «The Internet STELLAR DATABASE». 03/10/1999. Consultado em 06 de Outubro de 2015.