Vega (estrela)

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Coordenadas: Sky map 18h 36m 56.3364s, +38° 47′ 01.291″

Vega
Dados observacionais (J2000)
Constelação Lira
Asc. reta 18h 36m 56,34s[1]
Declinação +38° 47′ 01,28″[1]
Magnitude aparente 0,03[1]
Características
Tipo espectral A0Va[1]
Cor (U-B) 0,00[1]
Cor (B-V) 0,00[1]
Variabilidade delta Scuti
Astrometria
Velocidade radial -20,6 km/s[1]
Mov. próprio (AR) 200,94 mas/a[1]
Mov. próprio (DEC) 286,23 mas/a[1]
Paralaxe 130,23 ± 0,36 mas[1]
Distância 25,04 ± 0,07 anos-luz
7,68 ± 0,02 pc
Magnitude absoluta +0.58
Detalhes
Massa 2,157 ± 0,017[2] M
Raio equatorial: 2,818 ± 0,013 R
polar: 2,362 ± 0,012[2] R
Gravidade superficial log g =
equatorial: 3,655 ± 0,021 cgs
polar: 4,021 ± 0,014 cgs[2]
Luminosidade 40,12 ± 0,45[2] L
Temperatura equatorial: 8152 ± 42 K
polar: 10059 ± 13[2] K
Metalicidade Z = 0,0090 ± 0,0006[2]
Rotação veq = 236,19 ± 3,65 km/s
v sin i = 20,48 ± 0,11 km/s[2]
Idade 455 ± 13 milhões[2] de anos
Outras denominações
Wega, α Lyrae, 3 Lyrae, BD+38 3238, FK5 699, GJ 721, HR 7001, HD 172167, HIP 91262, SAO 67174.[1]
Vega (estrela)
Lyra constellation map.svg

Vega (α Lyr, α Lyrae, Alpha Lyrae), é a estrela mais brilhante da constelação de Lira e a quinta estrela mais brilhante do céu noturno. Ela está separada do nosso sistema solar por 25 anos-luz, o que a torna uma das estrelas mais próximas do nosso Sol.[3]Vega forma com Altair e Deneb o chamado Triângulo de Verão.[4]. Vega foi provavelmente a primeira estrela a ser fotografada de forma bem sucedida.[5] A magnitude aparente de Vega é usada como referência para as demais, sendo essa magnitude definida como zero.[6]. Há 14.000 anos Vega foi a estrela Polar, e será novamente dentro de 12.000 anos, desbancando a atual estrela Polaris da posição.[7]

Características[editar | editar código-fonte]

Comparação de tamanho de Vega (esquerda) com o Sol (direita)

Considerada uma estrela nova, com pouco mais de 455 milhões de anos desde sua formação[2], 1/10 do tempo do nosso Sol, tem 2,5 vezes a massa, 3 vezes o diâmetro e cinquenta vezes mais intensidade de brilho que nossa estrela. Astrônomos calcularam a temperatura da estrela em cerca de 10.000 Kelvin nas regiões polares e 7.600 Kelvin na linha equatorial.

Vega tem um anel de poeira e gases a sua volta[8] , o que na época de sua descoberta, nos anos 80, imaginou-se ser um início de formação planetária, mas estudos mais recentes chegaram a conclusão de que mais provavelmente se trata de detritos de massas celestes, devido exatamente a idade relativamente jovem de Vega. Mesmo que ali existam planetas, é pouco provável que exista vida neles, devido ao pouco tempo de formação da estrela.

Mitologia e Ficção[editar | editar código-fonte]

A lenda japonesa da Tanabata conta que um jovem pastor e uma princesa se apaixonaram. A partir de então, a vida de ambos girava apenas em torno do belo romance, deixando de lado suas tarefas e obrigações diárias. Indignado com a falta de responsabilidade do jovem casal, o pai da princesa decidiu separar os dois, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea. A separação trouxe muito sofrimento e tristeza para a princesa. Sentindo o pesar de sua filha, o pai resolveu permitir que o jovem casal se encontrasse, porém somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar. Este casal é representada por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (a Princesa) e Altair (o pastor). [9] Essa lenda originou-se na China, onde é conhecida como Qi Xi, com alterações em elementos secundários.[10]

O famoso cientista e escritor Carl Sagan, ao escrever um de seus maiores sucessos literários, Contato - estrelado no cinema pela atriz Jodie Foster – coloca Vega como ponto de encontro de uma civilização infinitamente mais adiantada que a nossa.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Vega é uma palavra de origem árabe e significa "águia mergulhando".

Referências

  1. a b c d e f g h i j k «* alf Lyr -- Variable Star of delta Sct type». SIMBAD. Centre de Données astronomiques de Strasbourg. Consultado em 25 de junho de 2017 
  2. a b c d e f g h i Yoon, Jinmi; Peterson, Deane M.; Kurucz, Robert L.; Zagarello, Robert J. (janeiro de 2010). «A New View of Vega's Composition, Mass, and Age». The Astrophysical Journal. 708 (1): pp. 71-79. Bibcode:2010ApJ...708...71Y. doi:10.1088/0004-637X/708/1/71 
  3. Patrick Francisco (24 de novembro de 2013). «Estrela Vega – Constelação de Lira». Astrosurf. Consultado em 2 de Outubro de 2015 
  4. http://www.portaldoastronomo.org/cronica.php?id=57, O Triângulo de Verão
  5. Pedro Ré. «O PRIMEIRO DAGUERREÓTIPO DE UMA ESTRELA» (PDF). Astrosurf. Consultado em 2 de Outubro de 2015 
  6. Saraiva, Maria de Fátima Oliveira (2004). Astronomia & Astrofísica. [S.l.]: Livraria da Física. p. 152. ISBN 85-88325-23-3 
  7. Thereza Venturoli (1998). «Segredos de um pontinho luminoso». Abril. SuperInteressante (132) 
  8. Patrick Francisco (24 de novembro de 2013). «Estrela Vega – Constelação de Lira». Astrosurf. Consultado em 2 de Outubro de 2015 
  9. «Tanabata Matsuri». Cultura Japonesa. Consultado em 1 de Outubro de 2015 
  10. Xavier, José. Mitologia e Religião. [S.l.]: Clube de Autores. p. 145 
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