Vega (estrela)

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Coordenadas: Sky map 18h 36m 56.3364s, +38° 47′ 01.291″

Vega
Dados observacionais (J2000)
Constelação Lira
Asc. reta 18h 36m 56.332s
Declinação +38° 47′ 1,17″
Magnitude aparente +0.03
Características
Tipo espectral A0,V
Cor (U-B) -0.01
Cor (B-V) +0.00
Variabilidade delta Scuti
Astrometria
Velocidade radial -12.1 km/sec km/s
Distância 25,30 anos-luz
7,756 pc
Magnitude absoluta +0.58
Detalhes
Massa 3,07 M
Raio 3,151 R
Luminosidade 50,84 L
Outras denominações
Alpha Lyrae, 3 Lyrae, Wega, Gliese (Gl) 721, Henry Draper (HD) 172167, Bonner Durchmusterung (BD) +38°3238, Hipparcos Input Catalog (HIC) 91262, Smithsonian Astrophysical Observatory (SAO) 67174, Fifth Fundamental Catalogue (FK5) 699, Hoffleit Bright Star (HR) 7001, Luyten Two-Tenth (LTT) 15486
Vega in lyra.svg

Vega (α Lyr, α Lyrae, Alpha Lyrae), é a estrela mais brilhante da constelação de Lira e a quinta estrela mais brilhante do céu noturno. Ela está separada do nosso sistema solar por 25 anos-luz, o que a torna uma das estrelas mais próximas do nosso Sol.[1]Vega forma com Altair e Deneb o chamado Triângulo de Verão.[2]. Vega foi provavelmente a primeira estrela a ser fotografada de forma bem sucedida.[3] A magnitude aparente de Vega é usada como referência para as demais, sendo essa magnitude definida como zero.[4]. Há 14.000 anos Vega foi a estrela Polar, e será novamente dentro de 12.000 anos, desbancando a atual estrela Polaris da posição.[5]

Características[editar | editar código-fonte]

Comparação de tamanho de Vega (esquerda) com o Sol (direita)

Considerada uma estrela nova, com pouco mais de 455 milhões de anos desde sua formação[6] , 1/10 do tempo do nosso Sol, tem 2,5 vezes a massa, 3 vezes o diâmetro e cinquenta vezes mais intensidade de brilho que nossa estrela. Astrônomos calcularam a temperatura da estrela em cerca de 10.000 Kelvin nas regiões polares e 7.600 Kelvin na linha equatorial.

Vega tem um anel de poeira e gases a sua volta[7] , o que na época de sua descoberta, nos anos 80, imaginou-se ser um início de formação planetária, mas estudos mais recentes chegaram a conclusão de que mais provavelmente se trata de detritos de massas celestes, devido exatamente a idade relativamente jovem de Vega. Mesmo que ali existam planetas, é pouco provável que exista vida neles, devido ao pouco tempo de formação da estrela.

Mitologia e Ficção[editar | editar código-fonte]

A lenda japonesa da Tanabata conta que um jovem pastor e uma princesa se apaixonaram. A partir de então, a vida de ambos girava apenas em torno do belo romance, deixando de lado suas tarefas e obrigações diárias. Indignado com a falta de responsabilidade do jovem casal, o pai da princesa decidiu separar os dois, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea. A separação trouxe muito sofrimento e tristeza para a princesa. Sentindo o pesar de sua filha, o pai resolveu permitir que o jovem casal se encontrasse, porém somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar. Este casal é representada por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (a Princesa) e Altair (o pastor). [8] Essa lenda originou-se na China, onde é conhecida como Qi Xi, com alterações em elementos secundários.[9]

O famoso cientista e escritor Carl Sagan, ao escrever um de seus maiores sucessos literários, Contato - estrelado no cinema pela atriz Jodie Foster – coloca Vega como ponto de encontro de uma civilização infinitamente mais adiantada que a nossa.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Vega é uma palavra de origem árabe e significa "águia mergulhando".

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Patrick Francisco (24 de novembro de 2013). «Estrela Vega – Constelação de Lira». Astrosurf. Consultado em 2 de Outubro de 2015 
  2. http://www.portaldoastronomo.org/cronica.php?id=57, O Triângulo de Verão
  3. Pedro Ré. «O PRIMEIRO DAGUERREÓTIPO DE UMA ESTRELA» (PDF). Astrosurf. Consultado em 2 de Outubro de 2015 
  4. Saraiva, Maria de Fátima Oliveira (2004). Astronomia & Astrofísica. [S.l.]: Livraria da Física. p. 152. ISBN 85-88325-23-3 
  5. Thereza Venturoli (1998). «Segredos de um pontinho luminoso». Abril. SuperInteressante (132) 
  6. Yoon, Jinmi; et al. (2010), «A New View of Vega's Composition, Mass, and Age», The Astrophysical Journal, 708 (1): 71–79, Bibcode:2010ApJ...708...71Y, doi:10.1088/0004-637X/708/1/71 
  7. Patrick Francisco (24 de novembro de 2013). «Estrela Vega – Constelação de Lira». Astrosurf. Consultado em 2 de Outubro de 2015 
  8. «Tanabata Matsuri». Cultura Japonesa. Consultado em 1 de Outubro de 2015 
  9. Xavier, José. Mitologia e Religião. [S.l.]: Clube de Autores. p. 145 
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