Edigar Mão Branca

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Edigar Mão Branca
Informação geral
Nome completo Edigar Evangelista dos Anjos
Também conhecido(a) como Mão Branca
Nascimento 14 de janeiro de 1959 (62 anos)
Local de nascimento Macarani
Nacionalidade brasileiro
Gênero(s) Música junina, forró, sertanejo
Ocupação(ões) Radialista, músico, político
Progenitores Mãe: Ridalva Viana Brito
Pai: Exupério Evangelista dos Anjos
Outras ocupações Deputado Federal (2007-2010)
Gravadora(s) Velas
Página oficial maobranca.com.br

Edigar Mão Branca, nome artístico de Edigar Evangelista dos Anjos (Macarani, 14 de janeiro de 1959) é um cantor, músico e compositor de música junina e de raiz com mais de uma dezena de discos lançados, e político brasileiro, havendo sido deputado federal pela Bahia.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Exupério Evangelista dos Anjos e Ridalva Viana Brito,[1] moravam em Lodo das Jegas (região de "Mata Fria"[2]), zona rural de Macarani, até quando o filho Edigar contava seis anos e a família se mudou para Itapetinga.[3] Cursou o primário no Grupo Escolar Nair D'Esquivel Jandiroba, e o curso médio no Ginásio Agroindustrial e Centro Educacional Alfredo Dutra,[1] onde participou do movimento estudantil e grupos de teatro, além de trabalhar em emissora de rádio. [4] Ganhou o apelido que hoje é seu nome artístico graças ao vitiligo que lhe afeta as mãos.[2]

No final da década de 1970 foi para São Paulo onde trabalhou como músico em estabelecimentos da noite; de volta a Itapetinga voltou e aos trabalhos artísticos em rádio, que abandonou, e música, à qual se dedicou integralmente no chamado "circuito do forró" e de música regional no sertão baiano.[4]

Conquistando público e respeito, recusou contrato com várias gravadoras para não alterar seu estilo que o fizera um ídolo no interior da Bahia.[4]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Filiado em 2003 ao Partido Verde, presidiu a legenda em Itapetinga; concorreu em 2006 a uma vaga como deputado federal, ficando com a suplência, vindo a assumir no ano seguinte graças ao afastamento de Geddel Vieira Lima, que se afastara da função para ocupar o ministério no segundo governo de Luís Inácio Lula da Silva.[1]

Na Câmara foi ativo, criando a "Frente Parlamentar em Defesa da Música” e participando de algumas comissões parlamentares, e em 2008 fez aprovar de sua autoria o "Programa Nacional de Fomento à Produção e à Comercialização da Mandioca e de seus Derivados"; no ano seguinte foi escolhido como vice-líder de seu partido no parlamento.[1]

Ganhou projeção nacional graças à polêmica causada pelo uso de chapéu de couro, típica de vaqueiro do sertão baiano, que Mão Branca ostentava no parlamento; com isto o então presidente da casa Arlindo Chinaglia anunciara que publicaria um ato normativo disciplinando a indumentária dos parlamentares a fim de coibir o deputado com seu chapéu; o caso ganhou repercussão à época e várias manifestações de apoio.[5] Mão Branca reagiu com o projeto de lei 782/2007, que o beneficiaria neste caso, onde tornaria facultado o uso do adereço em estabelecimentos públicos ou privados.[6]

No pleito municipal de 2012 Mão Branca concorreu à prefeitura da cidade de Vitória da Conquista, não obtendo êxito por conseguir somente 2,87% dos votos.[7] Ele trocara seu domicílio eleitoral da cidade de Itapetinga, onde havia concorrido também sem sucesso à prefeitura em 2008 (quando teve meros 400 votos mais ou menos); nesta cidade, em sua candidatura a deputado federal de 2006, conseguira expressivos cinco mil votos — perdidos com a mudança domiciliar.[8] Em 2016 lançou-se candidato a vice-prefeito de Conquista, em chapa encabeçada por Jean Fabrício Falcão.[9]

Envolvimento no escândalo das passagens aéreas[editar | editar código-fonte]

Mão Branca, que assumira a vaga na Câmara dos Deputados por ser suplente do então deputado Geddel Vieira Lima que fora nomeado ministro, teve divulgado pela imprensa em 2009 que mantinha como "funcionário fantasma" em seu gabinete ao piloto particular daquele, dentro do caso que ficou conhecido como "Escândalo das passagens aéreas".[10]

Após ter seu nome envolvido entre os deputados que malversaram a cota de passagens aéreas, o Ministério Público Federal pediu à justiça que o ex-deputado devolvesse a importância de R$ 97.713,63.[11]

Musicografia[editar | editar código-fonte]

Com diversos trabalhos gravados, Mão Branca compôs sucessos regionais como "Benza à Deus", "Coisa gostosa", "Festa de argolinha", "Gabiraba", "Igaporã", "Lua, sol e forró", "No deserto do meu peito", "Rabo de boi", "Raparigando", "Recado ao presidente (com Anchieta Dali)", "Reisado a São José" e "Sãojoãozinho pela Bahia".[12]

Lançou mais de dez discos, que começaram em 1998 com o independente "Estradante"; no ano seguinte foi a vez de "Imbruiada", feito pela gravadora "Velas".[4]

Referências

  1. a b c d Institucional. «MÃO BRANCA, Edigar». FGV. Consultado em 17 de julho de 2018. Cópia arquivada em 17 de julho de 2018 
  2. a b Carlo Magnum (2017). «Edigar Mão Branca em Maracás». carlomagnum.com. Consultado em 17 de julho de 2018. Cópia arquivada em 17 de julho de 2018 
  3. «Edigar Mão Branca». Dicionário Cravo Albin. Consultado em 17 de julho de 2018. Cópia arquivada em 17 de julho de 2018 
  4. a b c d «Edigar Mão Branca - dados artísticos». Dicionário Cravo Albin. Consultado em 17 de julho de 2018. Cópia arquivada em 17 de julho de 2018 
  5. Andreza Matais (12 de abril de 2007). «Deputado Mão Branca vira celebridade na Câmara após proibição de chapéu». Folha de S.Paulo. Consultado em 17 de julho de 2018. Cópia arquivada em 17 de julho de 2018 
  6. «"Deputados polêmicos e seus projetos curiosos"». Gazeta do Povo. 21 de setembro de 2007. Consultado em 14 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 15 de setembro de 2018 
  7. «Eleições 2012 - Edigar Mão Branca». Uol. Consultado em 17 de julho de 2018. Cópia arquivada em 17 de julho de 2018 
  8. Davi Ferraz (23 de agosto de 2010). «PERFIL DO CANDIDATO: EDGAR MÃO BRANCA». Sudoeste Hoje. Consultado em 17 de julho de 2018. Cópia arquivada em 17 de julho de 2018 
  9. Henrique Mendes (30 de agosto de 2016). «Vitória da Conquista tem sete candidatos a prefeito em 2016; confira». G1. Consultado em 14 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 15 de setembro de 2018 
  10. «Piloto de Avião Particular de Ministro Tem Emprego na Câmara dos Deputados». Vírgula. 10 de maio de 2009. Consultado em 14 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 17 de julho de 2018 
  11. «MPF Deve Pedir R$ 3,3 Mi De Políticos Baianos Envolvidos Na Farra Das Passagens». Bocão News. Consultado em 14 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2017 
  12. «Edigar Mão Branca - obra». Dicionário Cravo Albin. Consultado em 17 de julho de 2018. Cópia arquivada em 17 de julho de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]