Espermiogénese

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O processo de espermatogénese. 1. Espermatócito primário 2. Espermatócitos secundários 3. Espermatídeos 4. Espermatozóides

A espermiogénese é a etapa final da espermatogénese, responsável pela maturação dos espermatídeos em espermatozóides maturos, e dotados de motilidade. O espermatídeo é uma célula de formato mais ou menos circular, contendo um núcleo, complexo de Golgi, centríolo e mitocôndrias. Todos estes organelos desempenham um papel importante na constituição do espermatozóide.

Fases[editar | editar código-fonte]

Representação esquemática de um espermatozóide humano.

O processo da espermiogénese é, normalmente, subdividido em quatro fases: a fase Golgi, a fase do acrossoma, a formação do flagelo, e a fase de maturação.[1]

Fase Golgi[editar | editar código-fonte]

Os espermatídeos, que até este ponto apresentam maioritariamente uma simetria radiada, começam a desenvolver polaridade.

  • A cabeça forma-se num dos extremos, e o complexo de Golgi produz enzimas que, mais adiante, irão constituir o acrossoma.
  • No outro extremo, desenvolve-se a peça intermédia, mais grossa, para onde convergem as mitocôndrias, e onde o centríolo distal começa a formar um axonema.

O DNA do espermatídeo torna-se altamente condensado. O DNA é compactado, numa primeira etapa, com proteínas nucleares específicas, que são posteriormente substituidas com protaminas durante a elongação do espermatídeo. A cromatina resultante, muito condensada, não tem capacidade de ser transcrita.

Fase do acrossoma[editar | editar código-fonte]

O complexo de Golgi circunda o núcleo condensado, tornando-se no acrossoma.

Espermatozóides no interior do túbulo seminífero, antes da espermiação. Note-se como os flagelos estão orientados para o lúmen.

Formação do flagelo[editar | editar código-fonte]

Um dos centríolos da célula sofre elongação, tornando-se no flagelo do espermatozóide, uma estrutura temporária, que toma a designação de "manchete", permite esta transformação.

Durante esta fase, o espermatozóide em desenvolvimento fica disposto de tal forma a que o flagelo esteja orientado em direção ao centro do lúmen do túbulo seminífero, longe do epitélio.

Fase de maturação[editar | editar código-fonte]

Porções desnecessárias do citoplasma (os chamados corpos residuais) são descartados pelo espermatozóide, sendo fagocitados pelas células de Sertoli dos testículos.

Espermiação[editar | editar código-fonte]

O espermatozóide maturo é libertado de entre as células de Sertoli para o lúmen do túbulo seminífero, num processo designado espermiação. Os espermatozóides resultantes já maturaram mas não são dotados de motilidade, sendo que, nesta etapa, são ainda inviáveis.

Os espermatozóides sésseis são transportados para o epidídimo com o fluido testicular secretado pelas células de Sertoli, com o auxílio de movimentos peristálticos. No epidídimo, os espermatozóides ganham motilidade e tornam-se capazes de fertilizar um oócito. Não obstante, o transporte dos espermatozóides maturos no restante sistema reprodutor masculino é feito por contracção muscular, e não pela motilidade própria do espermatozóide. Uma camada de glicoproteínas sobre o acrossoma impede o espermatozóide de tentar fertilizar o oócito antes de se deslocar pelo tracto reprodutor masculino e feminino. A capacitação do esperma é feita pelas enzimas FPP (fertilization promoting peptide em inglês, ou péptido promotor da fertilização), produzidas pelo homem, e pela heparina (no tracto reprodutor feminino), que removem esta camada e permitem ao espermatozóide proceder à reacção acrossómica ao chegar ao oócito.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]