Heparina

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Modelo de bolas e varetas da heparina

A heparina é um polissacarídeo polianiônico sulfatado pertencente à familía dos glicosaminoglicanos. É composta por unidades dissacarídeas repetidas compostas por ácido urônico e um açúcar aminado. Possui ação farmacológica atuando como medicamento anticoagulante utilizado em várias patologias.

Usos clínicos[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Encontra-se presente nos tecidos que estão em contato com o meio externo, tais como pulmões, pele e mucosa intestinal, ou em órgãos responsáveis pela defesa do organismo, tais como timo e gânglios linfáticos. A heparina encontra-se dentro dos grânulos secretórios dos mastócitos.

Mecanismo de ação[editar | editar código-fonte]

A heparina interage com a antitrombina, formando um complexo ternário que inativa várias enzimas da coagulação, tais como os fatores da coagulação (II, IX e X) e mais significativamente a trombina. Esta interação aumenta em mais de 1000 vezes a atividade intrínseca da antitrombina. Pode-se reverter o efeito da heparina através da administração de um antídoto, chamado protamina.

Atualmente encontra-se disponível no mercado a heparina de baixo peso molecular, que possui maior efetividade e menor incidência de efeitos colaterais.

Administração[editar | editar código-fonte]

Por via intravenosa (em bolus ou em infusão contínua) ou por via subcutânea.

Efeitos clinicamente úteis[editar | editar código-fonte]

Torna o sangue mais fluido e inibe a formação de trombos ou coágulos.

Aumenta as concentrações de lípidos no sangue.

Efeitos adversos[editar | editar código-fonte]

Contraindicada em doentes com hemofilia, trombocitopenia, púrpuras, hipertensão arterial, endocardite, úlcera ou insuficiência hepática ou renal.