Expedita Ferreira Nunes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde outubro de 2012). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Expedita de Oliveira Ferreira Nunes
Nascimento 13 de setembro de 1932 (85 anos)
Porto da Folha Sergipe
Nacionalidade  Brasileiro

Expedita de Oliveira Ferreira Nunes (Porto da Folha, 13 de setembro de 1932) é a filha mais velha de Virgulino Ferreira da Silva e de Maria Gomes de Oliveira, respectivamente, Lampião e Maria Bonita.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Expedita nasceu em Porto da Folha, Sergipe, em 1932. Filha de Lampião e Maria Bonita, seus pais faleceram quando Expedita tinha apenas 5 anos. Ela foi criada pelos vaqueiros Severo e Aurora desde seus 21 dias de idade até seus 8 anos, já que seus pais viviam na luta do cangaço e não puderam criá-la. Só viu seus pais biológicos por três vezes na vida e os pais adotivos nunca esconderam dela a verdade. Ela foi criada com seus irmãos biológicos, os gêmeos idênticos Arlindo e Ananias, que seus pais também deixaram com esses vaqueiros quando os bebês tinham 21 dias de vida. Expedita também conviveu com 11 irmãos de criação, todos filhos legítimos do casal de vaqueiros, os quais ela considerava como seus irmãos de fato.

Aos 8 anos foi morar na cidade de Propriá (SE), com os irmãos biológicos na casa do tio paterno, chamado João Ferreira, o único que não seguiu o cangaço e por ele foi criada a partir de então, pois seus pais adotivos eram muito pobres e não puderam mais cuidar dela, dos gêmeos e nem dos outros filhos, que foram distribuídos entre parentes.

Continuou os estudos e ao terminar o primário passa a querer trabalhar, mas o tio a impede, por ela “ser mulher e jovem demais”. Revoltada, querendo sua independência, ela sai de casa com 14 anos. Ela vai morar com os pais adotivos em Aracaju. Lá ela passa a trabalhar no comércio, tendo trabalhado em diversas lojas e fez muitas amizades. No começo sentia vergonha por ser filha de cangaceiros e evitava comentar, todos sempre a aceitaram, mas ela nunca entendeu bem se o cangaço era bom ou mau.

Em Aracaju reencontrou seu melhor amigo de infância, Manoel Messias Nunes Neto. Eles se conheceram aos 6 anos de idade e ficaram amiguinhos como toda criança. Quando fez 10 anos o tio a prometeu a ele, pois na época o parente mais próximo escolhia logo um menino para casar a menina no futuro, e o mais cedo possível. Após meses de amizade, começaram a namorar. Os pais foram contra por ela ser muito jovem, e com raiva, ela saiu de casa e alugou um quarto numa pensão. O namoro prosseguiu. Manoel foi o primeiro e único namorado de Expedita. Com um ano de namoro, aos quinze anos, a jovem descobriu estar grávida, ficando muito assustada. Manoel, com 20 anos, chamou-a para morar com ele na casa de seus pais.

Ao completar 18 anos e já com dois filhos, Manoel, com 23, a pediu em casamento, por ela já ser maior de idade e ele já ter juntado dinheiro para casar. A união foi feita em um cartório, com uma festa muito bonita, onde compareceram todos seus irmãos, o tio e os pais adotivos. A noiva passou a assinar Expedita de Oliveira Ferreira Nunes.

O casal teve 4 filhos: Dejair, Vera, Gleuse e Iza. Expedita também é avó de três netas: Karla, Gleusa e Luana.

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.