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Grupo Santana (geologia)

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(Redirecionado de Formação Santana)
Grupo Santana
Distribuição estratigráfica: Cretáceo Superior 115–108 Ma
Grupo Santana (geologia)
Inseto da ordem Orthoptera.
Tipo Grupo
Sub-unidades Formação Crato
Formação Ipubi
Formação Romualdo
Litologia
Localização
Homenagem Santana do Cariri, CE
País  Brasil

O Grupo Santana é um grupo geológico, anteriormente incluído como a parte central do Grupo Araripe, na Bacia do Araripe, Chapada do Araripe, entre Pernambuco e Ceará, na Região Nordeste do Brasil.[1][2] O grupo compreende as Formações Crato, Ipubi e Romualdo e data dos estágios Aptiano a Albiano do Cretáceo Inferior. As formações do grupo foram depositadas em um ambiente marinho raso, lacustre a subtidal, na bacia do rifte do Araripe.

O Grupo Santana fornece um rico conjunto de fósseis: flora, peixes, artrópodes, insetos, tartarugas, serpentes, dinossauros, incluindo o Irritator, e pterossauros, como o Thalassodromeus. As unidades estratigráficas do grupo continham diversas penas de aves, entre elas o primeiro registro de aves mesozoicas no Brasil. As Formações Romualdo e Crato são reconhecidas por sua excelente conservação e designadas como Lagerstätten (sítios fossilíferos). Em 2006, a Bacia do Araripe foi designada Geoparque Global da UNESCO.

Descrição

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Eoproscopia martilli.

O Grupo Santana foi anteriormente descrito como pertencente ao Grupo Araripe.[3] A Formação Santana fossilífera foi anteriormente definida como contendo os Membros Crato e Romualdo, mas a redefinição da estratigrafia levou ao estabelecimento do Grupo Santana, substituindo a parte central do Grupo Araripe e os antigos membros Crato, Ipubi e Romualdo foram elevados a formações separadas.

Este grupo sedimentar apresenta grande diversidade de fósseis, muitos deles bastante conservados. Já foram encontrados diversos exemplares de dinossauros, pterossauros, répteis, anfíbios, invertebrados e plantas. A tafonomia incomum do local resulta em acreções calcárias que forma nódulos ao redor dos organismos mortos, preservando partes de sua anatomia.[4][5]

No local, são exploradas minas de calcário e outros minerais usados em construção civil, o que coloca em risco a preservação da unidade.

Paleobiota

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Referências

  1. Marcos André Sales. Contribuições à paleontologia de terópodes não-avianos do mesocretáceo do Nordeste do Brasil (PDF) (Tese). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. p. 18 
  2. Brito, Ignacio Machado (1989). «A Formação Santana na Chapada do Araripe». Anuário IGEO. 12: 70 
  3. Scherer et. al, 2013 p.28
  4. Assine 1992, p. 291
  5. Fabin et al., 2018, p.2050

Bibliografia

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