Francesco Tosi Colombina

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Francesco Tosi Colombina, também grafado como Francisco Torres Colombinase, Francisco Tossi Colombina ou simplesmente Tossi Colombina (Gênova, 1701 - ) foi um engenheiro militar e cartógrafo genovês a serviço da Coroa Portuguesa.

No contexto da negociação do Tratado de Madri (1750), Colombina foi autor de diversos mapas que registraram a ocupação do atualmente denominado Planalto Central, área pertencente à Espanha e então ocupada pelos Portugueses, em desrespeito aos termos do Tratado de Tordesilhas (1494).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Na América Portuguesa, por volta de 1734, dirigiu a expedição que descobriu o rio Tibagi. Posteriormente, em 1749, acompanhou o quarto Ouvidor da Capitania de Goiás, Agostinho Luís Ribeiro Vieira, em sua viagem que partiu do interior de São Paulo até Vila Boa de Goiás. A partir dali, em lombo de mula, percorreu a região até Natividade, levantando a "Carta da Capitania de Goiás e Mato Grosso", remetida ao Governador e Capitão-general da capitania de Goiás, D. Marcos José de Noronha e Brito, conde dos Arcos, futuro vice-rei do Estado do Brasil[1].

Com base nessa experiência, recebeu licença para explorar, por dez anos, um "Caminho Novo" a ser aberta de São Paulo às minas de Cuiabá:

"Francisco Tossi Colombina e outros propuseram abrir por esse tempo uma estrada de carros de São Paulo para Cuiabá, passando pela Capital de Goiás, e requereram a concessão do privilégio do seu rendimento por espaço de dez anos, e uma sesmaria de três em três léguas em toda a extensão da projetada via de comunicação. Foi esta pretensão deferida por provisão de 06.12.1750 (…). O privilégio caducou, por nunca terem os empresários podido organizar a companhia que se devia encarregar desses trabalhos." (ALENCASTRE, 1863:124).

Desse período, com data de 1751, deixou três plantas urbanas e desenhos das fachadas das construções do centro histórico de Vila Boa:

  • o Largo do Rosário, incluindo a Residência do General e a Igreja da Lapa;
  • a Praça do Jardim, incluindo a Rua Direita e a Igreja do Rosário;
  • o centro da cidade, mostrando o Rio Vermelho e no fundo a Serra Dourada.

Alguns estudos apontam que, também nesta mesma época, Colombina teria sido pioneiro no conceito de interiorização da capital do Estado do Brasil, embora inexistam informações detalhadas que ratifiquem essa afirmativa[2].

Em relatório datado de 5 de novembro de 1754, expedido do campo do rio Jacuí, deu conta das expedições formadas por paulistas de Itu e Sorocaba, a quem considerava grandes sertanistas.

Retornou a Portugal onde, em 5 de Abril de 1756, recebeu patente para a construção do porto do Funchal, na ilha da Madeira. Tomou posse dessa patente em 6 de Maio do mesmo ano, tendo as obras sido iniciadas em início ou meado do ano seguinte (1757. Datam desse período a construção:

Nessas atividades foi auxiliado pelo Capitão de Engenheiros Domingos Rodrigues Moniz, que o sucederia, nomeado como "Mestre das Obras Reais na Ilha da Madeira" em 1 de Janeiro de 1760.

Colombina foi afastado das obras sob a suspeita de desvio nos dinheiros da muralha do porto, tendo de imediato sido aproveitado pelo ex-governador e Capitão-general da Madeira, Manuel de Saldanha de Albuquerque e Castro, 1o. conde da Ega, recém-nomeado como Vice-rei do Estado Português da Índia (1758-1765).

Notas

  1. O Mapa, com dedicatória e notas explicativas, encontra-se datado de 6 de abril de 1751, referindo ainda: "Da vila de Santos, guardando os pontos de longitude e latitude e com a diligência que pode usar um viandante de passagem, fiz a derrota até esta Vila Boa, continuando depois até Natividade e recolhi-me outra vez a esta vila."
  2. MENEZES JR., Antônio; SINOTI, Marta; SARAIVA, Regina Fernandes. Olhares Sobre o Lago Paranoá.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ALENCASTRE, José Martins Pereira de. Os Annaes da Provícia de Goyaz. 1863.
  • AMERICANO DO BRASIL, Antônio. Súmula da História de Goiás. 1932.
  • ELIS, Bernardo. Tosi Colombina – o Cartógrafo da Região Centro-Oeste. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Goiânia (Goiás), ano 1993, nº 13, p. 17.
  • FONTANA, Riccardo. Francesco Tosi Colombina. Brasília: Charbel, 2004.
  • FRANCO, Francisco de Assis Carvalho. Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil. São Paulo: 1954. p. 115.
  • MARTINS, Mário Ribeiro. Dicionário Biobibliográfico do Tocantins. Rio de Janeiro: Master, 2001.
  • VASCONCELOS, Adirson. Os pioneiros da Construção de Brasília.
  • VIEIRA JÚNIOR, Wilson; SCHLEE, Andrey R.; BARBO, Lenora de Castro. Tosi Colombina, autor do primeiro mapa da capitania de Goiás?, História e-História (revista eletrônica), < http://www.historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=artigos&id=128 >, 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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