Fundação Calouste Gulbenkian

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Fundação Calouste Gulbenkian
Edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa
Fundação 1956
Sede Fundação Calouste Gulbenkian

Av. de Berna, 45A 1067-001 Avenidas Novas, Lisboa

Presidente Isabel Mota
Fundador(a) Calouste Sarkis Gulbenkian
Sítio oficial http://www.gulbenkian.pt/

A Fundação Calouste Gulbenkian MHSEMHIHMHLGCB é uma instituição portuguesa sem fins lucrativos criada com bens do mecenas Calouste Gulbenkian a partir de disposição testamentária. Após a sua morte, em 1955, legou os seus bens ao país sob a forma de uma fundação. A fundação apoia muitas actividades culturais e possui uma orquestra, bibliotecas, um coro, salas de espectáculos e dois museus (arte antiga e contemporânea) com cerca de seis mil peças no seu acervo. Os seus serviços centrais estão sediados em Lisboa (Edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian).

O coleccionador de arte[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Calouste Gulbenkian
Calouste Gulbenkian

Calouste Gulbenkian foi um amante da arte, e homem de raro e sensível gosto, além de reunir uma extraordinária colecção de arte, principalmente europeia e asiática, de mais de seis milhares de peças.[1]

Na arte europeia, reuniu obras que vão desde os mestres primitivos à pintura impressionista. Uma parte desta colecção esteve exposta por empréstimo, entre 1930 e 1950, na National Gallery em Londres (Inglaterra), e à Galeria Nacional de Arte em Washington, capital dos Estados Unidos.

Figuram na colecção obras de Vittore Carpaccio, Peter Paul Rubens, Antoon van Dyck, Rembrandt, Thomas Gainsborough, George Romney, Thomas Lawrence, Jean-Honoré Fragonard, Jean-Baptiste Corot, Pierre-Auguste Renoir, François Boucher, Édouard Manet, Edgar Degas, Claude Monet e muitos outros.

Além da pintura, reuniu um importante espólio de escultura do Antigo Egipto, cerâmicas orientais, manuscritos, encadernações e livros antigos, artigos de vidro da Síria, mobiliário francês, tapeçarias, têxteis, peças de joalharia de René Lalique, moedas gregas, medalhas italianas do Renascimento etc..

Foi desejo de Gulbenkian que a colecção que reuniu ao longo da vida ficasse exposta num mesmo local. Assim é, em Lisboa, desde Junho de 1960. Em 1969 foi inaugurado o espaço onde se encontra o edifício-sede da Fundação, que inclui o Museu onde se encontra esta colecção permanente, além de um Centro de Arte Moderna, salas de conferência, biblioteca, três auditórios e jardins.

A 20 de Junho de 1960 foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem de Benemerência, a 7 de Agosto de 1981 com o grau de membro-honorário da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a 13 de Agosto de 1986 com o grau de membro-honorário da Ordem do Infante D. Henrique e a 20 de Julho de 2016 com o grau de membro-honorário da Ordem da Liberdade. As obras hoje presentes foram, por parte da fundação, transportadas da residência de Calouste Gulbenkian em Paris para a sede da fundação em Lisboa. A fundação sofreu uma complexa batalha jurídica nomeadamente com França que se opunha à saída das obras provenientes dos Palácios Reais de Versalhes e Fontainebleau.

Em 2010 o edifício-sede e o parque da Fundação Gulbenkian foram classificados como Monumento Nacional[2].

Centro de Interpretação Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, inaugurado 2013, com o seu contributo digital possibilita analisar o jardim em diferentes vertentes ,visual e sonora.

Resumo:

Projecto para o Centro Interpretativo Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles (Prémio Sir Geoffrey Jellicoe em 2013), Fundação Calouste Gulbenkian, 2013

O CECL desenvolveu um conjunto de paineis com aplicações multimédia interactivas para o novo Centro Interpretativo Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles na Fundação Calouste Gulbenkian. A peça inaugurou no dia 20 de Julho de 2013 e é composta por 10 vídeos, exibidos num conjunto de ecrãs nas paredes do Centro Interpretativo na Fundação C. Gulbenkian. O projecto foi coordenado pelo CECL/FCSH e contou com a colaboração do CICANT/ULHT.

Descrição das Actividades[editar | editar código-fonte]

  1. Coordenação e Gestão do Projecto;
  2. Concepção e Design de Comunicação;
  3. Pesquisa, tratamento e produção de conteúdos expositivos;
  4. Produção do 9 guiões;
  5. Desenvolvimento, preparação e entrega de conteúdos expositivos, previamente aprovados pela Fundação Calouste Gulbenkian;
  6. Execução e fornecimento de cerca de 15 layouts, com indicação dos tempos de leitura ideais;
  7. Implementação e desenvolvimento de vídeos dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian;
  8. Desenvolvimento do Projecto de Layout de Sala, organização e distribuição dos conteúdos, e localização de focos de luz;
  9. Desenvolvimento de conceito de aplicação multimédia interactiva e de Interfaces.

Equipa[editar | editar código-fonte]

Direcção de Projecto[editar | editar código-fonte]

Fundação Calouste Gulbenkian

Direcção Científica[editar | editar código-fonte]

Aurora Carapinha

Engenharia Cultural[editar | editar código-fonte]

Lúcia Saldanha

Guião Científico[editar | editar código-fonte]

Aurora Carapinha

Paula Côrte-Real

Baseado no texto original de Gonçalo Ribeiro Telles "Dez Mandamentos Para um Jardim"

Concepção e Design de Comunicação[editar | editar código-fonte]

Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens, FCSH, Universidade Nova de Lisboa

Centro de Investigação em Comunicação Aplicada e Tecnologias, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Coordenação

Maria Teresa Cruz

Apoio Executivo

Susana Cascais

Direção de Produção

José Carlos Neves

Direção Artística

Catarina Almada Negreiros

Design de Interface

José Carlos Neves

Desenvolvimento do Projeto de Design

Timóteo Rodrigues (vídeos - coordenação e desenvolvimento)

Ricardo Nunes (vídeos - animação e desenvolvimento)

Diogo Grilo (vídeos - preparação e desenvolvimento)

Vasco Bila (integração de conteúdos/programação)

João Trindade (projeto sonoro)

Desenvolvimento de Conteúdos e Guião Multimédia

Bernardo Vaz de Castro

Eva Filipe

Francisco Soares

Maria Teresa Cruz

Susana Cascais

Animação "História do Jardim"

Bernardo Carvalho

Data de inicio: 04-04-2013

Data de conclusão: 19-07-2014

Orçamento: €9.825

Entidade Financiadora: Fundação Calouste Gulbenkian

Instituição de Gestão Principal: CECL - Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens

Entidades Parceiras: FCSH/UNL; Fundação Calouste Gulbenkian; CICANT/ULHT

Investigador Responsável: Maria Teresa Cruz

Áreas Cientificas: Ciências da Comunicação; Design de Comunicação; Património

HPIP - Património de Influência Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Heritage of Portuguese Influence / Património de Influência Portuguesa (HPIP) é um portal produzido pela Fundação Calouste Gulbenkian, que se desenvolveu a partir de um projeto de recolha e disponibilização pública do Património de Origem Portuguesa no Mundo – Arquitectura e Urbanismo, para o qual foi constituída uma equipa de cinco académicos dirigidos por José Mattoso. Funciona como portal público interativo da base de dados georeferenciada na qual se concentra e administra toda a informação sobre o tema.[3]

A sua gestão é assegurada rotativamente pelas universidades cooperantes: Universidade de Coimbra, Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Lisboa e Universidade de Évora. O lançamento público do HPIP foi realizado na Fundação Calouste Gulbenkian em 16 de Abril de 2012.[4]

Presidência[5][editar | editar código-fonte]

Em 22 de dezembro de 2011 Artur Santos Silva foi eleito presidente da Fundação[6], assumindo funções a 2 de maio de 2012, data em que terminou o mandato de Emílio Rui Vilar. Conta na Administração com José Neves Adelino (Administrador) e José Joaquim Gomes Canotilho (Administrador Não Executivo).

A 3 de maio de 2017 Isabel Mota tomou posse como presidente[7], sendo a primeira mulher a dirigir esta fundação.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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