Furacão Matthew

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Furacão Matthew
Furacão maior categoria 5 (SSHWS/NWS)
imagem ilustrativa de artigo Furacão Matthew
Furacão Matthew pelo pico de intensidade no início de 1 de Outubro perto do norte da Colômbia
Formação 28 de setembro de 2016
Dissipação 10 de outubro de 2016
(Extratropical depois de 9 de outubro)

Ventos mais fortes sustentado 1 min.: 270 km/h (165 mph)
Pressão mais baixa 934 mbar (hPa); 27.58 inHg

Fatalidades 603 total
Danos 16,47 bilhões
(Mais caro da história do Haiti)
Inflação USD 2016
Áreas afectadas Ilhas de Barlavento, Grandes Antilhas, Venezuela, Colômbia, Jamaica, Hispaniola, Porto Rico, Cuba, Ilhas Turcas e Caicos, Bahamas, Sudoeste dos Estados Unidos, Províncias atlânticas do Canadá

Parte da Temporada de furacões no oceano Atlântico de 2016
Parte das séries sobre '
História

Efeitos

  • Efeitos do Furacão Matthew na Flórida (en)
  • Efeitos do Furacão Matthew no Haiti (en)

Outras wikis

Furacão Matthew foi um poderoso ciclone tropical que afetou a Jamaica, Cuba, República Dominicana, Bahamas e, especialmente, o Haiti. Ele passou ao longo da costa leste dos Estados Unidos, incluindo os estados da Flórida, Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte, mas chegou com bem menos força do que no Caribe. Foi o primeiro ciclone tropical da Bacia do Atlântico a atingir a Categoria 5 na Escala de furacões de Saffir-Simpson desde o Furacão Felix em 2007.

O décimo quarto ciclone tropical, décima terceira tempestade e segundo grande furacão da temporada de furacões no Atlântico de 2016, o Furacão Matthew formou-se a partir de uma vigorosa onda tropical que se movia para fora da costa africana em 22 de setembro, seguindo em uma trilha para o oeste, até evoluir para uma tempestade tropical enquanto situava-se aproximadamente ao leste das Ilhas de Sotavento em 28 de setembro. Um dia mais tarde, tornou-se um furacão, localizado ao oeste das Ilhas de Sotavento e rapidamente fortaleceu-se para um furacão de categoria 5.

Efeitos[editar | editar código-fonte]

O Haiti foi o país mais afetado. A Unicef calcula que 1,3 milhão de haitianos foram prejudicados pelo furacão,[1] que passou pela península de Tiburon com ventos de até 230 km/h e chuvas torrenciais. Várias cidades sofreram danos graves em larga escala, deixando dezenas de milhares de pessoas desabrigadas. Em alguns locais as perdas nas culturas agrícolas chegaram a 80%, e a única ponte que ligava o centro e o sul do Haiti foi destruída, prejudicando os trabalhos de ajuda à população. O furacão complicou a situação de um país que ainda não tinha se recuperado dos efeitos do devastador terremoto de 2010. Foram organizados programas de ajuda internacional ao Haiti para envio de alimentos, água, dinheiro, medicamentos e equipes de emergência. No dia 10 de outubro o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários pediu 119 milhões de dólares para responder aos danos causados pela passagem do furacão Matthew no Haiti e para prestar assistência, nos próximos três meses, a cerca de 1,4 milhão de pessoas em necessidade urgente no país atingido.[2] O total de mortes atribuídas à tempestade no Haiti passou de mil, e o cômputo final pode ser maior, pois após sua passagem foram diagnosticados vários casos de cólera causados pela contaminação das águas, havendo risco de uma epidemia.[3] Esses números fazem de Matthew o mais mortal dos furacões no Atlântico desde o Stan em 2005, que matou mais de 1,6 mil na América Central e no México.[4]

Trajetória do Furacão Matthew

Matthew provocou quatro mortes na República Dominicana, além de danificar cerca de duzentas casas, obrigar a evacuação de 794 pessoas e deixar 31 comunidades incomunicáveis.[5] Em Cuba não foram registrados óbitos, graças a um eficiente programa de evacuação,[6] mas 1,3 milhão de pessoas tiveram que deixar suas casas, ocorreram enchentes, deslizamentos de terra e grandes danos materiais principalmente na província de Guantánamo.[7][8] Uma das cidades mais atingidas foi Baracoa, a mais antiga da ilha e sua primeira capital, onde ventos de até 220 km/h combinados a chuvas intensas e uma maré de tempestade destruíram parcial ou totalmente cerca de 90% das edificações, incluindo prédios de grande valor no centro histórico. Várias cidades nos arredores ficaram isoladas.[9][10][11]

Na sequência, o furacão se deslocou para o norte, aproximando-se da costa dos Estados Unidos. Em 6 de outubro o presidente Barack Obama declarou um estado de emergência federal para a Flórida.[12] A declaração de desastre federal foi mais tarde estendida para incluir a Geórgia e a Carolina do Sul.[13] Entre os dias 7 e 8 o furacão começou a perder potência rapidamente. No dia 8 havia sido rebaixado para a Categoria 2, e no final do dia seu olho chegou a tocar a terra em McClellanville, na Carolina do Sul, mas já estava na Categoria 1. No dia 9 passou a se afastar da costa e perder também suas características de tempestade tropical.[14] Nos Estados Unidos o impacto foi bem menos intenso do que nas ilhas do Caribe, mas provocou marés de tempestade, chuvas intensas, queda de árvores, bloqueio de estradas, suspensão de voos e danos estruturais. Em vários pontos da costa houve inundações recorde.[14][15] Mais de dois milhões de pessoas foram evacuadas em quatro estados norte-americanos.[16] Mais de um milhão de pessoas ficou sem energia elétrica na Flórida, 250 mil na Carolina do Sul e 120 mil na Geórgia.[17][1][16] Até o dia 11 pelo menos 34 mortes nos Estados Unidos foram atribuídas ao furacão,[18] e os prejuízos materiais foram calculados entre 4 e 6 bilhões de dólares.[16]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b "Furacão Matthew continua atingindo o sudeste dos EUA". Zero Hora, 09/10/2016
  2. «Furacão Matthew: 1,4 milhão de pessoas precisam de assistência emergencial no Haiti». 10 de outubro de 2016. Consultado em 11 de outubro de 2016 
  3. "Haiti death toll from Hurricane Matthew passes 1,000". Al Jazeera, 10/10/2016
  4. «Furacão ameaça quatro Estados nos EUA; Haiti registra mais de 840 mortos». UOL. 7 de outubro de 2016. Consultado em 8 de outubro de 2016 
  5. "Furacão Matthew deixa quatro mortos na República Dominicana". Correio Braziliense, 04/10/2016
  6. Marsh, Sarah. "Cuban town avoided Hurricane Matthew's deadly fury with preparation". Reuters, 08/10/2016
  7. "Haití antes y después del huracán Matthew: las devastadoras imágenes tras el paso del huracán". BBC, 05/10/2016
  8. "Furacão Matthew atinge Cuba, Haiti e República Dominicana". Valor, 05/10/2016
  9. "El paso del huracán Matthew deja en ruinas a Baracoa, Cuba". El País, 05/10/2016
  10. Wright, Pam & Benaim, Rachel Delia. "Crowdfunding Campaigns Underway To Aid Cuba As Country Grapples With Hurricane Matthew Destruction". The Weather Channel, 08/10/2016
  11. "Matthew devastates historic Cuban town". Jamaica Observer, 07/10/2016
  12. Mazzei, Patricia; Clark, Kristen (6 de outubro de 2016). «Obama signs Florida emergency declaration to deal with Hurricane Matthew». The Miami Herald 
  13. Merle, Renae; Berman, Mark (6 de outubro de 2016). «Hurricane Matthew, now a Category 3 storm, approaches Florida; emergencies declared in three states». The Washington Post 
  14. a b "Matthew Becomes Post-Tropical as it Begins to Move Away From the U.S." The Weather Channel, 09/10/2016
  15. "Hurricane Matthew Blamed for 11 Deaths in U.S.; Carolinas and Georgia Hit With Severe Flooding". The New York Times, 08/10/2016
  16. a b c "Matthew leaves 15 dead in US; 7 killed in North Carolina amid severe flooding". Fox News, 09/10/2016
  17. Almasy, Steve; Hanna, Jason & Park, Madison. "Hurricane Matthew blamed for 4 US deaths, sparks flash-flood fears". CNN, 08/10/2016
  18. Wright, Pam & Breslin, Sean. "Hurricane Matthew Kills at Least 34 in U.S.; Deadly Flooding Continues in North Carolina". The Weather Channel, 11/10/2016

Ligações externas[editar | editar código-fonte]