Gary Ridgway

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Gary Ridgway
Nome Gary Leon Ridgway
Data de nascimento 18 de fevereiro de 1949 (70 anos)
Local de nascimento Salt Lake City, Utah, Estados Unidos
Nacionalidade(s) Estados Unidos Norte-americana
Crime(s) Homicídio
Pena Prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional
Situação Preso desde 30 de novembro de 2001
Esposa Claudia Kraig Barrows (c. 1970; div. 1972)
Marcia Lorene Brown (c. 1973; div. 1981)
Judith Lorraine Lynch (c. 1988; div. 2002)
Filho(s) 1 (Matthew Ridgway)[1]
Assassinatos
Vítimas 49 assassinatos (condenado)
71 assassinatos (confessados)
Período em atividade 1982 – 1998
País Estados Unidos (Washington)
Fotografia de Ridgway em 1982, feito pela polícia do Condado de King.

Gary Leon Ridgway (nascido em 18 de fevereiro de 1949 - Salt Lake City, Utah), conhecido como The Green River Killer, é um assassino em série (serial killer) americano. Ele foi inicialmente condenado por 48 casos de assassinato e, para evitar a pena de morte, confessou mais de 70 homicídios, embora, quando condenado, fosse sentenciado por 49 assassinatos, o que o torna o segundo assassino em série mais prolífico da história dos Estados Unidos em termos de mortes confirmadas, imediatamente depois de Samuel Little. Suas vítimas eram todas mulheres, muitas adolescentes, do Condado de King, estado de Washington, entre as décadas de 1980 e 1990.[2][3]

Está preso desde 2001 sem possibilidade de condicional.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Gary era o segundo dos três filhos de Mary e Thomas Ridgway. Sua infância foi turbulenta, devido às brigas dos pais. Em relação à mãe, teria revelado após ser preso que tinha sentimentos conflitantes de raiva e atração sexual por ela. Também teria dito que às vezes fantasiava matá-la. Na escola, não foi um bom aluno, pois era disléxico e tinha um QI abaixo da média. Ainda adolescente, aos 16 anos, cometeu seu primeiro crime, tendo levado um garoto de seis anos para a floresta e o esfaqueados nas costelas e no fígado. A criança sobreviveu e contou que Gary tinha ido embora dando risada. Casou-se a primeira vez aos 20 anos, com Caudia Kraig, no entanto se juntou à Marinha dos Estados Unidos meses depois, sendo enviado ao Vietnã. Durante o serviço militar, contraiu gonorreia, devido a manter relações sexuais frequentes com prostitutas. De volta aos Estados Unidos, conseguiu um emprego como pintor de caminhões, que manteve até ser preso. Casou-se uma segunda vez, com Marcia Winslow, e se tornou um religioso fanático, o que, no entanto, não o impediu de continuar se relacionando com prostitutas. Sua terceira esposa foi Judith Lorraine Brown, da qual se divorciou em 2002, quando já estava preso. Suas ex-namoradas e ex-esposas teriam relatado que ele sofria de compulsão sexual, exigindo ter relações sexuais várias vezes ao dia, inclusive em áreas públicas.[3]

Modus operandi[editar | editar código-fonte]

Sua área de atuação era o Condado de King, em Washington. Quando abordava suas vítimas, Gary costumava mostrar uma foto do filho para conquistar a confiança das mulheres. Depois as levava para sua casa ou seu caminhão, onde cometia os crimes. Ele estrangulava suas vítimas utilizando as mãos ou um cinto de couro e depois as estuprava. Se livrava dos corpos jogando-os no Rio Verde (Green River) ou em áreas arborizadas próximas, voltando com certa frequência para reaver os corpos e manter relação sexual com os cadáveres. Em seu depoimento ele teria dito que a necrofilia reduzia sua necessidade de cometer novos assassinatos e sua chance de ser pego.[4][3]

A maioria das vítimas de Ridgway eram prostitutas e mulheres que viviam em circunstâncias de vulnerabilidade, incluindo adolescentes que haviam fugido de casa.[3]

A primeira vítima, Wendy Lee Coffield, de 16 anos, foi encontrada em julho de 1982. Logo em seguida, outros corpos foram encontrados, sem que a polícia encontrasse provas que levassem ao criminoso. A imprensa apelidou o autor dos crimes, então, de "O Assassino do Rio Verde".[5]

Prisão e pena[editar | editar código-fonte]

O constante desaparecimento de mulheres fez a polícia organizar uma força-tarefa para investigar os crimes e encontrar os culpados. Gary, entre 1980 e 1987, chegou a prestar esclarecimentos e, até, a ser preso: em 1980 prestou depoimentos após agredir uma prostituta perto do Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma, região onde alguns corpos haviam sido encontrados; em 1983 prestou novos depoimentos à polícia, após o namorado de uma prostituta ter identificado o caminhão de Gary como o último lugar onde ela havia sido vista antes de desaparecer; em 1984 foi preso por tentar contratar os serviços de uma policial disfarçada, tendo sido solto após fazer o teste do polígrafo; em 1987 foi preso após prostitutas descreveram à polícia um homem que costumava percorrer a área e cuja descrição batia com a aparência de Ridgway, tendo sido solto novamente após outro teste do polígrafo e após ter concordado em ceder amostras de cabelo e saliva.

Foi só em 2001, no dia 30 de novembro, quando deixava a fábrica de caminhões de Kenworth onde trabalhava, em Renton, Washington, que ele foi preso pela polícia sob a acusação de assassinar quatro mulheres, com provas baseadas em evidências de DNA.[4] Como parte do seu acordo para evitar receber a pena capital, Gary Ridway concordou em divulgar para as autoridades a localização dos corpos das outras mulheres que ele havia matado.

Em dezembro de 2003 ele recebeu 48 sentenças de prisão perpétua, sem possibilidade de condicional. Cumpriu pena no Presídio Estadual de Washington, em Walla Walla, entre 2004 e 2015, quando foi transferido para o presídio de segurança máxima de USP Florence, em Florence, Colorado, mas em outubro de 2015 voltou para Washington.[6]

“Eu gostava de dirigir pelos bolsões ao redor do país e pensar nas mulheres que eu depositei lá. Eu matei tantas mulheres que não consigo precisar quantas”, teria dito já na prisão.[7]

Referências

  1. Tacoma News Tribune: Green River Killer's son remembers him as a relaxed father.
  2. Bell, Rachel. «Green River Killer: River of Death». Crime Library. Consultado em 30 de maio de 2014. Arquivado do original em 30 de maio de 2014 
  3. a b c d Yazbek, Letícia. «Aventuras na História · Gary Ridgway: O assassino de Green River». Aventuras na História. Consultado em 15 de outubro de 2019 
  4. a b Prothero, Mark; Carlton Smith (2006). Defending Gary: Unraveling the Mind of the Green River Killer. San Francisco, Califórnia: Jossey-Bass. p. 317. ISBN 978-0-7879-9548-5 
  5. Haglund, WD; Reichert, DG; Reay, DT (1990). «Recovery of decomposed and skeletal human remains in the "Green River Murder" Investigation. Implications for medical examiner/coroner and police». Filadélfia, Pensilvânia. The American Journal of Forensic Medicine and Pathology. 11 (1): 35–43. PMID 2305751. doi:10.1097/00000433-199003000-00004 
  6. Montaldo, Charles (14 de fevereiro de 2011). «Gary Ridgway: The Green River Killer». About.com. Consultado em 30 de julho de 2019 
  7. Sousa, Alana. «Aventuras na História · "Eu adoro matar as pessoas, eu adoro vê-las morrer": Confira 10 declarações chocantes de serial killers». Aventuras na História. Consultado em 15 de outubro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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