Gueto de Kovno

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Gueto de Kovno foi um gueto estabelecido pela Alemanha Nazista para conter os judeus lituanos de Kaunas durante o Holocausto. Em seu auge o gueto deteve 40,000 pessoas, a maioria das quais foram posteriormente enviadas para campos de concentração e extermínio, ou fuziladas no IX Forte. Aproximadamente 500 judeus escaparam do local ou de campos de trabalho, juntando-se a forças de partisans soviéticos nas distantes florestas do sul da Lituânia e Bielorrússia.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O gueto era dividido em duas partes, chamadas de gueto "menor" e "maior", separados pela rua Paneriai e ligados por uma pequena ponte de madeira sobre a via. Cada gueto era cercado por arame farpado e fortemente vigiado. Ambos estavam superlotados, mas apesar disso os alemães continuaram a diminuir a área limítrofe, forçando os judeus a mudarem-se diversas vezes. Os alemães e lituanos destruíram o gueto menor em 4 de outubro de 1941, matando praticamente todos os seus habitantes no IX Forte. No final do mesmo mês, no dia 21, os alemães procederam com o que tornou-se conhecido como "Grande Ação", fuzilando no IX Forte, em um único dia, em torno de 10,000 judeus.

O gueto de Kovno fornecia trabalho escravo para o exército alemão. Os judeus eram empregados primariamente em locais diversos nas vizinhanças, especialmente na construção de uma base aérea militar em Aleksotas. O Conselho Judaico, liderado pelo doutor Elkhanan Elkes, criou também oficinas dentro do gueto para as mulheres, crianças e idosos que não foram forçados a participar das brigadas de trabalho. Essas oficinas chegaram a empregar 6,500 pessoas sob a esperança de que, como parte da produção para seu exército, os alemães não matassem os judeus.

No outono de 1943, as SS assumiram o controle do gueto, convertendo-o no campo de concentração de Kovno. O papel do Conselho Judaico foi drasticamente reduzido, e os nazistas dispersaram mais de 3,500 judeus para subcampos onde a disciplina estrita governava todos os aspectos da vida diária. Em 26 de outubro de 1943, as SS deportaram do campo principal mais de 2,700 pessoas, mandando aquelas em condições de trabalho para o campo de concentração de Vaivara, na Estônia, enquanto as crianças e idosos foram mandados para Auschwitz.

Em 8 de julho de 1944, os alemães evacuaram o local, deportando a maioria dos judeus remanescentes para o campo de concentração de Dachau, na Alemanha, ou para o campo de Stutthof, próximo a Danzig, na costa dos Bálcãs. Três semanas antes do Exército Soviético invadir Kaunas, os alemães destruíram o gueto com granadas e dinamite. Em torno de 2,000 pessoas morreram queimadas ou foram baleadas enquanto tentavam escapar dos prédios em chamas. O Exército Vermelho ocupou Kovno em 1 de agosto de 1944. Dos poucos judeus remanescentes, 500 haviam sobrevivido escondidos na floresta ou em um único bunker que escapara da detecção durante o massacre final.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Surviving the Holocaust: the Kovno Ghetto diary. Avraham Tory, Martín Gilbert, Dina Porat, Jerzy Michalowicz. Harvard University Press. ISBN 9780674858114 (1990)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]