Gustavo Barros Schelotto

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Gustavo Barros Schelotto
Informações pessoais
Nome completo Gustavo Barros Schelotto
Data de nasc. 4 de maio de 1973 (46 anos)
Local de nasc. La Plata, Argentina
Altura 1,73 m
Apelido El Tiburón
Informações profissionais
Equipa atual Estados Unidos Los Angeles Galaxy
Posição Auxiliar-técnico (ex-meio-campista)
Clubes de juventude
1985–1991 Argentina Gimnasia y Esgrima La Plata
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1991–1997
1997
1998
1998–2000
2001
2001–2002
2002–2004
2004
2005
2006–2007
Argentina Gimnasia y Esgrima La Plata
Argentina Boca Juniors
Argentina Unión Santa Fe
Argentina Boca Juniors
Espanha Villarreal
Argentina Racing
Argentina Rosario Central
Argentina Gimnasia y Esgrima La Plata
Peru Alianza Lima
Flag of Puerto Rico.svg Puerto Rico Islanders
0133 0000(8)
0005 0000(0)
0013 0000(0)
0045 0000(3)
0007 0000(0)
0030 0000(1)
0041 0000(4)
0010 0000(0)
0006 0000(0)
0023 0000(3)
Times/Equipas que treinou
2009
2010–2011
2012–2015
2016
2016–2018
2019–
Paraguai Olimpia (assistente)
Paraguai Libertad (assistente)
Argentina Lanús (assistente)
Itália Palermo (assistente)
Argentina Boca Juniors (assistente)
Estados Unidos Los Angeles Galaxy (assistente)

Gustavo Barros Schelotto (La Plata, 4 de maio de 1973) é um treinador e ex-futebolista argentino. Atualmente é auxiliar-técnico do Los Angeles Galaxy. É irmão gêmeo de Guillermo Barros Schelotto.

Carreira em clubes[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

O primeiro clube de Gustavo foi uma equipe juvenil, o For Ever. Até então, costumava jogar bola com o irmão Guillermo em casa, o que por vezes atrapalhava o pai, o médido Hugo Barros Schelotto, que atendia na própria residência em alguns dias na semana. A mãe, Cristina, uma professora, colocou os filhos no For Ever após notar a diferença de comportamento que um de seus alunos, antigamente agitado, apresentou nas aulas após começar a jogar ali.[1]

Os gêmeos ganharam títulos juvenis no For Ever, onde ficaram amigos do futuro goleiro Gastón Sessa. O técnico deles também trabalhava no Estudiantes, e chamou os três para jogaram nas categorias inferiores dos pincharratas. Os três, todos torcedores do rival Gimnasia y Esgrima (o próprio pai dos irmãos seria um dos presidentes gimnasistas), acabaram indo. Sessa permaneceria ali, mas não os gêmeos: na visão deste, Gustavo, o mais extrovertido, vinha sendo utilizado, mas Guillermo, o tímido, era posto na reserva, o que desagradou à mãe dos dois, que os teria levado aos juvenis do Gimnasia.[2] Os mellizos ("gêmeos", em espanhol) seguiriam juntos no clube do coração - Guillermo como atacante, Gustavo como meio-campista - e debutariam profissionalmente no Lobo em 1991.

Gimnasia y Esgrima La Plata[editar | editar código-fonte]

Após campanhas apenas regulares do Gimnasia nos campeonatos argentinos, os gêmeos faturariam em 1994 seu prieiro título: a Copa Centenário, torneio oficial da AFA nos moldes das copas nacionais europeias que celebrava os 100 anos do campeonato.[3] A Copa Centenário ainda é o único torneio profissional de elite vencido pelo Gimnasia no futebol.[4]

Nos Clausuras e Aperturas se seguiram à primeira conquista da dupla, o Gimnasia prosseguiu de forma ascendente, disputando seguidamente títulos.[5] O clube esteve bastante perto de faturar dois Clausuras, em 1995 e 1996, mas ficou no vice-campeonato. No primeiro, o clube liderou até última rodada, e faturaria a taça se vencesse em seu estádio o Independiente, que já não tinha ambições no torneio. A única outra equipe que poderia ser campeã era o San Lorenzo, que estava dois pontos atrás e precisava vencer fora de casa o Rosario Central, além de torcer pelo tropeço do GELP, que acabou acontecendo: os platenses perderam por 0 x 1 em casa enquanto o San Lorenzo, com um gol a treze minutos do fim, venceu pelo mesmo placar o Central.[6]

No segundo, em que a equipe chegou a vencer por 6 x 0 Boca Juniors (em plena La Bombonera no time de Diego Maradona, Claudio Caniggia e Juan Sebastián Verón) e Racing, além de derrotar de virada por 2 x 1 o River Plate no Monumental de Núñez, a taça foi perdida justamente após um empate de 1 x 1 em um clásico platense contra o Estudiantes; o adversário pelo título, o Vélez Sarsfield, também empatou na rodada e, como possuía um ponto a mais, levou a melhor na disputa.[7]

O bom desempenho dos gêmeos alimentavam rumores de suas saídas do Gimnasia. Eles teriam sido oferecidos em 1996 ao River Plate, mas o líder da equipe, Enzo Francescoli, teria discordado da ideia.[8] Francescoli, segundo rumores não-confirmados, havia se desentendido com Gustavo em determinada ocasião e, por isso, teria vetado a vinda dos platenses.[1] Os Barros Schelotto iriam justamente para o arquirrival Boca Juniors.

Boca Juniors[editar | editar código-fonte]

Eles chegaram a pedido do próprio Diego Maradona. Por orientação dele, o Boca Juniors foi contratar três jogadores em La Plata, trazendo do Gimnasia os gêmeos e, do Estudiantes, Martín Palermo.[9]

Gustavo, que no período chegou a passar um semestre emprestado ao Unión de Santa Fe, esteve presente nos títulos argentinos Apertura de 1998 e 2000 e no Clausura de 1999. Em 2000, participou também dos títulos na Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes, porém normalmente fora da equipe titular, sendo considerado apenas um reserva útil quando necessário em campo.[10] Enfrentava a concorrência de Mauricio Serna, Diego Cagna, José Basualdo e Juan Román Riquelme por um lugar no meio-de-campo xeneize, todos estes bastante celebrados ali.[10]

Embora vitoriosa, sua estadia na Bombonera ficou prejudicada, além da reserva, por ser ofuscado pelo brilho maior do irmão ali [9] e por um problema disciplinar: teria chegado às vias de fato com o então técnico Héctor Veira; seu empréstimo ao Unión teria ocorrido justamente como uma punição e para que a comissão técnica não perdesse autoridade frente aos jogadores.[1]

Outros clubes[editar | editar código-fonte]

Saiu do Boca junto com o colega Martín Palermo, contratados pelo Villarreal após a Intercontinental de 2000. Gustavo Barros Schelotto, porém, não se deu bem na Espanha, logo voltando à Argentina, como jogador do Racing. No time de Avellaneda ficou pouco tempo, mas integrou a equipe titular que conquistou o título Apertura de 2001, encerrando um jejum de 35 anos sem títulos argentinos da Academia.

Em 2002, foi para o Rosario Central. Em sua nova equipe auriazul, ficou apenas dois anos, sem títulos, mas com bastante identificação com a torcida canalla, a ponto de batizar uma filha de Rosario, e a outra de Juana Central.[11]

Já veterano, passou novamente pelo Gimnasia, rumando sem muito alarde pela equipe peruana do Alianza Lima e pelo Puerto Rico Islanders, da United League Soccer, uma segunda divisão em nível técnico do futebol estadunidense,[12] onde aposentou-se em 2007.

Em 2009, trabalhou como assistente técnico do Olimpia, do Paraguai e como comentarista esportivo da rede estatal argentina de televisão. Já havia exercido a mesma função em 2007, no TyC Sports. No Paraguai, chegou a trabalhar como assistente técnico também no Libertad.

Seleção[editar | editar código-fonte]

Gustavo nunca chegou a defender a equipe principal da Seleção Argentina, mas chegou a atuar, ao lado do irmão gêmeo, pelos selecionados juvenis da Albiceleste.[13]

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Após ser assistente em comissões técnicas de algumas das principais equipes paraguaias, acertou em 2012 com o Lanús, o primeiro clube onde exercerá o cargo de treinador efetivo. Curiosamente, em uma dupla com seu irmão gêmeo, Guillermo.[14]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Argentina Gimnasia La Plata

Argentina Boca Juniors

Argentina Racing

Referências

  1. a b c BORINSKY, Diego (Julho de 2010). «"Espero ser un rebelde hasta que me muera"». El Gráfico. Consultado em 5 de fevereiro de 2011 
  2. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome sessa
  3. GORGAZZI, Osvaldo José (27 de março de 2005). «AFA Copa Centenario 1993». RSSSF. Consultado em 21 de fevereiro de 2011 
  4. «Mañana, hará 15 años que el Lobo se consagraba campeón» (em espanhol). El Día. 29 de janeiro de 2009. Consultado em 21 de fevereiro de 2011 
  5. MELO, Tiago (4 de março de 2011). «Verón e Schelotto se enfrentam pela primeira vez em um clássico platense». Futebol Portenho. Consultado em 4 de abril de 2011 
  6. CIULLINI, Pablo Andrés (12 de fevereiro de 2005). «Argentina 1994/95». RSSSF. Consultado em 21 de fevereiro de 2011 
  7. WALLY, Pablo (21 de janeiro de 2011). «Argentina 1995/96». RSSSF. Consultado em 21 de fevereiro de 2011 
  8. «Gustavo Barros Schelotto» (em espanhol). Biografía. Consultado em 21 de fevereiro de 2011 
  9. a b VENÂNCIO, Rafael Duarte Oliveira (25 de setembro de 2010). «Estudiantes – Boca Juniors: Ídolos, Verón e Palermo já vestiram a camisa do rival». Futebol Portenho. Consultado em 21 de fevereiro de 2011 
  10. a b DUER, Walter; FERRO, Gonzalo; GALCERÁN, Miguel; LODISE, Sergio; OTERO Horacio; RODRÍGUEZ, Héctor (2005). All the glory. Boca - the book of xentenary, 1º ed. Buenos Aires: Planeta, pp. 230-249
  11. FUSCO, Ignacio (27 de outubro de 2006). «"Se viene la dupla técnica con Guille"» (em espanhol). Diario Olé. Consultado em 3 de fevereiro de 2009. Arquivado do original em 30 de novembro de 2006 
  12. ZAMBUZI, Luciana (janeiro de 2010). Quase Famosos. Trivela n. 35. Trivela Comunicações, pp. 58-59
  13. MACÍAS, Julio. BARROS SCHELOTTO, Guillermo. Quién es quién en la Selección Argentina, 1 ed. Buenos Aires: Corregidor, 2011, p. 67
  14. FERRO, Leonardo (10 de julho de 2012). «Gustavo e Guillermo Barros Schelotto no primeiro dia de Lanús». Futebol Portenho. Consultado em 11 de julho de 2012