Guti (futebolista)

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Guti
Guti
Guti atuando pelo Real Madrid em 2008
Informações pessoais
Nome completo José María Gutiérrez Hernández
Data de nasc. 31 de outubro de 1976 (43 anos)
Local de nasc. Torrejón de Ardoz, Espanha
Altura 1,83 m
canhoto
Apelido Guti, Guti.Haz
Informações profissionais
Período em atividade 1994–2011 (17 anos)
Equipa atual Almería
Posição Ex-meia
Função Treinador de futebol
Clubes de juventude
1986–1994 Real Madrid
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1994–2010
2010–2011
Total
Real Madrid
Beşiktaş
00540 000(77)
00040 000(12)
00580 000(89)
Seleção nacional
1995
1996–1998
1999–2005
Espanha Sub-18
Espanha Sub-21
Espanha
00004 0000(1)
00008 0000(1)
00013 0000(3)
Times/Equipas que treinou
2013–2018
2018–2019
2019–
Real Madrid (juniores)
Beşiktaş (auxiliar técnico)
Almería
Última atualização: 08 de abril de 2019

José María Gutiérrez Hernández, mais conhecido como Guti (Madrid, 31 de outubro de 1977), é um ex-futebolista espanhol que atuava como meio-campista. Atualmente é técnico do Almería.

Durante sua carreira, passou 15 anos como jogador do Real Madrid e se tornou um dos maiores ídolos da história do clube. Disputou 542 jogos oficiais e ajudou o time a conquistar 15 títulos, sendo os mais importantes as três Liga dos Campeões e os cinco Campeonatos Espanhóis. No final da carreira, ainda jogou pelo Beşiktaş, da Turquia.

Guti também jogou 13 vezes pela Seleção Espanhola, tendo feito sua estreia em 1999.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Real Madrid[editar | editar código-fonte]

Nascido em Torrejón de Ardoz, comunidade de Madri, Guti começou a jogar pela cantera do Real Madrid em 1986. Inicialmente era atacante, mas depois foi para o meio-campo e permaneceu lá pelo restante de sua carreira. No dia 2 de dezembro de 1995, aos 17 anos, fez sua estreia no time principal, em uma vitória em casa de 4-1 contra o Sevilla. Ele terminou a temporada com um gol em nove aparições.

Em 1997, Guti conquistou os seus dois primeiros títulos: o Campeonato Espanhol de 1996-97 e a Supercopa da Espanha. Disputou 17 jogos na temporada e não marcou gols. Já em 1997-98, ajudou os Merengues a serem campeões da Liga dos Campeões e da Copa Intercontinental, enquanto pela Seleção Espanhola conquistou a Eurocopa Sub-21.

A temporada 1999-2000 começou mal para Guti: com a responsabilidade de substituir Clarence Seedorf, ele foi expulso por chutar um adversário depois do Real Madrid ter perdido um jogo em casa contra a Real Sociedad. Este ato negativo voltaria a ser recorrente na sua carreira, já que foi expulso oito vezes durante o Campeonato Espanhol. Na temporada em que também conquistou a Liga dos Campeões, ele marcou seis gols em 28 jogos; no ano seguinte, ele teve o seu melhor desempenho individual: devido a contusão de Fernando Morientes, jogou como atacante e marcou 14 gols.

Em 2002, após a chegada de Ronaldo, Guti voltou ao meio-campo e os seus gols diminuíram. Porém, ficaria muito conhecido pelo seu principal fundamento: as assistências. Dono de uma visão de jogo impecável, sempre deixava os seus companheiros na cara do gol.

Durante a temporada 2004-2005, devido ao fato do Real contar com os galácticos, Guti foi só marcou um gol oficial (em um amistoso contra San Marino, em fevereiro de 2005). Na temporada 2005-2006, ele jogou 43 jogos e marcou seis gols (quatro pelo Campeonato Espanhol e dois pela Liga dos Campeões).

Com a eleição de Ramón Calderón como presidente do clube e a promessa de contratar o craque brasileiro Kaká, do Milan, o futuro de Guti no clube madrilenho parecia incerto. Sua transferência ao rival Atlético de Madrid era dada como certa, mas no final ele decidiu permanecer no Real, enquanto Kaká continuou no Milan.

Ao final da temporada 2005-2006 e com o craque Zidane aposentado, Guti se viu como o principal meia de criação da equipe na temporada 2006-2007. Suas qualidades (passes e lançamentos) foram ainda mais destacadas, especialmente uma vitória em casa por 3 a 2 contra o Sevilla no dia 6 de maio de 2007, em que ele jogou apenas 32 minutos, já que havia começado no banco. Naquela temporada em que Robinho e Van Nistelrooy brilharam, Guti também contribuiu para muitos dos gols que ajudaram o Real Madrid a se tornar campeão pela 30ª vez.

Na temporada seguinte, no dia 10 de fevereiro de 2008, Guti marcou dois gols e deu três assistências em uma goleada em casa contra o Valladolid, pelo qual foi eleito o melhor jogador em campo. O Real venceu por 7 a 0 e acabou conquistando a La Liga pela 31ª vez. No dia 14 de setembro, ele marcou o gol de número 5.000 da história do Campeonato Espanhol, em uma vitória por 4 a 3 sobre o Numancia.

Já na temporada 2009-10, com as chegadas de Kaká e Cristiano Ronaldo, Guti ainda conseguiu disputar algumas partidas como titular, conseguindo duas vitórias pelo Campeonato Espanhol. No entanto, no final de outubro, após a derrota por 4 a 0 para o Alcorcón, pela Copa do Rei, ele supostamente insultou o técnico Manuel Pellegrini no intervalo, sendo afastado da equipe por um longo período. Depois de ser reintegrado, sofreu com algumas lesões, mas devido ao fato de Kaká também ter problemas físicos, conseguiu se manter como titular até o final da temporada.

Beşiktaş[editar | editar código-fonte]

No dia 25 de julho de 2010, Guti deixou o Real Madrid após quase 25 anos de serviço (contando as categorias de base). Ele disse: "Eu tenho uma oferta do Beşiktaş, mas ainda não decidi". O acordo foi selado no dia seguinte, com o jogador assinando um contrato de dois anos. Foi titular na sua primeira partida oficial pelo clube, ajudando no único gol do jogo contra o Bucaspor.

No dia 28 de novembro de 2010, Guti contribuiu para a vitória do Beşiktaş contra o Galatasaray com um gol e uma assistência. Foi a primeira vitória da equipe no Estádio Ali Sami Yen em oito anos. Em 11 de maio de 2011, ele foi titular e conquistou a Copa da Turquia contra o İstanbul Başakşehir (4 a 3 nos pênaltis, 2 a 2 no tempo normal, após a prorrogação).

Em 15 de novembro de 2011, Guti rescindiu contrato com o clube turco. Segundo ele, o técnico foi culpado por sua saída. Quase um ano depois, no dia 21 de setembro de 2012, anunciou sua aposentadoria.[1] O meio-campista de 35 anos estava sem contrato desde novembro de 2011, quando deixou o Besiktas por conflitos com o técnico Carlos Carvalhal.

“A decisão está tomada. Chegaram ofertas de alguns clubes, mas decidi deixar o futebol. Estarei mais tempo com minha família”, declarou, em entrevista à Rádio Marca.

Seleção Espanhola[editar | editar código-fonte]

Atuou pela Seleção Espanhola em algumas ocasiões, tendo disputado treze partidas e marcado três gols. Nunca foi convocado pela Furia para nenhuma competição.

Estilo de jogo[editar | editar código-fonte]

Inicialmente era um segundo atacante veloz, que atuava pelas beiradas, mas ao longo da carreira Guti se tornou um exímio meio-campista. Craque conhecido por sua visão, técnica, criatividade, precisão no passe e habilidade de distribuir diversas assistências para seus companheiros de equipe. Jogador bastante versátil, costumava ser um meia clássico, ao melhor estilo camisa 10, sua função favorita. Também era capaz de jogar como segundo atacante, como meia aberto pela esquerda ou até como segundo volante.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Guti foi casado com a apresentadora de TV Arantxa de Benito, com quem teve três filhos.[2]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Real Madrid

Beşiktaş

Referências

  1. «Guti hangs up his boots» (em inglês). ESPN. 21 de setembro de 2012. Consultado em 16 de outubro de 2012 
  2. Globoesporte. 11 de janeiro de 2013 http://globoesporte.globo.com/boleirama/noticia/2013/01/guti-ex-jogador-do-real-madrid-e-pai-pela-terceira-vez.html. Consultado em 15 de janeiro de 2013  Em falta ou vazio |título= (ajuda)