Jacó Bittar

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Jacó Bittar
Jacó Bittar, então presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas, início da década de 1980.
Arquivo Público do Estado de São Paulo
Prefeito de Campinas Flag of Campinas.svg
Período 1989-1992
Antecessor(a) José Roberto Magalhães Teixeira
Sucessor(a) José Roberto Magalhães Teixeira
Dados pessoais
Nascimento 12 de outubro de 1940 (80 anos)
Manduri, SP
Nacionalidade brasileiro
Partido PT (1980-1991)
PSB (1991-presente)
Ocupação Petroleiro,Político

Jacó Bittar (Manduri, SP, 12 de outubro de 1940) é um petroleiro, político e sindicalista brasileiro. Foi um dos fundadores do Sindicato dos Petroleiros de Paulínia e Campinas, da CUT e do Partido dos Trabalhadores. Foi presidente do Sindicato dos Petroleiros e prefeito de Campinas. É conselheiro do fundo de pensão da Petrobrás - Petros.

Vida Profissional[editar | editar código-fonte]

Começou a trabalhar na Petrobrás em 1962 como operador de processamento. Trabalhou na Refinaria Presidente Bernardes (Cubatão) e na Refinaria do Planalto (Paulínia). Em 1983, liderou a primeira greve de petroleiros desde 1964, sendo demitido juntamente com centenas de outros petroleiros.

Vida pública[editar | editar código-fonte]

Em 1973 fundou o Sindicato dos Petroleiros de Campinas e Paulínia [1]. Em 1980 foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) ao lado de Olívio Dutra e de Luiz Inácio Lula da Silva, tendo sido o secretário-geral do partido durante quatro anos. Participou também da fundação da Central Única dos Trabalhadores - Central Únida dos Trabalhadores, em 1983 [2].

Foi candidato derrotado do PT ao Senado pelo Estado de São Paulo em 1982, na primeira eleição direta de governador desde 1962, tendo sido o quinto mais votado, com 9.6% dos votos [3]. Voltou a concorrer ao senado em 1986, sendo novamente o quinto mais votado com 9.4% dos votos [3].

Em 1988 elegeu-se prefeito de Campinas com 32,4% dos votos [3]. Desavenças com o seu vice - prefeito e secretário de obras Antonio da Costa Santos, o "Toninho do PT" (posteriormente eleito prefeito de Campinas) levaram a denúncias de superfaturamento e crise política. Em 1991, no terceiro ano de mandato, Jacó Bittar deixou o PT, filiando-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) .

Em abril de 2003 foi nomeado conselheiro da Petros, o segundo maior fundo de pensão do país [4]. As críticas de que a indicação foi política e por amizade com o ex-presidente Lula foram desmentidas pela Petros [5].

Processos[editar | editar código-fonte]

Em 1994, Bittar foi condenado em primeira instância a ressarcir a prefeitura de Campinas por obras sem licitação no aterro sanitário Delta I. A sentença foi confirmada em 1998 em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Outra condenação em primeira instância por propaganda irregular também foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Há também processos sobre concorrência dirigida e o superfaturamento na construção de VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) e malversão de verbas de captação e tratamento de esgoto da bacia do ribeirão Anhumas[6]. Em setembro de 1997 os bens de Bittar foram cautelarmente indisponibilizados, durante o processo que investigava a contratação sem licitação da CPEM (Consultoria para Empresas e Municípios). Em outubro de 1998 os bens foram desbloqueados por determinação do juiz da 6ª Vara Cível de Campinas, Gilberto Luiz Carvalho Francischini [7].

Referências

  1. LUCENA, Carlos Alberto (1997). Aprendendo na Luta. A história do Sindicato dos Petroleiros de Campinas e Paulínia 1° ed. [S.l.]: Brasil. 147 páginas 
  2. «Fundação da CUT». ABC de Luta. Consultado em 30 de junho de 2017 
  3. a b c Fundação Seade. «Base de Dados Interativa - Informações Eleitorais». Consultado em 30 de junho de 2017 
  4. Rubens Valente (15 de junho de 2005). «Lula nomeia ex-petista amigo para a Petros». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de junho de 2017 
  5. «Petros afirma que indicação não foi política». Folha de S.Paulo. 15 de junho de 2005. Consultado em 30 de junho de 2017 
  6. «"Era Bittar" teve três escândalos». Folha de S.Paulo. 2 de maio de 1999. Consultado em 30 de junho de 2017 
  7. Raquel Lima (25 de junho de 2000). «"Investigação afeta candidatos a prefeito». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de junho de 2017 


Precedido por
José Roberto Magalhães Teixeira
Prefeito de Campinas
Campinas

1989-1992
Sucedido por
José Roberto Magalhães Teixeira