Josefa de Óbidos

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Josefa de Óbidos
Adoração dos Pastores, 1669
Nome completo Josefa de Ayala Figueira
Nascimento 1630
Sevilha
Morte 22 de julho de 1684
Óbidos
Nacionalidade Portuguesa
Ocupação pintora

Josefa de Ayala Figueira, conhecida como Josefa de Óbidos (Sevilha, fevereiro de 1630Óbidos, 22 de julho de 1684), foi uma pintora nascida na Espanha que viveu e produziu em Portugal.

Tendo vivido quase sempre na Quinta da Capeleira, a sua reputação que granjeou era de tal ordem que muitos dos que iam tomar banhos às Caldas da Rainha, se desviavam de seu caminho, para irem a Óbidos cumprimentá-la.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Retábulo de Santa Catarina (1661) na Igreja paroquial de Óbidos

Era filha de Baltazar Gomes Figueira, pintor português natural de Óbidos, com obra em Évora, que fora trabalhar em Sevilha, onde veio a desposar D. Catarina de Ayala Camacho Cabrera Romero, natural da Andaluzia. Foi apadrinhada pelo pintor Espanhol Francisco Herrera, El Viejo. O seu irmão Barnabé de Ayalla também foi pintor.

Em 1634, quando tinha apenas quatro anos de idade, os pais de Josefa regressam a Portugal, onde vieram a se estabelecer na Quinta da Capeleira, em Óbidos, quando a menina já tinha seis anos de idade. Ali a menina se educou, manifestando desde cedo, vocação para a pintura e para a gravura em metal, em lâminas de cobre e prata, num género denominado como pontinho.

Foi especialista na pintura de flores, frutas e objectos inanimados. A influência exercida pelo barroco tornaram-na uma artista com interesses diversificados, tendo-se dedicado, além da pintura, à estampa, à gravura, à modelagem do barro, ao desenho de figurinos, de tecidos, de acessórios vários e a arranjos florais.

Em 1653, aos 23 anos de idade, fez a gravura da edição dos Estatutos de Coimbra. Trabalhou em seguida como pintora para diversos conventos e igrejas. Na Capela do Noviciado do Convento de Varatojo havia uma excelente Nossa Senhora das Dores e, no coro, um Menino Jesus, quadros que lhe são atribuídos. Havia quadros seus no Mosteiro de Alcobaça, no Mosteiro da Batalha, em Vale Bem-Feito no Mosteiro de São Jerónimo, em Évora, onde existe um Cordeiro engrinaldado de flores, que passa por ser um dos seus melhores trabalhos.

Como retratista da Família Real Portuguesa, destacam-se os seus retratos da rainha D. Maria Francisca Isabel de Saboia, esposa de D. Pedro II, e de sua filha, a princesa D. Isabel, que foi noiva de Vítor Amadeu, duque de Saboia, a quem esse retrato foi enviado.

A Academia de Belas Artes de Lisboa também possui um quadro de Josefa de Óbidos.

O Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, a partir do ano de 2015 vai expôr mais um dos seus trabalhos, que representa um Menino Jesus Peregrino associado aos Caminhos de Santiago, para se juntarem aos 14 outros que já aí estavam, nessas condições, nomeadamente duas das naturezas-mortas que a tornaram tão popular (Com Taça de Cristal e Com Caixas e Potes), um Menino Jesus Salvador do Mundo, uma Adoração dos Pastores e um Casamento Místico de Santa Catarina em ambiente doméstico, com a Virgem sobre um estrado, com um cesto de costura aos pés[1].

No concelho de Sernancelhe , freguesia de Quintela , existem também na Igreja da Sª. da Lapa minúsculos mas admiráveis trabalhos da pintora , esta igreja onde estão expostos estes trabalhos localiza-se ao lado do Mosteiro na Serra da Lapa , no Santuário Nossa Senhora da Lapa.

Obras[editar | editar código-fonte]

A pintura Maria Madalena confortada pelos Anjos foi arrematada em janeiro de 2015 num leilão da Sotheby's, de Nova Iorque, por 269 mil dólares (238.615 euros), por Filipe Mendes, que possui uma galeria de pintura antiga em Paris. O luso-descendente doou a obra ao Museu do Louvre. O Louvre aceitou a doação, e a pintura de Josefa de Óbidos vai ficar exposta junto à obra "Natureza morta com peixe" do pai da pintora Baltazar Figueira.[2]

A obra A Sagrada Família com São João Batista, Santa Isabel e Anjos foi comprada em 29 de janeiro de 2016 pelo Museu da Misericórdia do Porto.

A obra Natureza Morta com Doces e Barros foi em abril de 2016 seleccionada como uma das dez mais importantes obras artísticas de Portugal pelo projeto Europeana.[3]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

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