Judá Loew ben Betzalel

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A estátua do Maharal na nova prefeitura de Praga de Ladislav Šaloun.

Judá Loew ben Betzalel (c. 152017 de setembro de 1609)[1] também escrito como Yehudá ben Betzalel Levai [ou Loewe, Löwe], foi uma importante referência no estudo de Talmud, Cabalá (mística judaica) e filósofo que serviu como rabino-chefe em Praga (agora na República Tcheca) a maior parte de sua vida. Ele foi enterrado no Cemitério Judaico Antigo em Josefov, Praga. E seu túmulo, com a lápide ainda intacta, pode ser visitada.

Seu nome Löw ou Loew, deriva do alemão Löwe que significa leão (a palavra Yiddish Leib tem a mesma origem), é um nome kinnuy (substituto) para o nome Judá ou Yehuda, a tribo de Judá é tradicionalmente associada como a figura do leão. No livro de Gênesis (49:9)[2] , o patriarca Jacó se refere ao seu filho Judá como Gur Aryeh, um jovem leão, quando o abençoa. Figuras de leão estão presentas na sua lápide assim como escudos heráldicos.

História[editar | editar código-fonte]

Ele é conhecido pela vasta maioria de sábios do judaísmo como o Maharal de Praga, ou simplesmente como o Maharal (מהר"ל - MaHaRaL é o acrônimo hebraico de Moreinu haRav Loew, "Nosso Professor o Rabino Loew"). Os sobrenomes de seus descendentes incluem Loewy e Lowy.

Dentro do mundo de Torá e estudo talmúdico, ele é conhecido por seus trabalhos sobre filosofia judaica e misticismo judaico e seu supercomentário sobre os comentários de Rashi na Torá conhecido como Gur Ariê al HaTorá.

O Maharal é particularmente conhecido pela história do golem, que aparece pela primeira vez impressa próximo de 200 anos após a sua morte. De acordo com o conto, o rabino criou um ser vivo a partir do barro, usando poderes místicos baseados nos conhecimentos esotéricos de como Deus criou Adão, mas não existem evidências da veracidade do evento.

De acordo com a lenda, ele fez isso para defender os judeus do gueto de Praga de ataques antissemitas contra eles; particularmente libelos de sangue emanando de certas áreas preconceituosas da cidade.[3]

Pedra do túmulo do Rabino Loew.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Gur Ariê ("Jovem Leão", ver acima), um supercomentário no comentário do Pentateuco por Rashi
  • Netivot Olam ("Caminhos do Mundo"), um trabalho de ética
  • Tiferet Yisrael ("A Glória de Israel"), exposição filosófica da Torá, pretendida para a festa de Shavuot
  • Guevurot HaShem ("[Atos de] Força de Deus"), para a festa de Pessach
  • Netzach Yisrael ("A Eternidade de Israel"; Netzach "eternidade", tem a mesma raiz da palavra para "vitória"), sobre Tishá BeAv (um dia de luto anual sobre a destruição dos Templos e exílio judaico) e a redenção
  • Ner Mitzvá ("A Vela do Mandamento"), sobre Chanucá
  • Or Chadash ("Uma Nova Luz"), sobre Purim
  • Derech Chaim ("Caminho de Vida"), um comentário no tratado de Pirkei Avot
  • Beer haGolá ("O Poço da Diáspora"), um trabalho apologético no Talmud, principalmente respondendo à interpretações do estudioso italiano Azaria di Rossi (Min haAdumim)
  • Chidushei Agadot ("Novos Entendimentos das Agadot", as porções narrativas do Talmud), descoberto no século XX
  • Drashot ("Sermões" selecionados)
  • Divrei Neguidim ("Palavras de Reitores"), um comentário no Seder de Pessach, publicado por um descendente
  • Chidushei al HaShas, um comentário do Talmud, recentemente publicado pela primeira vez de um manuscrito por Machon Yerushalyim sobre Bava Metzia, outros pode estar por vir.
  • Vários outros trabalhos, como sua responsa e trabalhos sobre o Shabat e a festa de Sucot, Rosh Hashaná e Yom Kipur, não foram preservados.

Seus trabalhos sobre as festas levam títulos que foram inspirados por versículos bíblicos em Crônicas I 29:11: "Teus, ó Senhor, são a grandeza, e o poder, e a glória, e a vitória, e a majestade, pois tudo que está nos céus e na terra [é Teu]; Teu é o reino e [Tu és Aquele] Que é exaltado sobre tudo como o Líder." O livro de "grandeza" (guedula) sobre o Shabat não foi presevado, mas o livro de "poder" (guevurá) é Guevurat HaShem, o livro de glória é Tiferet Yisrael, e o livro de "eternidade" ou "vitória" (netzach) é Netzach Yisrael.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. A Boêmia, sendo um país católico, adotou o calendário gregoriano em 1584. No calendário juliano era 7 de setembro. Sua lápide, como citado por Gal Ed, Meguilas Yuchsin e outros, dá sua data de falecimento como quinta-feira, 18 de Elul de 5369.
  2. http://www.mechon-mamre.org/e/et/et0149.htm Genesis Chapter 49
  3. Bilefsky, Dan. "Hard Times Give New Life to Prague’s Golem", New York Times, May 11, 2009. Página visitada em 2009-05-11. “O Golem, de acordo com a lenda tcheca, foi confeccionado a partir do barro e trazido à vida pelo rabino para proteger o gueto do século XVI de Praga de perseguição, e é dito dele que é convocado em tempos de crise. Por sua natureza, ele mais uma vez experimenta um renascimento e, nessa era comercial, tem gerado uma indústria do monstro.”
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