Kate Millett

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Kate Millett
Nome completo Katherine Murray Millett
Nascimento 14 de setembro de 1934
Saint Paul, Minnesota, EUA
Morte 6 de setembro de 2017 (82 anos)
Paris, França
Nacionalidade norte-americana
Cônjuge Fumio Yoshimura (1965–85; divorciada)

Sophie Kier (?–2017)

Alma mater Universidade de Minnesota
Ocupação Escritora, artista e ativista feminista
Principais trabalhos Política Sexual

Katherine Murray Millett (Saint Paul, 14 de setembro de 1934 - Paris, 6 de setembro de 2017) foi uma escritora, artista, educadora e ativista feminista estadunidense. É considerada uma das mais influentes feministas da segunda onda do feminismo.[1]

Seus livros abordavam temas que iam desde pacifismo, direitos humanos, aborto e feminismo. Escreveu sobre os direitos das mulheres, sobre reforma no sistema psiquiátrico e sua autobiografia explorava sexualidade, saúde mental e relacionamentos. Nos anos 1960 e 1970, lecionou na Waseda University, Bryn Mawr College, Barnard College e na Universidade da Califórnia em Berkeley.

Sua tese de doutorado, defendida na Universidade de Columbia, é seu livro mais famoso, intitulado Política Sexual. Publicado em 1970, discorre sobre a política patriarcal de controle da sexualidade feminina nos séculos XIX e XX, analisando literatura, pintura e políticas públicas relacionadas ao controle populacional e à definição do papel da mulher nesse período. Publicou diversos outros livros, mas que não foram traduzidos para o português.[2]

Em 2013 foi agraciada no National Women’s Hall of Fame.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Kate nasceu em 14 de setembro de 1934, filha de James Albert e Helen Millett, em Saint Paul. Em sua autobiografia, Kate afirma ter medo de seu pai, um engenheiro, que batia na filha.[3] Ele era alcoólatra a abandonou a família quando Kate tinha 14 anos, deixando mãe e filha na pobreza.[4][5]

Sua mãe era professora[5] e vendedora de seguros.[6] Ela tinha ainda duas irmãs, Sally e Mallory.[2][7] Kate se formou na Universidade de Minnesota, com bacharelado em Artes em literatura inglesa, em 1956.[3][5][8]

Morte[editar | editar código-fonte]

Kate estava de férias em Paris, quando teve um infarto e morreu em 6 de setembro de 2017, aos 82 anos.[2][7]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • 1970. Política Sexual - no original Sexual Politics
  • 1971. The Prostitution papers: A Candid Dialogue
  • 1974. Flying
  • 1976. Sita
  • 1979. The Basement: Meditations on a Human Sacrifice
  • 1981. Going to Iran
  • 1990. The Loony-Bin Trip
  • 1993. The Politics of Cruelty: An Essay on the Literature of Political Imprisonment
  • 1995. AD, a Memoir
  • 2001. Mother Millett

Referências

  1. Maynard Institute, ed. (Março 2012). «Kate Millett». Woman's History Month. Consultado em 7 de outubro de 2014. Cópia arquivada em 2 de junho de 2016 
  2. a b c d «Kate Millett radical spirit». The New Yorker. Consultado em 31 de agosto de 2018 
  3. a b Hamilton, Neil A. American Social Leaders and Activists. Nova York: Infobase Publishing. 500 páginas. ISBN 978-1-4381-0808-7 
  4. Rosenberg, Rosalind (2013). Changing the Subject: How the Women of Columbia Shaped the Way We Think About Sex and Politics. Nova York: Columbia University Press. 400 páginas. ISBN 978-0-231-50114-9 
  5. a b c Magill, Frank N. (2014). The 20th Century Go-N: Dictionary of World Biography. Londres: Routledge. 3000 páginas. ISBN 978-1-317-74060-5 
  6. Wintle, Justin (2008). The Concise New Makers of Modern Culture. Londres: Routledge. 532 páginas. ISBN 978-1-134-02139-0 
  7. a b Sehgal, Parul (6 de setembro de 2017). «Kate Millett, Ground-Breaking Feminist Writer, Is Dead at 82». The New York Times. Consultado em 31 de agosto de 2018 
  8. Cohen, Marcia (2009). The Sisterhood: The Inside Story of the Women's Movement and the Leaders who Made it Happen. Santa Fé: Sunstone Press. 400 páginas. ISBN 978-0-86534-723-6 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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